Meio Ambiente

Documento da ONU salienta a importância dos parques urbanos para o futuro das cidades

A ONU publicou documento intitulado “Parque para todos e todas”, no qual destacam que as áreas verdes e de lazer público servem para preservar recursos naturais, praticar hábitos saudáveis e também servem para integração econômica, com realização de eventos, atividade de ambulantes e funcionam como atração turísticas das cidade. São, nas palavras da ONU, uma forma barata de cuidar da saúde e incentivar as economias locais.

Em Contagem, no entanto, os últimos governos não tem dado o devido valor a estas áreas. O Parque Fernão Dias está fechado a visitação e foi alvo de um acordo entre a Prefeitura de Contagem e o Governo Estadual.

Segundo o Termo de Cooperação, o instituto ficará responsável pela elaboração do Plano de Manejo, estudo técnico que determina quais intervenções podem ser realizadas no interior da unidade de conservação. Já o município vai operar as trilhas interpretativas, a sinalização e as ações de educação ambiental.

O acordo prevê a concessão do parque para a iniciativa privada, mas ainda não tem prazo para ações efetivas de revitalização.

O parque Gil Diniz, na Sede, também encontra-se subaproveitado. Situação que não é diferente de outros parques na cidade, como o parque do Sapucaias e tantos outros.

Questões de Gênero

O documento das Nações Unidas também enfatiza a necessidade de observar a gestão dessas áreas aos usuários e usuárias. Sendo necessário observar as condições de uso das mulheres nesses espaços.

Segundo a ONU, o uso que as mulheres fazem desses espaços é impactado pelo risco de violência e assédio.

Há relatos vindos desses grupos do medo e dos episódios de violência que sofrem no espaço público, além dos próprios dados oficiais, tornando necessária a adoção de estratégias, como exame cuidadoso das rotas de chegada e saída, desistência de circular em certos espaços, a escolha atenta de suas roupas para buscar se prevenir de assédios, formação de grupos maiores para circular com mais segurança.

Proporcionar acesso universal a espaços públicos seguros, inclusivos, acessíveis e verdes significa levar em conta este cenário e buscar inovações que eliminem barreiras físicas e simbólicas.

Urgência

Em 2014, 54% da população mundial vivia em áreas urbanas, com projeção de crescimento para 66% em 2050. Em 2030, são estimadas 41 megalópoles com mais de 10 milhões de habitantes. Considerando que a pobreza extrema muitas vezes se concentra nestes espaços urbanos, as desigualdades sociais acabam sendo mais acentuadas e a violência se torna uma consequência das discrepâncias no acesso pleno à cidade. Transformar significativamente a construção e a gestão dos espaços urbanos é essencial para que o desenvolvimento sustentável seja alcançado.

Foto: Gilvan Silva/Amigos do Parque Fernão Dias

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