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Em agosto o Parque Gentil Diniz foi reaberto para a visitação. Mas a condição de abandono é tão grande que talvez fosse melhor ter mantido o parque fechado, pelo menos até ter condições de receber a população.

Abandonado em governos anteriores e fechado desde o início da pandemia, o parque perdeu suas características. O mato tomou conta e as condições de uso foram prejudicadas. Em agosto, no processo de reabertura da cidade, a prefeitura realizou a capina do parque e limpeza de algumas áreas. Mas quem visita o parque só consegue ver abandono e estruturas precárias.

No auge de sua utilização, quando foi restaurado pela prefeita Marília Campos em 2012, o parque tinha lago, córrego, orquidário, roda de viola e servia como área de lazer e espaço para promoção da educação ambiental.

Hoje, o orquidário está completamente abandonado e sua estrutura coloca visitantes em risco.

O lago, que tinha bancos e projeto de paisagismo nas margens para receber os visitantes, perdeu a função e virou um brejo. O mato tomou conta de tudo e o espelho d’água está muito sujo e sem manutenção.

Os jardins e viveiros de mudas, que existem espalhados pelo parque, foram completamente abandonados e acumulam lixo.

No fundo do parque passa um córrego. Mas a quantidade de esgoto jogada no córrego, inclusive por canos vindos de casas vizinhas ao parque, tornam o local insalubre para qualquer visitante.

E mesmo que alguém quisesse visitar o espaço, teria riscos de passar pelas pontes de madeira que existem sobre o córrego e sobre pequenos veios de água que nascem no parque e abastecem o rio. As pequenas pontes estão sem manutenção e não garantem segurança aos usuários.

Dito assim parece exagero, mas não é. Vejam as fotos:

A prefeitura informou que sabe da situação ruim do parque, mas que “considerando a carência de espaços públicos para práticas esportivas e de lazer no município, a Prefeitura atendeu a demanda da população e decidiu reabrir as unidades”. Também informou que existe “estudos para melhorias e revitalização do espaços” e afirmou que está sendo feito um esforço com mutirões de limpeza e manutenção em todas as regionais da cidade.

Em relação aos lagos, a prefeitura informou que o longo período de estiagem inviabilizou o fluxo das duas nascentes que abastecem o local. Em nota a prefeitura indicou que com a chegada das chuvas e restauração do lago e suas margens, será possível realizar uma manutenção adequada.

O Coluna1 procurou frequentadores para dar o depoimento sobre a experiência no uso do parque, mas nas vezes em que estivemos no parque para produzir esta notícia, não encontramos nenhum frequentador. Se você quiser, conte sua experiência nos comentários.

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História e casarão do Parque Gentil Diniz

O parque foi criado em 1991 e restaurado em 2012. Ele foi construído utilizando o sítio da família Diniz, no centro de Contagem. É uma área com 24 mil metros quadrados, com área verde preservada e um casarão histórico, datado do século XIX.

Apesar do abandono geral em que o parque se encontra, o casarão ainda está preservado. Porém o espaço está sendo subutilizado. Alguns cômodos do casarão viraram escritório administrativo e apoio para a Guarda. Nos demais cômodos não há acervo histórico e poucas orientações que permitam a educação patrimonial a partir do espaço.

Contudo, há esperanças, de acordo com a prefeitura em 2022 “será viabilizada também a retomada do programa de Educação Ambiental e Patrimonial com o uso adequado do Casarão do Parque”.

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Esgoto no córrego do Parque Gentil Diniz

Em relação ao esgoto despejado no córrego do parque, que torna o local insalubre, a prefeitura informou que “a grande incidência de lançamentos de esgotos clandestinos por residências próximas, a Semad realiza periodicamente ações de fiscalização e autuação conjunta com vários órgãos dos governos estadual e municipal, Copasa, Instituto Estadual de Florestas (IEF) e Limpeza Urbana”. No entanto a administração municipal ressaltou que “a responsabilidade para a retirada desses lançamentos irregulares é da Copasa, que é sempre acionada para a tomada de providências”.

O Coluna1 entrou em contato com a Copasa solicitando informações e providências, mas a empresa não havia enviado resposta até o encerramento desta edição. Caso a resposta seja enviada, iremos publicar neste espaço.

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