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A prefeitura solicitou à Câmara dos Vereadores que autorize o uso de mais R$34 milhões para subsidiar o IGH e garantir o funcionamento dos serviços de saúde em Contagem, no âmbito da intervenção que está sendo realizada no instituto.

No mês passado, em julho, a prefeitura já tinha recebido autorização para investir R$15 milhões. A nova solicitação acontece após os responsáveis pela intervenção concluírem apurações e constatar a necessidade de um aporte ainda maior.

De acordo com a mensagem encaminhada pela prefeitura ao legislativo, os recursos devem “subvencionar recursos imprescindíveis à garantia da continuidade da prestação de serviços de assistência à saúde e do regular funcionamento dos equipamentos de saúde sob responsabilidade contratual da organização social (IGH)”.

Segundo a administração municipal, esse recurso será utilizado para custeio, aquisição de insumos, pagamento de pessoal e de prestadores de serviços.

A prefeitura diz ainda que a liberação dos recursos se justifica “pelo elevado interesse social” e, entre linhas, avisa aos vereadores que sem o recurso a saúde pode parar e que isso sairia muito mais caro para a população da cidade.

O projeto com o pedido de mais recursos será avaliado pelos vereadores na terça-feira, dia 24, durante a reunião plenária.

Entenda a intervenção no IGH e a crise na saúde da cidade

Desde o dia 9 de junho, a gestão da rede hospitalar de urgência e emergência, incluindo a maternidade municipal está sob o comando de uma equipe designada pelo executivo, coordenada pelo ex-secretário de Saúde, Eduardo Penna.  

Entre os motivos que levaram a Prefeitura de Contagem a tomar a decisão estão a falta de insumos, dívida com fornecedores, atraso no pagamento dos servidores, irregularidades diversas e prestações de conta questionáveis.  

O município também contou com o acompanhamento do legislativo, além das apurações feitas pelas controladorias Geral do Município (CGM) e da União (CGU).  

Na época, a prefeita Marília Campos justificou a medida como sendo necessária para evitar um possível colapso na Rede Municipal de Saúde. “Infelizmente não tivemos uma relação transparente com o IGH, que foi responsável por gerir parte da saúde do município nos últimos dois anos e meio. Diante de tantos fatos que surgiram, como atrasos de salários, estruturas quase abandonadas, insumos em falta e sem clareza nas prestações de conta ao município, vimos que a situação estava se agravando”, justificou.

O IGH sofreu a intervenção da prefeitura após acumular dívidas milionárias com funcionários e prestadores de serviços.

Para saber mais sobre essas dívidas, CLIQUE AQUI e veja a matéria postada no Coluna1 na época da decretação da intervenção.

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