O desemprego subiu no país no segundo trimestre. Os dados são da pesquisa PNAD, do IBGE, e indicam um aumento de 1,1 ponto percentual em relação ao 1º trimestre de 2020 (12,2%). Quando é feita comparação com o mesmo trimestre de 2019 (12,0%), houve acréscimo de 1,3 %.

A taxa de desocupação foi 12,0% para os homens e 14,9% para as mulheres. Para brancos (10,4%) a taxa ficou abaixo da média nacional, mas para pretos (17,8%) e pardos (15,4%) ficou acima. Os grupos etários de 14 a 17 (42,8%) e de 18 a 24 anos (29,7%) continuaram com as maiores taxas.

Apesar dos dados negativos, a renda média real do trabalhador aumentou e chegou a R$2500,00. Essa informação pode ser o indício de que a pandemia prejudicou principalmente aos trabalhadores mais pobres com a eliminação de empregos que pagam menores salários.

A taxa de informalidade para o Brasil ficou em 36,9% da população ocupada. Entre as unidades da federação, as maiores taxas foram do Pará (56,4%) e Maranhão (55,6%) e Amazonas (55,0%) e as menores em Santa Catarina (25,8%), Distrito Federal (26,0%) e São Paulo (28,6%).

A quantidade de trabalhadores por conta própria também subiu, alcançando o patar médio de 36% no Brasil. Em Minas Gerais a taxa ficou em 22% sendo que a quantidade de trabalhadores empregados na iniciativa privada com carteira assinada ficou em 78%.

AFASTAMENTOS POR CAUSA DA PANDEMIA

A pesquisa mostrou também que diminuiu a quantidade de trabalhadores que ainda estavam afastados por causa da pandemia. Esse número chegou a 19,8% em maio e agora está em 5,7%, o menor nível desde o início do afastamento social e um indicativo de retorno a normalidade.

A população ocupada e não afastada do trabalho, estimada em 74,7 milhões de pessoas, aumentou em relação à quarta semana de julho (72,3 milhões) e também frente à semana de 3 a 9 de maio (63,9 milhões). Entre essas pessoas, 8,6 milhões (ou 11,5% da população ocupada e não afastada) trabalhavam remotamente. Esse contingente ficou estável frente à quarta semana de julho (8,3 milhões ou 11,5%) e, em números absolutos, ficou estável em relação à semana de 3 a 9 de maio (8,6 milhões), porém com queda em termos percentuais frente àquela semana (13,4%).