Pesquisa não define eleição. Isso é uma certeza. Mas indica caminhos para as campanhas de cada candidato. O resultado da última pesquisa, divulgada pelo instituto CP2 e Jornal O Tempo pode abrir uma corrida agressiva pelo segundo lugar. Ao mesmo tempo que mostra que, se nada mudar no cenário, Marília Campos pode vencer no primeiro turno.

Considerando o resultado da pesquisa, a liderança de Marília Campos foi confirmada e ampliada. A candidata petista está com 45,5% das intenções de voto. Na pesquisa anterior, divulgada pelo Instituto Quaest, ela tinha 40%.

A pesquisa indica também uma briga apertada pelo segundo lugar. Doutor Wellington(5,5%) segue em segundo, marcado de perto por Professor Irineu(5,2%), Ivayr Soalheiro(3,2%) e Coronel Fiúza(2,7%).

Neste espaço, ninguém está garantido. Por isso, é possível que a partir de agora cresçam os ataques entre os candidatos que estão em condições de ir para o segundo turno. Para eles, nesse momento, não basta atacar Marília Campos. Eles terão que combater entre si e atacar concorrentes mais próximos, caso queiram um lugar no segundo turno.

Na realidade, considerando a margem de erro de 3,1%, para mais ou para menos, qualquer um dos candidatos no pleito, inclusive os demais que pontuaram menos, teriam condições de ir para um segundo turno. Felipe Saliba (1,9%), Wellington Silveira (1,6%), Maria Lucia Guedes (1,5%), Kaka Menezes (1,1%), Marcio Bernardino (0,9%), Alfredo Cardoso (0,7%), Lindomar Gomes (0,6%), Dulce (0,4%), Alvear Saraiva (0,2%), e até mesmo a candidatura coletiva de Rosa&Stella e a de Sebastião do PCO, podem estar com pontuação diferente da apontada na pesquisa e em condições de um segundo lugar.

UNIÃO DOS ADVERSÁRIOS

A ideia de uma união entre os adversários da petista ainda no primeiro turno exigiria a abdicação de outros candidatos para favorecer um deles. Se essa aliança não foi possível antes da formação das chapas, dificilmente acontecerá de forma pacífica agora. Caso consigam uma articulação capaz de escolher um candidato único contra a petista, é certo que o custo da negociação será muito alto para o candidato beneficiado.

VITÓRIA DE MARÍLIA CAMPOS NO 1ºTURNO

A metodologia utilizada pelos institutos é diferente e dificulta a comparação entre eles, mas ambos indicam uma posição de liderança consolidada de Marília Campos, que está muito a frente de seus adversários.

O pouco crescimento nos índices dos demais candidatos começa a indicar uma possibilidade de vitória ainda no primeiro turno para Marília Campos.

Algo a ser considerado é a grande quantidade de pessoas que ainda se dizem indecisos. Na pesquisa do CP2/DataTempo, o índice de indecisos chegou a 10,8% e a quantidade de pessoas que dizem votar nulo ou branco chega a 18,2%.

Considerando apenas aqueles que escolheram um candidato nominalmente na pesquisa, critério utilizado para totalização de votos e que descarta brancos e nulos, Marília Campos teria 64,08% dos votos e ganharia em primeiro turno.

Hoje, todos os outros candidatos juntos somam 25,7% das intenções de votos. Marília Campos sozinha tem 45,5%. Mesmo que os 10,8% de votos daqueles que ainda não escolheram candidato migrassem para adversários da ex-prefeita, eles somariam aproximadamente 36,5%. Ainda longe de alcançar a petista.

A Pesquisa foi realizada pelo Datatempo/CP2, contratada pela Sempre Editora e divulgada no Jornal O Tempo. Foram ouvidos 1.000 eleitores de Contagem, entre os dias 9 e 10 de outubro. Margem de erro: 3,1 pontos percentuais para mais ou para menos. Nível de confiança: 95%. Registro no TRE: MG-09308/2020