O monitoramento dos casos de Covid-19 através do esgoto na região metropolitana de Belo Horizonte, feito pelo INCT ETEs Sustentáveis/UFMG, mostra que houve uma diminuição significativa da circulação do vírus em Belo Horizonte e Contagem.

A estimativa de casos chegou a 830 mil entre os dias 20 e 24 de julho, mas agora esse número está 170 mil casos. A estimativa é feita através da medição da carga viral disponível no esgoto. Contudo, a professora Juliana Calábria, uma das responsáveis pelo projeto, ressalta que “o vírus continua circulando. Para que haja uma redução sustentável, o comportamento da população é fundamental”. Ela reforça que continua sendo indispensável o distanciamento social, o uso de máscaras e medidas de higiene.

Risco do frio

Em entrevista virtual realizada hoje (25/8), o secretário de Estado de Saúde, Carlos Eduardo Amaral, destacou que os dados da epidemia em Minas Gerais indicam uma estabilização da doença. No entanto ele apresentou preocupação com onda de frio que chegou a Minas Gerais nos últimos dias e que, segundo a secretaria, podem aumentar o risco de doenças respiratórias e de Covid-19.

Segundo os representantes da secretaria estadual de saúde, as doenças respiratórias apresentam relação com a temperatura porque as pessoas tendem a ficar em ambientes mais fechados e com ventilação reduzida por causa do frio. Por isso, é fundamental que a população mantenha distância mínima de um metro em lugares públicos e em momentos de convívio social, além de não tocar olhos, nariz, boca ou a máscara com as mãos não higienizadas.

Amaral destacou que o processo de conscientização desenvolvido para prevenir a covid-19 em Minas Gerais também auxilia no combate a outras outras doenças respiratórias. “Este ano é atípico, pois a sociedade está muito sensibilizada quanto à necessidade de adoção de cuidados pessoais e à prevenção da transmissão de vírus via aérea. Nós já temos conhecimento prévio de que aglomeração vinculada ao frio aumenta a possibilidade de transmissão de doenças”, explicou.