Brasil

Pesquisa do IPEA com trabalhadores que usaram FIES mostra salário 26% maior para quem concluiu curso superior

Dados analisados, entre 2003 e 2013, mostram que o salário de beneficiados pelo programa foi aproximadamente 26% mais elevado em relação ao dos que não concluíram o ensino superior

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgou nesta terça-feira (23) o número 2 da edição nº 50 da revista Pesquisa e Planejamento Econômico (PPE). A publicação apresenta seis artigos inéditos, entre eles a análise sobre o impacto do Fundo de Financiamento Estudantil do Ministério da Educação (Fies) nos salários dos trabalhadores formais. De acordo com os dados analisados, entre 2003 e 2013, o salário de quem se formou com o fundo foi aproximadamente 26% maior do que o de quem não concluiu o ensino superior.

A pesquisa analisou dados da Relação Anual de Informações Sociais do Ministério da Economia (Rais/ME) e do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). O estudo aponta que o Fies possibilitou maior acesso ao crédito, permitindo que mais estudantes alcançassem o nível superior, principalmente grupos menos representados naquela parte da população com ensino superior. Além disso, a política pública resultou no alcance de faixa salarial mais elevada comparada à de quem não concluiu o ensino superior.

Na avaliação do coordenador da revista PPE, Maurício Cortez Reis, o estudo demonstra o resultado positivo alcançado pelo Fies ao permitir um alcance de renda mais elevada frente ao restante da população. “O estudo apresenta dados inéditos e confirma, de acordo com o período analisado, que as pessoas beneficiadas pelo Fies tiveram incremento salarial. Ou seja, além de facilitar o acesso à educação superior, o programa também permitiu obter uma remuneração mais elevada”, observa.

Além do estudo que trata do Fies, a edição mais recente da revista PPE apresenta cinco pesquisas inéditas sobre oimpacto dos gastos públicos no ensino brasileiro, a influência do capital cultural familiar no desempenho escolar, o impacto dos investimentos das Forças Armadas no Brasil, crédito e desemprego, e a violência doméstica contra mulheres no país.

Acesse aqui o número 2 da edição nº 50 da revista PPE

fonte: IPEA

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