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Durante mais de 15 anos as ruínas da siderúrgica Lafersa lembravam Contagem de seu passado operário, cada vez mais distante e mais deprimente. Porém, em 2012 a história começou a mudar.

Diziam que um museu seria erguido sobre os restos da antiga fábrica. No entanto já se passaram dez anos e as promessas ainda não viraram realidade.

A obra está praticamente pronta e a prefeitura diz que será aberta ao público em 2022.

Além do galpão que funcionará como museu, existe também uma área de convivência social com rara qualidade e beleza. O espaço dispõe até de um pequeno anfiteatro e um lago em área verde. Quando estiver funcionando será um dos melhores espaços culturais disponíveis em Contagem.

Inauguração precoce

Em 2016, o então prefeito Alex de Freitas visitou o monumento acompanhado de Olavo Machado, que era presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg).

Na época, Alex de Freitas já dizia que a prefeitura estava buscando alternativas para o uso do espaço. Houve inclusive interesse da Fiemg em participar da gestão do local. A área do museu chegou a receber alguns eventos, porém, foi novamente fechada à visitação pública sem nunca ter alcançado a função de museu.

Situação atual do Museu do Trabalhador da Indústria

De acordo com a Secretaria de Cultura, o espaço foi todo inspecionado e realizado um levantamento de demandas e de dificuldades. Atualmente o espaço está capinado e “limpo”, porém, sem possibilidade de utilização imediata, diz a prefeitura.

Ainda segundo a administração municipal, o local é um espaço para exposições e galerias de arte. bem como para a formação e capacitação na área artística, além de funcionar como Museu do Trabalhador e da Indústria.

A ideia, segundo a prefeitura, é criar um espaço para eventos, com salas para apresentações artísticas. No entanto o governo está estudando viabilidades para a manutenção do espaço. De acordo com a secretaria de cultura, está sendo construída uma OSC (Organização da Sociedade Civil) que irá assumir a gestão do espaço, de forma compartilhada com a secretaria.

Acordo entre poder público e construtora Direcional

Um acordo entre a prefeitura e a construtora Direcional permitiu a venda e utilização da área para construção de condomínios de alto padrão. Como contrapartida, a construtora teria que recuperar um galpão da antiga fábrica e transforma-lo em museu, além de criar uma área de convivência social no seu entorno. Estava iniciada assim a construção do Museu do Trabalhador da Indústria.

O Coluna1 perguntou para a prefeitura se o atraso no funcionamento do museu é responsabilidade da construtora. A prefeitura não deixou claro quais as razões para não utilizar o espaço ainda. Mas disse que a construtora não cumpriu o acordo completamente e, por isso, está fazendo uma repactuação que visa o cumprimento da “medida compensatória” restante.

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