O Coluna1 percorreu as principais áreas atingidas pelas chuvas da tarde e noite de sexta-feira, dia 15. Foi dia de limpeza, de levantar os móveis e a cabeça, recuperar do susto.

Na Vila da Paz, divisa com Belo Horizonte, a água chegou aos dois metros de altura. Carros estacionados foram virados e a água entrou dentro das moradias das pessoas Muitos móveis perdidos. Durante toda madrugada a limpeza urbana de Contagem trabalhou no local para retirar destroços e lavar a lama das ruas e casas.

Hoje pela manhã, a prefeita Marília Campos visitou o local para acompanhar o trabalho da defesa civil e conversar com moradores. Duas escolas foram utilizadas para atendimento da população, a UMEI Vila da Paz serviu como ponto de apoio para a população e a Escola Municipal Dona Gabriela Leite Araújo, no bairro Industrial foi utilizada para distribuição de marmitas, fornecidas pelo Restaurante Popular de Contagem; colchões; máscaras; álcool (70%); pacotes de biscoito, dentre outros donativos.

Segundo a administradora da Regional Industrial, Renata Gomes de Paula, a noite foi de muito trabalho, mas na tarde deste sábado a situação já estava sob controle. Ela permanecia na central de apoio e suporte à população e informou que, naquele momento, nenhuma família estava desabrigada ou desalojada no local por causa desta chuva.

A prefeitura informou que foi criado um grupo paritário de 12 voluntários (seis mulheres e seis homens) de cada vila atingida, que atuarão nas ações de enfrentamento às chuvas e alagamentos, em parceria com o Comitê de Área de Risco (CGR), implantado, recentemente, como um dos primeiros atos da atual administração.

A Secretaria Municipal de Obras realizará os reparos necessários, além da limpeza de bueiros e das ruas afetadas pelas chuvas.

Contagem conta com vários pontos críticos de inundações. Os mais atingidos pela chuva de sexta-feira foram: Vila da Paz, Vila Itaú, Vila São Paulo, Vila Samag, avenida Tereza Cristina, Morro dos Cabritos e avenida Maracanã. Nas vilas da Paz e São Paulo a água chegou a atingir dois metros de altura. Na avenida Tereza Cristina, vários veículos foram arrastados pela força d´água e também foram danificados.

No Maracanã, houve queda de árvores, rompimento da fiação e tampas de bueiros foram arrastadas. Segundo o morador da Vila São Paulo, Niger de Almeida Santos, a iniciativa da prefeita Marília Campos de visitar as vilas atingidas pelas chuvas foi positiva. “Tem muito tempo que um prefeito não aparece por aqui. Quero parabenizar a Marília por estar sendo solidária conosco. Há 50 anos que vivemos sempre esta tragédia. Na minha casa entrou quase dois metros de água e perdi muitos utensílios, como acontece todo ano”.  

Para a moradora da Vila Samag, Solange Maria, a visita da prefeita trouxe esperança. “Estou muito feliz com a vinda de Marília aqui na vila e do diálogo que está mantendo conosco. Só tenho a agradecer a presença dela aqui e também o cuidado que ela e a prefeitura está tendo conosco”.

BELO HORIZONTE

Apesar dos danos em Contagem, a região mais atingida fica em Belo Horizonte, após o encontro do córrego do ferrugem com o ribeirão arrudas. Nesta região, próxima ao anel rodoviário, o asfalto da rua foi todo arrancado novamente. O trânsito está fechado entre a Vila São Paulo, em Contagem, e o Betânia, em Belo Horizonte.

As máquinas já estão trabalhando na pista, mas não há previsão para o término da reconstrução. Em janeiro do ano passado, chuvas semelhantes já haviam destruído toda a avenida Tereza Cristina, neste mesmo trecho. Não houve posicionamento formal da prefeitura em relação aos danos provocados pela chuva no Barreiro.

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