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No dia 18 foi anunciado pelo Governador Romeu Zema, a liberação de R$298 mi para realização das obras do PAC Arrudas e da Bacia do Córrego Ferrugem. O recurso é um dos mais comemorados na administração municipal, até o momento, e é conquista da estratégia adotada pela prefeita de estabelecer diálogos para solucionar os problemas mais urgentes da cidade.

A obra no encontro do Arrudas com o Ferrugem é considerada uma das prioridades para solucionar problemas com enchentes na região da Vila São Paulo e do Bairro Betânia, em BH. O assunto foi tema prioritário desde o início do atual governo. Ainda no dia 13 de janeiro, em reunião entre a prefeita Marília Campos de Contagem e Alexandre Kalil de Belo Horizonte, o assunto foi colocado na mesa. O tema ganhou ainda mais destaque com as chuvas do dia 15 de janeiro, que, mais uma vez, provocaram danos na região.

No dia 26 de janeiro a prefeita Marília Campos articulou uma reunião e um comitê foi montado com as prefeituras de BH, Contagem e o Governo Estadual. O objetivo já era naquela época viabilizar os recursos necessários para implementação das obras. “Vamos planejar e construir um cronograma para buscar os recursos necessários de conclusão das obras junto aos governos estadual e federal”, disse a Prefeita na ocasião.

Assim foi feito e o resultado veio nesta semana, com a liberação dos 298 milhões de reais.

DESTRAVANDO A CIDADE

Quando assumiu a prefeitura, existiam várias obras paralisadas ou sequer começadas. Muitas relacionadas ao programa SIM, de mobilidade urbana. Sem dúvida uma das que mais chamavam a atenção da população era o abandono das obras do viaduto do Beatriz, na Avenida João César sobre a Via Expressa. Que além de serem retrato do abandono que havia se tornado a administração municipal na última gestão, ainda impactavam negativamente a rotina de quem passa pelo local.

No último sábado a prefeita visitou as obras e anunciou o reinicio dos trabalhos; ela ainda confirmou que serão retomadas as obras para construção do terminal Sede.

A prefeita Marília Campos explicou que o seu governo fez a revisão e a renegociação para dar a boa notícia da retomada das obras para a cidade. “Queremos garantir mais mobilidade e agilidade para as pessoas se deslocarem. Segundo ela,  foi feita uma renegociação com a empresa RFJ Construtora Eireli e o ajuste para a execução das obras do Complexo Viário do Beatriz e também da infraestrutura do Terminal Sede, do Sistema Integrado de Mobilidade (SIM). “Nós retomamos as negociações com a empresa, buscamos um realinhamento dos preços  e renegociamos os prazos de execução da obra, além de realizarmos algumas adequações no projeto”.

Para as obras do complexo do Beatriz, serão aplicados R$ 15,5 milhões, oriundos do  Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do governo federal. A retomada das obras foi resultado da ação direta da prefeitura e da renegociação de contratos com construtora contratada.

O secretário Marcos Túlio de Melo explicou que “o novo contrato prevê a adaptação da pista da Via Expressa e o rebaixamento de 30 a 40 centímetros nesta pista, em relação aos viadutos existentes, para permitir a passagem  tranquila dos caminhões, dentre outras intervenções”.

O diretor da empreiteira RFJ Construtora, Júlio César Marques, lembrou que a partir de agora a obra seguirá a todo vapor, cumprindo um cronograma rigoroso para a entrega no prazo de 180 dias.

Além da retomada das intervenções do viaduto Beatriz e do Terminal Sede, várias outras obras estão sendo retomadas pela atual administração. Dentre elas, as obras do Corredor Ressaca que vai reduzir o tempo de deslocamento entre as regiões da Ressaca e do Industrial, permitindo assim, a funcionalidade do corredor, que terá 9 km de extensão, abrangendo as avenidas Severino Ballesteros Rodrigues, João Gomes Cardoso, Teleférico, Babita Camargos e General David Sarnoff.

OBRAS NA VILA SAPOLÂNDIA

Em janeiro de 2020, um desmoronamento provocado pelas chuvas matou um jovem e interditou várias casas na vila sapolândia, região do bairro Industrial. A via marginal do viaduto do Barreiro, na ligação entre Contagem e Belo Horizonte ficou interditada por um ano. A prefeitura de Contagem não fez nenhuma intervenção no local e os moradores voltaram para suas casas mesmo com o risco de desmoronamento.

Em setembro do ano passado, uma das primeiras reportagens do Coluna1 contou esta história. Nós fomos ao local ver a realidade enfrentada pelos moradores CLIQUE e RELEMBRE.

Hoje, depois de quase um ano de inércia, a prefeitura de Contagem está realizando a obra de contenção da encosta e os moradores já podem pensar em voltar à normalidade.

Outra obra que também foi reiniciada é a obra da bacia do Riacho das Pedras. Em janeiro Marília visitou o local com seu secretário de obras, Marcos Túlio de Melo. Iniciada há mais de dez anos pelo governo estadual, a obra ficou parada e só retomou à execução após uma parceria com a Prefeitura de Contagem.

De acordo com a prefeitura, a aposta no diálogo continuará e existe o compromisso da prefeita de concluir todas as obras já iniciadas e continuar investindo na infraestrutura da cidade.