Política

Mulher, jovem e negra. Vereadora de Contagem é um dos símbolos do movimento de renovação que marcou as eleições de 2020

Moara Saboia chega à Câmara de Contagem com uma missão pesada. Ela vai representar as mulheres, as negras e os negros, e os grupos minoritários da sociedade. Ela não foi a única eleita nas eleições de 2020 que assumirá mandato agora encarnando esse símbolo; um símbolo de resistência e mudança no padrão “comum” dos políticos brasileiros.

Quando consideramos os números gerais das eleições, a renovação nas Câmaras de Vereadores das grandes cidades do país foi pequena. Porém, quando observamos a representação de mulheres negras e outros grupos minoritários, como os LGBTs, percebemos que a renovação foi muito significativa.

Segundo a ONG Rede de Mulheres Negras,  houve um aumento de mais de 22%, considerando os dados nacionais, no numero de candidatas autodeclaradas pretas e pardas. Quando se considera os dados de eleitas, houve aumento também, passando 5% para 6,3% dos eleitos.

No caso de candidaturas trans, a quantidade de eleitas chegou a 25, um aumento de 200% em relação a 2016, segundo dados do Jornal Brasil de Fato. Uma mudança notável.

Em Contagem, eram duas mulheres eleitas, passou para quatro. Não havia nenhuma vereadora eleita com a bandeira dos grupos de minoria, agora tem. Em Belo Horizonte o número de mulheres passou de 4 para 11 e teve como destaque a eleição de Macaé Evaristo, mulher negra, e de Duda Salabert, transexual.

Mais do que uma renovação, votar nos representantes desses grupos foi uma inovação, pois demonstra uma nova disposição do eleitor brasileiro em confiar seu voto a candidatos que trazem bandeiras e estereótipos diferentes.

Moara contou à reportagem do Coluna1 que reconhece o peso dessa representação e que essa responsabilidade é grande. Mas ela diz que está pronta para cumprir com os compromissos assumidos com seus eleitores e tem boas expectativas na relação com a prefeita eleita, que também é do PT, seu partido.

A vereadora, eleita pelo PT, participou da eleição junto com o Coletivo ComElas, que tinha também as candidatas Dona Neusa, professora Neimara e Monique Pacheco, que será agora Secretária Municipal de Cultura.

Entre as pautas defendidas pela vereadora estão alguns projetos bastante ligados a temática de minorias como “SOS Racismo, Transcidadania e Autonomia Econômica das Mulheres”. Mas também algumas ideias voltadas a cidade como “Contagem Conectada, Busão 24h e Trampo Criativo”. Para saber detalhes de cada proposta, acesse o site com propostas da vereadora clicando aqui.

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