Brasil

Incoerências na Petrobras mostram que Brasil não sabe o que quer e coloca interesses de investidores acima dos interesses do país

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As ações do governo federal em relação aos preços dos combustíveis mostram que os interesses de investidores estão sendo colocados acima dos interesses nacionais. A lógica estabelecida de regular o valor dos combustíveis de acordo com o preço internacional não é interesse do país. É interesse de investidores, muitos internacionais, que querem ter mais lucro e não estão preocupados com a sobrevivência do país.

A estratégia é simples e declarada: enfraquecer a empresa e disfarçar tudo com um vocabulário técnico e rebuscado. A população não entende o que está acontecendo, só sente baque no bolso. A empresa se enfraquece e fica mais fácil vender o que ainda resta dela sob controle do governo.

A Petrobras tem estrutura para produzir petróleo e gasolina mais baratos do que os vendidos no mercado internacional. Ainda que ela tenha que importar parte da gasolina, o preço final poderia ser realizado de acordo com a média final, com o preço efetivo de produção. Mas, ao contrário, a empresa optou por vender a gasolina pelo preço mais alto.

Age como o vendedor de água no deserto, tem acesso direto a fonte e pode vender no preço que quiser, mas não se importa se alguém vai morrer de sede e escolhe vende pelo preço mais alto que as pessoas conseguem pagar.

Está errado? Bem, se considerarmos apenas a lógica mais perversa e insustentável da “lei da oferta e procura”, está correto. A coisa é minha e eu vendo no preço que eu quiser. Se você quiser, que pague. Mas essa lógica tem premissas erradas.

O petróleo não é da Petrobras, o petróleo é do país. Se o país não permitir que a Petrobras explore ela simplesmente deixa de existir. Da mesma forma a Petrobras não é o resultado do suor do trabalho de alguém que dedicou a sua vida à empresa. Não. A Petrobras só existe porque o povo brasileiro investiu recursos do país para criar a empresa, são os bancos do governo que capitalizam os investimentos da empresa, é o dinheiro dos consumidores brasileiros que compra o combustível na bomba, é o dinheiro dos fundos de investimento estatais brasileiros que compra boa parte das ações da empresa, enfim, sem o recurso dos brasileiros comuns, eu e você que usamos carros e pagamos impostos, a Petrobras simplesmente não existiria.

Não existe monopólio da venda de combustíveis no Brasil desde 2002. Ou seja, qualquer empresa que queira vir vender gasolina no Brasil pode. Mas a Petrobras é muito forte e os concorrentes não tem coragem de vir enfrentar a empresa brasileira.

A atual direção da empresa entende que precisa atrair concorrentes, veremos se este comportamento mudará com a nova direção. Desde que Bolsonaro foi eleito, a direção escolhida para empresa está vendendo refinarias, diminuindo investimento, diminuindo a produção, enfraquecendo a imagem diante dos consumidores com aumentos reiterados e enfraquecendo a posição da empresa. Tudo, segundo eles, para atrair investimentos estrangeiros para o país.

É uma questão sem lógica! Qual empresa com juízo que se esforça para ficar mais fraca? O enfraquecimento da Petrobras só beneficia os investidores. Uma Petrobras fraca será colocada a venda por um preço mais barato. Depois de vendida eles farão de tudo para retomar a posição de monopolista.

A Petrobras só não foi completamente vendida, porque o povo brasileiro tem uma ligação quase sentimental com a empresa. Esse é o único escudo da empresa. A solução encontrada pela direção da empresa é realizar aumentos consecutivos na gasolina. No linguajar comum, tentam “queimar o filme da empresa com a população”. Se a população culpar a empresa pelos males do país, ficará mais fácil vende-la a preço de bananas.

Dizem que a atual política da empresa está dando lucros recordes. Meia verdade. Em 2020 o lucro da empresa foi de 40 bilhões de reais. Em 2010, com Lula ainda no governo, o lucro da empresa foi de 35 bilhões. Há dez anos e sem “paridade de preços”!

Não se pode sequer utilizar o liberalismo como justifica para maltratar a empresa como o governo tem feito. Petrobras sempre esteve entre as 5 empresas mais valiosas da América Latina. Seus resultados sempre foram lucrativos para os investidores. O mercado brasileiro sempre foi bem atendido. A falta de concorrência nunca foi razão de prejuízo para empresa.

Todo monopólio pode ser ruim. É verdade. Mas a diferença entre um monopólio e um oligopólio é quase insignificante nesse caso. E o mais importante, não há monopólio. Portanto, as petroleiras estrangeiras, se querem entrar no Brasil, que entrem pela porta da frente, trazendo investimentos reais.

Só para lembrar e concluir, quando a Petrobras ameaçou entrar no mercado dos EUA com a tal refinaria de Passadena, criaram por aqui uma operação “político-policial” que quase levou a Petrobras a falência. Os únicos anos em que a Petrobras teve prejuízo foram os anos em que a infeliz operação “Lava-Jato” buscou destruir a empresa com a justificativa de prender meia dúzia de diretores que, bandidos que eram, estavam roubando a empresa. Uma operação infeliz que quase matou a vítima para prender o sequestrador.

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