Política

Leo Motta, deputado federal que tem base eleitoral em Contagem, comemora possível derrota de Rodrigo Maia na Câmara

O Deputado Federal Leo Motta, que tem base eleitoral em Contagem e é pai do vereador Abne Motta, comemorou nas redes sociais uma possível derrota do candidato Baleia Rossi, apoiado pelo atual presidente da Câmara, Rodrigo Maia, que é contrário ao presidente Jair Bolsonaro.

Numa estratégia de manter o discurso agressivo e violento que elegeu Jair Bolsonaro, o deputado de Contagem chamou Rodrigo Maia de “bebê chorão” e disse nas redes sociais que ele está agindo “como aqueles filhos mimados e pirracentos, quando não ganham o seu brinquedo favorito”.

A eleição na Câmara dos Deputados acontece hoje, às 19h. Até alguns dias atrás, a eleição indicava vitória de Rodrigo Maia e seus apoiadores. Mas o governo federal interviu com liberação de dinheiro à emendas de deputados e hoje a situação virou.

3 Bilhões de reais aos deputados para garantir votos

O presidente Jair Bolsonaro teme que uma vitória de Baleia Rossi facilite o trâmite de um processo de impeachment no Congresso. Por isso, o empenho para tirar votos do deputado.

Numa tacada só o governo liberou 3 bilhões de reais para emendas de deputados federais. Todo esse dinheiro visa garantir o apoio de 285 deputados, beneficiados com as emendas.

A eleição na Câmara indicava uma vitória dos deputados Baleia Rossi e Rodrigo Maia, porém o governo de Jair Bolsonaro resolveu entrar em campo com todo o dinheiro e recursos do governo federal para evitar essa situação.

Cargos e Ministérios também estão na mesa de negociação

O desespero para conseguir apoio e evitar uma derrota na Câmara fez o governo federal também colocar na mesa ministérios e cargos no alto escalão.

O ministério do Turismo foi um dos primeiros rifados. O antigo ocupante do cargo, deputado Marcelo Álvaro Antônio, que é do mesmo partido de Leo Motta, voltou para a Câmara para abrir vaga no ministério.

Na época, o ex-ministro chegou a chamar o General Ramos, articulador do governo, de “traíra”. Em troca de mensagens o deputado disse “Ministro Ramos, o Sr. entra na sala do presidente comemorando algumas aprovações insignificantes no Congresso, mas não diz o altíssimo preço que tem custado; conheço de Parlamento, o nosso governo paga um preço [nunca visto antes] por aprovações de matérias…”

Um dos candidatos à eleição, André Janones, do Avante de Minas Gerais, disse que o Ministério da Educação foi ofertado a partidos para convencer deputados a votar a favor do governo. Nas redes sociais Janones disse que a intervenção do governo transformou a Câmara dos Deputados em balcão de negócios.

Segundo André Janones “Clima tenso por aqui. Estão negociando a sua vida e o seu futuro em troca da presidência da câmara. Até o MEC já virou moeda de troca. Eu sigo só com Deus e o povo! NENHUM deputado até agora aceitou me apoiar sem receber nada em troca”, disse.

Segundo levantamento do Estadão, 140 deputados teriam mudado o voto e passado a apoiar Lira após o envio de recursos extras do Ministério do Desenvolvimento Regional para seus redutos eleitorais.

Por outro lado, ameaça de impeachment

Do outro lado da mesa de negócios, o atual presidente da Câmara, que durante seus dois anos de mandato segurou mais de 60 pedidos de impeachment, ameaça liberar hoje a tramitação de um desses pedidos.

Outras posições

Outro deputado que representa Contagem no parlamento, Newton Cardoso Junior não fez manifestações públicas a respeito da eleição na Câmara dos Deputados.

foto: AgênciaCâmara

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