Segundo o Boletim do TSE, 29 pessoas foram presas por crimes eleitorais durante as eleições. Desses, 13 eram candidatos a algum cargo. Em Minas Gerais foram seis casos de candidatos presos. Mas o tribunal não divulgou as cidades onde ocorreram as prisões.

Contagem não é diferente. A justiça e a polícia ainda não informaram em relações a prisões na cidade, mas relatos de crimes circulam nas redes sociais durante todo o dia. O crime mais visível é o de propaganda irregular, com panfletos e bandeiras espalhadas de forma irregular pela cidade. Bem como a ação de “boca de urna” em locais de votação.

Além da propaganda irregular e da boca de urna, outro motivo de prisão foi o transporte irregular de pessoas. Ao todo, no país 96 pessoas foram autuadas, com prisão ou não, por algum tipo de prática eleitoral irregular.

A lei eleitoral permite que o eleitor circule com bandeiras, mesmo em carros, adesivos, bótons e outros materiais de campanha. Também permite que o eleitor carregue a “colinha” com os números dos candidatos. Mas as bandeiras de rua e a “derrama” de panfletos não são permitidos.

Também não é permitida a “boca de urna”, propaganda feita por candidatos ou apoiadores na porta seção eleitoral. Em Contagem, existem relatos de boca de urna no CSU do Eldorado, no Novos Tempos, na Sede, em escolas do Petrolândia e Ressaca. Mas quem visitar qualquer local de votação perceberá a presença de pessoas realizando a propaganda irregular.

Quem perceber a atuação deve solicitar a atuação da polícia militar, fotografar ou filmar e encaminha à justiça eleitoral. No site dos TRE e do TSE existem canais adequados para denúncia de ações indevidas na campanha. Polícia Militar e Polícia Civil tem ações especiais para estas eleições e utilizam inclusive drones para uma fiscalização mais eficiente.