Os representantes das escolas particulares se reuniram com vereadores de Contagem para cobrar o reinício das aulas presenciais, pelo menos na educação infantil. Eles querem que a cidade siga o exemplo de Belo Horizonte, que já retornou as aulas para crianças com até 5 anos de idade.

A presidente do Sindicato das Escolas Particulares de Minas Gerais – SINEP-MG, Zuleica Reis Ávila, reclamou da morosidade do retorno às aulas presenciais em Contagem. “Nos municípios vizinhos, como Belo Horizonte, Betim e Nova Lima, as atividades escolares, ao menos da educação infantil, já retornaram ou estão prestes a retornar e aqui a situação permanece indefinida”, pontuou.

Apesar da pressão que vem sendo feita, pelas escolas particulares e por pais de alunos, a prefeita Marília Campos e a Secretária Municipal de Educação, Telma Fernandes, anunciaram em live que, no momento, não existe previsão de volta às aulas. Na mesma oportunidade a prefeita Marília Campos destacou que contagem vai seguir apenas a “segurança” de alunos, professores e comunidade escolar. Ela salientou que a cidade não irá fundamentar suas decisões nas escolhas feitas por outras cidades.

O vereador Carlin Moura ressaltou que o debate, que já estava avançando em fevereiro e março, precisou ser suspenso por conta das medidas restritivas impostas pela onda roxa: “Tivemos que dar essa pausa, mas, de fato, é hora de retomarmos o debate e cobrar um posicionamento do Executivo”.

Zuleica ressaltou que as escolas particulares se preparam há um ano para o retorno, obedecendo todos os protocolos de segurança: “É um absurdo o argumento de que as escolas particulares não podem retornar porque as públicas não têm condições de retorno. O tempo de preparo para essa volta foi o mesmo, não podemos ser responsabilizados por falhas do setor público, uma vez que dependemos financeiramente dessas atividades e pagamos impostos, folhas de pagamentos, entre outros”.

Abne Motta defendeu o retorno imediato das aulas presenciais nas escolas particulares, obedecendo todos os protocolos: “Escolas públicas e particulares têm realidades diferentes e, portanto, precisam de definições diferentes também. Não podemos mais aceitar ver escolas fechando as portas, até porque o ensino público não conseguiria atender toda a demanda”.

Em concordância, o vereador Gegê Marreco ressaltou seu apoio ao retorno das aulas presenciais e se disponibilizou a auxiliar o debate com o Executivo.

Alex Chiodi destacou que há um projeto de lei de sua autoria que já tramita na Casa e que torna as instituições de ensino atividades essenciais no município: “Assim como ocorreu com as igrejas e academias, o objetivo é construir um caminho para o retorno das aulas. Obviamente, respeitando todos os protocolos. Estamos trabalhando para que esse projeto seja votado em primeiro turno já na próxima terça-feira (11/05)”.

O atual presidente da Comissão de Educação da Câmara, Pastor Itamar, propôs que sejam feitos também um requerimento, já na próxima reunião plenária, e um ofício para ser encaminhado ao Comitê de Enfrentamento à Covid-19 do município. “O requerimento tem um prazo regimental mais curto para retorno do Executivo, o que pode acelerar o diálogo. O ofício já comunica ao Comitê os protocolos e necessidade de retorno imediato”, defendeu.

Os representantes das escolas particulares concordaram com as definições e pediram um esforço conjunto para salvar o setor: “Precisamos do apoio dessa Casa porque o discurso que temos percebido condiciona o retorno das aulas à vacinação, o que condenaria de vez a sobrevida das escolas particulares, haja vista a morosidade que vem ocorrendo a aplicação das vacinas na população”, finalizou.

A reunião foi realizada na quarta-feira, dia 05. participaram da reunião representantes das escolas particulares de Contagem e os vereadores Abne Motta (DC), Carlin Moura (PDT), Gegê Marreco (PTB), Pastor Itamar (PSC), Ronaldo Babão (Cidadania) e com o presidente da Câmara, Alex Chiodi (Solidariedade).

com informações CMC/Erica Lima