Contagem

Contagem não fechou o comércio. Situação no atendimento de saúde é crítica, mas restrição só após diálogo com comércio e indústria da cidade

A prefeitura informou que não fechará o comércio na cidade. A administração municipal informou que pretende fazer restrições na circulação de pessoas, mas uma medida de interrupção geral do comércio, indústria e serviços da cidade não é a primeira alternativa.

Segundo a prefeita Marília Campos, amanhã, dia 09, será realizada uma reunião entre a prefeitura e os representantes dos diferentes setores econômicos da cidade para encontrar alternativas para conter o avanço da doença, sem ter que prejudicar os trabalhadores e as empresas da cidade.

Segundo ela, o fim do “auxílio emergencial”, pago durante os primeiros meses da pandemia, exige ações que considerem também a segurança e sobrevivência econômica das pessoas. Por isso, antes de medidas de tomar medidas mais radicais, a administração pretende dialogar com a cidade.

MEDIDAS DE RESTRIÇÃO

Entre as medidas propostas pela prefeitura estão a “lei seca”, que deve proibir o consumo de bebida alcoólica nos estabelecimentos. Também são estudadas alterações no transporte público, com limite de passageiros.

A princípio, não foi estabelecida mudança no horário de funcionamento do comércio e serviços. Caso ocorra esta restrição, ela deve ser apresentada apenas após reunião da prefeitura com representantes dos setores econômicos e prestadores de serviços da cidade.

Marília Campos informou que pretende chamar academias, salões de cabelereiro, igrejas e templos, comerciantes, shoppings, todos, através de seus sindicatos e associações, para estabelecer um diálogo com a administração municipal e criar regras mais melhores para a cidade.

Também foi informado que a prefeitura deve buscar uma maior prestação de serviços por meio eletrônico, como forma de evitar aglomeração na prefeitura.

Segundo a prefeitura, o decreto com as normas deve ser publicado e entrar em vigor a partir de terça-feira.

ALTO RISCO DE COLAPSO NA SAÚDE DA CIDADE

Apesar da disposição de esperar e dialogar com a cidade, os dados trazidos pelo Secretário Municipal de Saúde, Fabrício Simões geram um alerta. Em Contagem, a taxa de transmissão é elevada – hoje em 1,19 – o que significa que cada 100 contaminados passam a doença para mais 119 pessoas. É um ritmo de crescimento considerado alto.

Segundo o Secretário de Saúde, esse é o índice que será considerado como prioritário, “nós não temos ainda como impedir que a doença se espalhe, então é importante monitorar a velocidade em que isso acontece”, disse. Ele apresentou uma expectativa da prefeitura de que a cidade tenha mais 25 mil casos, em curto prazo, caso nenhuma ação seja tomada.

Ele explicou que desses novos casos, aproximadamente 2.500 casos devem necessitar de atendimento hospitalar e mostrou que a rede de atendimento no município está saturada.

Contagem tem hoje 60 leitos de UTI para Covid-19, no hospital de campanha do Santa Helena. Desses, 51 estão ocupados. A prefeitura diz que, se necessário, pode utilizar mais 40 leitos com suporte respiratório no Hospital Municipal.

Segundo o secretário, a principal demanda na cidade é por leitos de enfermaria, para casos menos graves, que hoje a cidade dispõe em número reduzido. A prefeitura quer buscar parcerias, mas a cidade tem um problema extra, pois não dispõe de hospitais particulares que poderiam ser utilizados para complementar a rede pública.

Imagem: PMC/Janine Moraes

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