Contagem

Ministério Público faz operação para apurar fraudes no Bolsa Moradia. Gabinete de Ivayr Soalheiro é alvo de busca e apreensão de documentos

O Ministério Público de Minas Gerais deflagrou na manhã desta quarta-feira, 28 de outubro de 2020, com o apoio da Polícia Civil e da Polícia Militar do Estado de Minas Gerais, a operação denominada “Aluga-se”. O objetivo é  combater desvios de recursos públicos destinados ao programa do município de Contagem denominado “Bolsa Moradia”. Esses desvios podem ultrapassar R$4 milhões de reais.

O principal suspeito do caso é o ex-servidor Tonny Anderson. Em depoimento na CPI do Bolsa Moradia ele escolheu ficar calado. Mas disse ao final que negociava “Delação Premiada” com o Ministério Público e o poder judiciário.

A Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público de Contagem instaurou Procedimento Investigatório Criminal com fundamento em relatório de auditoria elaborado pela Controladoria Geral do Município de Contagem, que apontou o desvio de pelo menos R$ 4.168.183,42. Os recursos públicos seriam destinados ao pagamento do benefício da “Bolsa Moradia”.

São alvos da operação um ex-diretor do programa Bolsa Moradia de Contagem/MG, o vereador licenciado Ivayr Soalheiro, um secretário municipal da Prefeitura de Contagem, além de outros agentes públicos e políticos, servidores públicos, pessoas e empresas.

O gabinete do vereador virou alvo por ele ser ex-secretário municipal da pasta responsável pelo Bolsa Moradia. Em seu gabinete foram feitas buscas por documentos que podem auxiliar na investigação, segundo informações da Câmara de Contagem. O vereador ainda não fez pronunciamento sobre o caso. O Coluna1 também tentou entrar em contato com a assessoria do vereador, mas não obteve resposta. Em audiência da CPI do Bolsa Moradia, o vereador negou qualquer tipo de envolvimento no caso.

Além dessa ação, foram expedidos 31 mandados de busca e apreensão e quatro de prisão temporária. As ordens judiciais foram cumpridas nos Municípios de Contagem/MG, Belo Horizonte/MG, Oliveira/MG, Baldim/MG, Jaboticatubas/MG e Ribeirão das Neves/MG.

Há indícios de que o então diretor do programa, o ex-servidor Tonny Anderson, associou-se a dois outros investigados para desviar os valores pertencentes ao erário aos familiares e entes próximos dos integrantes da associação criminosa, empresas que atuam no ramo de materiais de construção, uma associação beneficente e outras pessoas, também investigadas. Além disso, as provas demonstraram a participação, direta ou indireta, de outros agentes políticos e públicos na execução dos crimes, segundo informações do Ministério Público.

Na operação de hoje, o Ministério Público afirma que os indícios comprovam a execução dos crimes de associação criminosa, peculato, inserção de dados falsos em sistemas de informação e lavagem de dinheiro, cujas penas variam de dois a 12 anos.

Além dos mandados de busca e apreensão e de prisão, foi determinado o  bloqueio dos valores pertencentes aos investigados até o limite de R$ 4.168.183,42  e o afastamento dos cargos e funções públicas de quatro investigados.

A operação está sendo realizada pela Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público de Contagem e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado – Gaeco. Participam da operação quatro  promotores de Justiça, quatro  delegados de Polícia Civil, 110 investigadores de Polícia Civil e 14 policiais Militares.

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