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Confira o que Marília disse até agora após vencer as eleições de domingo. Transição e formação de equipe estão em pauta

A eleição foi adiada por causa da pandemia, mas a data da posse continua a mesma. Em 1º de janeiro, Marília entra na prefeitura como nova prefeita e com a difícil função de fazer Contagem sair da estagnação.

Em vídeo divulgado hoje pela prefeita eleita, ela falou que a equipe de transição já está sendo montada. O atual prefeito, Alex de Freitas, já parabenizou a petista pela vitória e disse que colocou a estrutura da prefeitura à disposição para fazer a transição.

As regras da transição foram publicadas no diário oficial desta segunda-feira, 30 de novembro. Serão 18 membros. 9 indicados pelo atual governo e outros 9 membros indicados pela prefeita eleita, entre esses um que será o coordenador da transição.

Os nomes indicados pelo governo foram Alessandro Marques, Chefe de Gabinete; Atílio Belote, Secretário de Governo; Marilena Chaves, Secretária de Planejamento; Gilberto Silva Ramos, Secretário de Fazenda; Adriano Henrique Faria, Secretário de Administração; Regina Assunção Marques, Secretária de Recursos Humanos e que será a responsável por secretariar a comissão de transição; Marius Fernando Cunha Carvalho, Procurador Geral; Weber Dias Oliveira, Controlado Geral; e Leonardo Gonçalves Reis, Presidente da Transcon.

Os nomes indicados por Marília Campos devem ser apresentados nos próximos dias. A indicação dos nomes dará uma ideia de quem pode compor a equipe de sustentação da prefeita eleita.

PONTOS DESTACADOS ATÉ AGORA POR MARÍLIA CAMPOS

Alguns pontos foram ressaltados pela prefeita eleita em suas entrevistas. Nós separamos os principais e aqueles que foram citados por Marília mais de uma vez:

“Controlar transmissão e índices de contaminação por COVID-19”. Esse foi um ponto citado várias vezes por Marília em suas primeiras falas como eleita. Ela disse que é um desafio e que terá que conhecer e avaliar a estrutura montada pelo atual governo para prevenir e dar suporte aos pacientes com COVID.

“Volta às aulas com segurança”. Em diversos momentos Marília Campos falou sobre a volta às aulas em 2021 e que pretende estabelecer protocolos e formas seguras para isso acontecer. Em Belo Horizonte a prefeitura já determinou protocolos de segurança. A rede estadual também já estabeleceu suas orientações. Mas em Contagem nada foi dito ainda sobre esse retorno. Não há previsão nem regras.

“Prevenção de chuvas e calamidades“. Em uma de suas entrevistas, Marília Campos destacou a necessidade de preparar as ações de emergência e prevenção de desastres e evitar situações de caos como a que ocorreu na cidade durantes as chuvas de dezembro e janeiro de 2020. Para a prefeita, essa é uma preocupação imediata que não pode esperar a posse para ser realizada.

“Prioridade para nomes e equipe técnica”. Marília Campos falou várias vezes e para vários canais que essa é sua preocupação. Montar uma equipe técnica e não apenas política. Segundo ela, “nada impede que a pessoa seja filiada a algum partido”, mas a preferência será o perfil técnico.

“Governar para todos”. A prefeita destacou também, até mesmo aos militantes durante seu discurso de vitória, que é a prefeita de todos. Ela admitiu que as eleições mostraram uma divisão da cidade, mas disse que essa divisão se encerra quando termina a eleição. Ela agora é prefeita da cidade inteira de todas as regiões e fará um governo para todos os contagenses.

“Recado das urnas”. Em várias ocasiões Marília falou em recado do eleitor. Em pelo menos uma das entrevistas da prefeita, ela fez questão de destacar a importância da Região do Ressaca e Nacional, onde a prefeita foi derrotada nas urnas, e a necessidade de integrar essas regiões ao cotidiano da cidade. Reconhecer seus problemas urbanos, especialmente no setor de transporte, e integrar essas regiões com as demais áreas da cidade.

DESAFIO DA MONTAGEM DE EQUIPE

Foram várias as entrevistas de Marília Campos desde que os resultados das urnas foram divulgados no domingo a noite. Em todas ela fez questão de destacar que pretende montar uma equipe que priorize nomes técnicos e eficiência de gestão.

Marília foi eleita com uma articulação que envolveu nomes importantes e às vezes divergentes na política municipal. O desafio para montar a equipe de governo será grande. Talvez por isso, a prefeita tentou indicar, até o momento, que não deverá colocar em negociação a composição da equipe principal de governo, onde privilegiará nomes especializados em cada área para fazer a gestão da cidade.

Ontem a noite, em sua casa, enquanto concedia entrevistas à imprensa, Marília Campos recebeu a visita de diversas figuras políticas da cidade.

Um dos primeiros a chegar foram os vereadores Alex Chiodi (Solidariedade) e Daisy Silva (Republicanos), que ingressaram na campanha petista no segundo turno. Também passaram figuras como Newton Cardoso Júnior, Albert Pluck, que foi figura importante no governo de Carlin Moura, os vereadores Arnaldo de Oliveira e Teteco, entre vários outros.

Durante discurso para militantes e apoiadores, Marília fez questão de destacar os apoios recebidos no segundo turno, do PDT e do Republicanos, e citou nominalmente Doutor Wellington e Maria José Chiodi, candidatos derrotados no primeiro turno e que apoiaram Marília de forma bastante ativa na reta final da eleição. É provável que eles participem do Governo de alguma forma, mas ainda não está claro como será.

Ela destacou também os partidos de primeiro turno – PT, PSB, MDB e PCdoB – e saudou a participação e dedicação de seu vice, Ricardo Faria, durante a eleição.

Ricardo Faria chegou a casa de Marília já no final da noite. Emocionado, ele abraçou a prefeita e posou para fotos. No carro de som onde foi improvisado o discurso da vitória, Ricardo Faria apenas agradeceu e deixou a palavra com Marília Campos.

Como a prefeita eleita fará para acomodar tantos apoios diferentes em um governo com espaços limitados ainda é uma incógnita.

FRENTE AMPLA DE CENTRO ESQUERDA

O Coluna1 perguntou a prefeita como ela conseguiu juntar tantos apoios políticos diferentes neste segundo turno. Para Marília, o que possibilitou esta união foi sua história e sua credibilidade.

Questionada sobre como pretende lidar agora com esse leque amplo de apoios, Marília disse que fará como sempre: com diálogo.

A frente de apoios formada por Marília chama a atenção pela diversidade cultural e ideológica. Sua unidade deveu-se mais a uma negação coletiva à forma como Felipe Saliba conduziu sua campanha e as ações agressivas contra os demais candidatos.

É cedo para dizer se a aliança e os apoios seguirão juntos em 2021. Caso consiga manter esse leque de apoios, Contagem e Marília Campos podem servir de exemplo para a eleição de 2022, quando o PT e as esquerdas terão que conquistar lideranças mais ao centro e à direita para conseguir derrotar Jair Bolsonaro. Fazer essa conquista sem abrir mão de posições e convicções fundamentais é o grande desafio, tanto em Contagem quanto no Brasil.

Em entrevista ao Coluna1, ainda no início do período eleitoral, Marília Campos disse que hoje ela dá mais importância a “ouvir e dialogar mais”. Para a prefeita eleita, essa era uma das principais diferenças entre a Marília de 2020 e aquela que venceu as eleições lá atrás, em 2004.

O calendário corrido das eleições municipais de 2020 fará com que a prefeita eleita exercite bastante e bem rapidamente essa prática do diálogo. Pois pra fazer caber tanta gente no mesmo barco, será necessário gastar muita, mas muita saliva mesmo.

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