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Política de hoje:

Retorno dos trabalhos na Câmara teve duas pautas: Defesa dos animais e, chamou a atenção, a proibição do ensino e uso dos “pronomes neutros”.

Grande parte das pessoas não sabe nem o quê é pronome ou para quê serve. Dos que sabem, poucos vão saber a diferença entre pronomes demonstrativos e relativos. E mesmo sabendo que essa é a realidade, existe a preocupação de proibir o uso de pronomes neutros.

Para quem não sabe, pronome neutro é uma, digamos, inovação da internet. É o famoso “amigues”, usado para se referir a alguém sem definir se é homem ou mulher. Não é uma classe gramatical formal e, por isso, não é ensinado nas escolas.

Houve o caso de algumas escolas particulares que começaram a usar pronomes neutros em suas redes(uma no Rio outra em Recife). Mas isso não significa que a matéria entrou no currículo.

Professores não dão aulas com o conteúdo que quiserem. Não existe isso. Professores são obrigados a seguir a BNCC, o currículo comum para todas as escolas do Brasil.

Quem define conteúdo curricular não são os municípios, é a união. Propor um projeto como esse em uma Câmara de Vereadores tem com único objetivo fazer “lacração”, ou seja, é para aparecer.

Professores não ensinam isso e se ensinassem um vereador não tem força para proibir.

Dizer que escolas ensinam “pronome neutro” cai na mesma mentira do “kit gay”. Não existe, nunca existiu e só serve pra mobilizar um grupo de eleitores preconceituosos que entram, sem pensar, em ondas e correntes da internet.

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