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Escola em Nova Contagem é arrombada. Vândalos levam computadores e equipamentos eletrônicos

Funcionários foram surpreendidos com o arrombamento da Escola Estadual Adriano José da Costa, no bairro Retiro, em Nova Contagem. A invasão ocorreu na madrugada desta terça-feira, dia 26 de janeiro.

Os vândalos arrombaram grades, portas e janelas. Os armários dos professores foram arrombados e documentos espalhados pelo chão. Segundo a Polícia Militar foram levados computadores, caixas de som e impressoras. Em nota, a Secretaria Estadual de Educação informou que está realizando o levantamento dos bens levados.

O Sind Ute lamentou a situação e cobrou do governo estadual uma maior proteção das escolas, que estão fechadas há mais de dez meses por causa da pandemia.

A direção da escola registrou o Boletim de Ocorrência. O caso já está sendo investigado e a Polícia Militar está procurando por suspeitos de terem feito a invasão.

imagens: divulgação Sind Ute

OPINIÃO

A invasão de escolas infelizmente não são incomuns. O lamentável e repugnante é que na maioria das vezes o objetivo não é propriamente a busca de um lucro com a venda dos materiais roubados. Muitas vezes a invasão tem como único objetivo vandalizar, estragar e destruir a escola.

Veja este caso, como exemplo. As fotos divulgadas mostram vários computadores e impressoras que valeriam algum dinheiro rápido e curto em um topa-tudo qualquer. Mas os vândalos não levaram, apenas destruíram. Se o objetivo fosse fazer dinheiro, tinham levado mais coisas. Mas não levaram; apenas destruíram. Um ato que só traz prejuízos.

É repugnante porque é a mais infeliz demonstração de burrice. Burrice que nesse caso se refere aos atos de idiotice deliberada, que demonstram simplesmente a falta de inteligência de quem os pratica.

Casos como esses da invasão de escolas é a demonstração da violência natural da burrice, uma condição de idiotice que se orgulha e reafirma sua situação infeliz. É uma revolta não apenas por ser burrice, mas principalmente por ser inútil. Ninguém ganha nada com coisas assim, nem o burro do ladrão.

Quebrar uma escola não ajuda em nada. Mas o vândalo é tão burro que não consegue ver nada além da sua viseira de inutilidade. Enquanto a idiotice reina, aqueles que vivem de explorar a burrice alheia espiam e riem; em alguns casos até incentivam a burrice, pois a burrice é a maior garantia da submissão dos idiotas.

O Brasil está na condição que está porque criou-se aqui o infeliz hábito cultural de venerar a idiotice. Ser inteligente é brega, ser burro é chique. O país se afunda enquanto os idiotas riem. “Nossa eu sou muito burro”, diz um. “Eu sou mais”, ri o outro.

Em mais um ato de burrice alguém poderia dizer, “bom para os inteligentes, que vão se dar bem em cima dos burros”. Mas não é assim que funciona. O inteligente de verdade sabe que em sociedade, um depende do outro e a burrice de um prejudica a todos.

E qual a saída? Não existe uma saída única. Mas com certeza, a escola faz parte da solução desse problema. A escola sozinha, não salva ninguém. Mas sem escola, ninguém se salva. Aí vem um burro qualquer e ataca a escola. O único espaço que poderia ajudar aos idiotas é destruído pelos próprios idiotas.

É inclusive a burrice coletiva que garante o anonimato aos idiotas que fazem atos como esses. Eu tenho certeza que o asno que cometeu essa destruição já se vangloriou em alguma roda de amigos. Um deles, sem alarde e sem barulho, poderia denunciar o vândalo para a polícia ou a quem interessar. Mas ninguém fala nada. Não fala nada porque é burro e não percebe que o silêncio é uma corda que nos enforca vagarosamente, dia a dia.

Mas não. Ninguém denuncia. A burrice é corporativista. A burrice é tão arrogante e orgulhosa quanto é conivente. É quase um ato de admiração que impede um burro de denunciar o outro, que fez uma burrice ainda maior que já habitual do rebanho.

Assim, de atos de idiotices seguidos de atos de idiotices, seguimos a viagem. E nossa infeliz veneração à idiotice se espalha feito erva daninha no pasto. O rebanho já é tão grande, tão resignado em sua situação de insignificância e tão feliz ao arrotar burrice por aí, que daqui a pouco a burrice já terá destruído tudo que nos torna diferentes dos animais.

Nesse momento, talvez, os burros percebam, como gastaram a vida inutilmente em burrice que não os levou a lugar algum, senão ao matadouro comum que aguarda a todos que se omitem da tentativa de se tornarem pessoas melhores.

Categorias:polícia

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