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A reportagem do Couna1 foi até o bairro Água Branca para ouvir os moradores sobre como é morar em um canteiro de obras.

De acordo com moradores, a obra tem prejudicado o trânsito e causado transtornos para a população do bairro, que pede clareza da prefeitura sobre o que está sendo feito e qual o prazo para conclusão das intervenções.

Questionamentos foram enviados para a prefeitura e a administração divulgou uma reportagem respondendo parte dessas perguntas.

De acordo com a prefeitura, as obras no bairro Água Branca fazem parte da criação do Corredor Ressaca e já custaram R$25 milhões.

No total, devem ser gastos R$41 milhões neste projeto, incluindo a construção do terminal Ressaca, que está pronto, mas não está sendo utilizado. O valor inclui também o viaduto sobre a BR-040, na Avenida Teleférico, cujas obras estão paralisadas.

Ainda segundo a prefeitura, as obras na avenida Teleférico começaram em março de 2021 e devem terminar em novembro de 2021. Moradores questionam.

Segundo a população local, as intervenções no canteiro central da via têm se arrastado há alguns anos. De acordo com Marcelino Rodrigues, que mora na Avenida, os moradores enfrentam incertezas. “É um ‘começa e larga’ danado. Aqui em frente ficou entulho jogado durante quase um mês. Falta continuidade”, diz ele.

A opinião é a mesma do morador Cláudio Gomes, que caracteriza as obras como “obras permanentes”. Gomes ainda destaca que “sem a duplicação do viaduto sobre a Via Expressa, não adianta fazer essa obra aqui. Vai criar um funil e vai aumentar ainda mais os engarrafamentos dentro do bairro”, disse ele.

De acordo com o site da prefeitura, a ordem de serviço para início das obras na Avenida Teleférico foi assinado em outubro de 2019.

Em outubro de 2020 foram içadas as vigas sobre o viaduto da 040, cuja obra já incluía intervenções na Avenida Teleférico e PioXII, que demonstram que já havia obras no local antes de março de 2021, conforme informado pela prefeitura.

Canteiro central da Avenida Teleférico é problema antigo

‘Uma das questões que mais incomoda os moradores é o canteiro central. De acordo com a população do local, não há muita clareza sobre o quê e quando as mudanças serão feitas.

Segundo a prefeitura, as intervenções no canteiro central da Avenida deve os espaços de convivência do local devem ser recuperados e novas instalações devem ser liberadas para a população, como a pista de skate que está sendo construída. Contudo, há problemas inclusive nesta nova pista.

Na reunião dos vereadores realizada hoje, dia 28, os vereadores Bruno Barreiro e Ronaldo Babão trouxeram queixas de skatistas da cidade que afirmam que a pista de skate será inútil para a prática do esporte se for feita do jeito que sendo construída. Segundo eles, “não há espaço suficiente entre os obstáculos e a pista não oferece a altura e nem a velocidade adequada para os skatistas praticarem o esporte”.

Desvios ruins e confusão no trânsito do Água Branca

Com as várias intervenções na Avenida Teleférico, muitas ruas do bairro Água Branca estão sendo utilizadas como desvios, causando vários desgastes na pavimentação das vias.

A prefeitura informou que um aditivo contratual prevê atuação em duas ruas próximas, que são as ruas dos Emboabas e Sirval Alves da Cunha. Porém, outras ruas do bairro não pertencem ao escopo da obra.

Nestes casos, os moradores devem entrar em contato com a administração regional local. Eles encaminharão a solicitação a Secretaria de Obras e Serviços Urbanos, que vistoriará o local e identificará a necessidade de obras (quais soluções de engenharia serão tomadas de acordo com cada problema).

Um dos problemas de trânsito relatados é o primeiro retorno criado na Avenida Teleférico (sentido bairro), que está fechado em um dos sentidos. Desta forma, tanto os motoristas que fazem o retorno sentido bairro quanto os que fazem retorno sentido via expressa estão utilizando o mesmo espaço.

Isso aumenta o risco de acidentes com veículos e pedestres que utilizam o espaço.

De acordo com a prefeitura, O fechamento do retorno atende a questões de segurança para realização dos trabalhos de sinalização e implantação das passagens elevadas para pedestres. Será aberto tão logo a pista também seja liberada na primeira semana de outubro.

População do local avalia que as obras serão boas

Mesmo com críticas pontuais, a população do bairro avalia que as obras são boas para a cidade e para o bairro. Segundo eles, as obras são boas, mas precisam terminar em algum momento.

Essa também é a posição da prefeitura, que informou em divulgação que “as intervenções são muito positivas para toda a comunidade” e pensam no bem-estar da população e melhoria na qualidade de vida de pedestres, motoristas e usuários da via.

Imagem: PMC/Luci Sallum