Cidade

Reunião discute obras para recuperação da Capela de Santa Helena, ponto histórico ameaçado pelas chuvas

A Capela de Santa Helena fica ao lado da prefeitura de Contagem. Ela foi construída em 1868 e atrás dela há um enorme barranco que ameaça cair e levar a igreja junto. Por causa disso, o local está fechado desde as chuvas do ano passado.

Mas não é de hoje que a igreja corre riscos. Conta a lenda que Dom Silvério Pimenta, que foi Bispo de Mariana por volta de 1900, veio visitar Contagem e ficou sabendo que os moradores da região estavam com medo de perder a igreja por causa da erosão.

O bispo foi, então, até a capela e disse aos moradores “vocês estão com medo, mas não vai cair não! Essa barroca vai cair só até aqui (e mostrou o lugar). Daqui pra frente, não cairá mais nem um torrão”. Ele então teria circundado a área da capelinha com seu báculo (cajado episcopal) e ordenou: “Não avance barroca, a Capelinha poderá ser sua vítima. Em nome de Deus e de sua Santa Helena, pare”. Quando chegou no limite que ele marcou, a barroca nunca mais caiu.

A história, que está no site da paróquia, vale até hoje; Deus ajudou e a capela não caiu. Mas se os homens e mulheres aqui da terra não fizerem sua parte, a situação ficará difícil.

Como disse Dom Silvério, a barroca avançou até a cerca da igreja. O solo em volta está com várias rachaduras. A vegetação é rasteira e já cedeu em sua maior parte. Os restos da raiz de uma velha árvore é o que ainda segura a terra, mas também já ameaça ceder a qualquer momento.

A reunião foi realizada a pedido de Padre Rogério, vigário paroquial. Participaram o administrador da Regional Sede, Lindomar Diamantino, o subsecretário de manutenção, Jaci Cota, o vereador Alex Chiodi, representando o poder legislativo, e representantes de moradores.

Segundo Alex Chiodi, emos pleiteado ações há muito tempo. Fiscalizamos, cobramos e apresentamos denúncias ao Ministério Público, por ser a Capela um patrimônio público.

De acordo com o subsecretário, já foi feito e apresentado um diagnóstico do local, bem como de outros 22 pontos na região da Sede. Ele explicou que as obras no entorno da Capela estão prestes a começar, mas ressaltou que as obras serão realizadas da igreja até o final da rua Formosa.

Alguns moradores questionaram a não contemplação das demais áreas atingidas. O secretário explicou que tais áreas não se enquadram no projeto porque são particulares e, sendo assim, existem impedimentos legais.

O Padre Rogério mencionou também a interdição da capela, que tem impedido a realização de missas encontros e atendimentos. Sugeri que engenheiros da prefeitura e a defesa civil realizem vistoria no local  para verificar a possibilidade de liberação das atividades. O secretário se comprometeu a atender essa solicitação.

De acordo com o Administrador Regional, Lindomar Diamantino, a obra foi licitada e aguarda a confecção do contrato para se dar a ordem de serviço. Para ele, “o projeto da obra que vai garantir a integridade material de tão valioso patrimônio histórico-religioso de nossa cidade”, disse.

Ficou estabelecido que uma comissão de moradores será criada para acompanhar as obras e também para buscar soluções junto à prefeitura para aa áreas que em que ainda não serão realizadas intervenções.

imagem PMC/Administração Regional

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