Governo de Minas estima mais de mil famílias vivendo com menos de R$89 mensais por pessoa e libera auxílio emergencial para esse grupo

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Serão mais de R$ 650 mi para mais de 1 milhão de famílias cadastradas no CadÚnico em extrema pobreza.

Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese) começa a pagar nesta quinta-feira (14/10) o Auxílio Emergencial Mineiro, a terceira transferência de renda do Governo de Minas para minimizar os impactos provocados pela crise causada pela pandemia de covid-19. Recebem dia 14 os representantes familiares que nasceram nos meses de janeiro e fevereiro que pertencem aos grupos prioritários (mães solteiras e seus filhos e famílias que não possuem o Bolsa Família). No dia 15, será a vez dos que nasceram em março e abril.

Ao todo serão mais de R$ 650 milhões para mais de 1 milhão de famílias cadastradas no CadÚnico em extrema pobreza (que recebem até R$ 89 mensais por pessoa).

O Auxílio Emergencial Mineiro será pago exclusivamente em contas-poupança digitais da Caixa Econômica Federal, a conta “Caixa Tem”. Para quem já a possui conta na instituição, o benefício será depositado automaticamente. Para aqueles que ainda não possuem esta conta na instituição, será aberta uma conta automaticamente, que poderá ser movimentada pelo aplicativo de smartphone. 

As contas correntes ou poupança convencionais que beneficiários porventura possuam na Caixa não serão utilizadas para crédito do benefício. Caso o beneficiário não possua celular, pode comparecer a uma agência da Caixa ou a uma Casa Lotérica, portando um documento de identificação com foto, para que consiga fazer o saque do Auxílio Emergencial Mineiro.

Para dúvidas ou informações sobre o programa, acesse www.auxilioemergencialmineiro.mg.gov.br 


Confira o calendário de pagamento
Mês de aniversário do RF Data de pagamento
Janeiro e Fevereiro14/10/2021
Março e Abril15/10/2021
Maio e Junho 18/10/2021
Julho e Agosto  19/10/2021
Setembro e Outubro 20/10/2021
Novembro e Dezembro21/10/2021
Calendário de pagamento para as famílias não prioritárias
Mês de aniversário do RF   Data de pagamento
Janeiro e Fevereiro 22/10/2021
Março e Abril  25/10/2021
Maio e Junho 26/10/2021
Julho e Agosto 27/10/2021
Setembro e Outubro 28/10/2021
Novembro e Dezembro  29/10/2021
fonte: Agência Minas
Fonte: Agência Minas

Estudo da Fiocruz mostra o óbvio: vacinação protege contra o Covid. Instituto ainda mostrou a situação da doença nas principais cidades

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O Boletim Observatório Covid-19, divulgado hoje (7) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), mostra que o sucesso da vacinação na prevenção de formas graves e fatais da doença é traduzido na redução no número de casos e óbitos, e, ainda, na estagnação na taxa de ocupação de leitos de UTI para adultos no Sistema Único de Saúde (SUS) em patamares baixos, na maioria dos estados. Os pesquisadores da Fiocruz consideram, no entanto, que a população deve ter prudência e continuar usando máscara e mantendo as demais medidas preventivas, como higienização das mãos, distanciamento social e uso de álcool gel, para bloquear a circulação do vírus.

O Índice de Permanência Domiciliar se encontra próximo de zero desde o mês de julho. Isso significa que a intensidade de circulação de pessoas nas ruas é similar à observada no período pré-pandemia. Os pesquisadores alertam, porém, que essa ausência de distanciamento físico reúne diversas formas de aglomeração, que vão desde o transporte público até atividades de comércio e lazer. 

“Em qualquer dessas situações, há uma exposição prolongada de pessoas em espaços confinados. E isso ocorre com pouco mais de 40% da população com esquema vacinal completo”, adverte a Fiocruz.

Apesar de muitas pessoas em circulação já terem sido imunizadas, as vacinas não previnem completamente a infecção ou a transmissão do vírus, alerta o documento. Por isso, a recomendação dos especialistas é que, até que o país alcance um patamar ideal de cobertura vacinal, estimado em torno de 80%, as medidas de distanciamento físico e prevenção, bem como a adoção do passaporte vacinal, devem ser mantidas. 

Os pesquisadores defendem também que atividades que representem maior concentração e aglomeração de pessoas só sejam realizadas com comprovante de vacinação. Os cientistas que integram o Observatório Covid-19 avaliam que não é prudente, nem oportuno, “falar em prazos concretos e datados para o fim da pandemia”, mas em garantir que sejam tomadas as medidas necessárias para que esse dia possa se aproximar com maior rapidez.

Mortalidade

A mortalidade por covid-19, atualmente, gira em torno de 500 casos por dia. O boletim sinaliza queda expressiva em comparação ao pico registrado em abril, quando foram notificados mais de 3 mil óbitos diários. Mas, apesar da retração, os números ainda demonstram que a transmissão permanece, bem como a incidência de casos graves que exigem cuidados intensivos. 

Ao longo da última semana, foi registrada média de 16.500 casos confirmados e 500 óbitos diários por covid-19. De acordo com o boletim da Fiocruz, isso mostra ligeira alta do número de casos (0,4 % ao dia) e queda no número de óbitos (0,7% ao dia). A circulação de pessoas nas ruas e a positividade de testes permanecem, contudo, elevadas.

Os pesquisadores salientam que o fluxo de notificação irregular pode levar a decisões por vezes inoportunas ou baseadas em dados atrasados e incompletos. Reforçam, porém, que a tendência de estabilidade ou redução desses indicadores, apesar das oscilações apuradas nas últimas semanas epidemiológicas, demonstra que a campanha de vacinação está atingindo um dos seus principais objetivos, que é a redução do impacto da doença, com menos óbitos e casos graves, embora sem o bloqueio da transmissão do vírus. A evolução dos óbitos e da cobertura vacinal chama atenção para o fato que as curvas têm direção oposta, indica o boletim.

Leitos de UTI

O boletim informa que na maioria dos estados, de acordo com dados coletados no dia 4 de outubro, as taxas de ocupação de leitos de UTI covid-19 para adultos no SUS apresentam relativa estabilidade, com índices inferiores a 50%. O Espírito Santo, entretanto, se mantém na zona de alerta intermediário desde 20 de setembro e constitui a exceção mais preocupante, porque, apesar da manutenção no número de leitos, a taxa de ocupação é de 75%. O Distrito Federal, por sua vez, voltou à zona de alerta crítico, com 83%, depois de semanas promovendo a retirada de leitos covid-19.

Ainda de acordo com o boletim da Fiocruz, foram registrados pequenos aumentos nas taxas em Mato Grosso do Sul e Goiás. Esses dois estados tiveram também diminuições na quantidade de leitos abertos, o mesmo ocorrendo em Rondônia, Amazonas, Tocantins, Maranhão, Piauí, Ceará, Pernambuco, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso.

Entre as capitais, o Distrito Federal (83%) está na zona de alerta crítico, segundo o boletim da Fiocruz, e quatro estão na zona de alerta intermediário: Porto Velho (65%), Vitória (73%), Rio de Janeiro (65%) e Porto Alegre (63%). Estão fora da zona de alerta 22 capitais: Rio Branco (2%), Manaus (52%), Boa Vista (45%), Belém (8%), Macapá (12%), Palmas (27%), São Luís (21%), Teresina (37%), Fortaleza (26%), Natal (25%), João Pessoa (14%), Recife (50%), Maceió (45%), Aracaju (16%), Salvador (24%), Belo Horizonte (50%), São Paulo (40%), Curitiba (57%), Florianópolis (44%), Campo Grande (31%), Cuiabá (33%) e Goiânia (42%).

Já entre as unidades da Federação, vinte e cinco aparecem fora da zona de alerta: Rondônia (34%), Acre (4%), Amazonas (27%), Roraima (45%), Pará (23%), Amapá (12%), Tocantins (33%), Maranhão (32%), Piauí (48%), Ceará (32%), Rio Grande do Norte (22%), Paraíba (17%), Pernambuco (50%), Alagoas (29%), Sergipe (16%), Bahia (27%), Minas Gerais (23%), Rio de Janeiro (46%), São Paulo (31%), Paraná (52%), Santa Catarina (39%), Rio Grande do Sul (54%), Mato Grosso do Sul (35%), Mato Grosso (35%) e Goiás (49%).

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Fonte: AlanaGandra/Agência Brasil – Foto: Reuters/AgênciaBrasil

70% da população adulta de Contagem já recebeu pelo menos uma dose contra Covid e ocupação de leitos apresenta queda

Contagem ultrapassou a marca de 500 mil pessoas com pelo menos uma dose das vacinas contra Covid. Isso significa que mais de 70% da população adulta já começou a se imunizar.

Esse número elevado de vacinados é acompanhado de outro número positivo: a redução da ocupação de leitos por pacientes contaminados com Covid.

O número de pessoas com covid internadas em enfermarias já chegou a 113 em abril desse ano; hoje está em 51. A ocupação de UTIs por pacientes com Covid também diminuiu, passando de 79 em abril para 30 nesta semana.

Essa diminuição de demanda permitiu, inclusive, que a prefeitura reduzisse a quantidade de leitos reservados para o tratamento da doença. Os leitos que estavam reservados ao tratamento de Covid agora foram liberados para atender outras demandas do serviço de saúde municipal.

Nas redes sociais, a Prefeita Marília Campos comemorou dizendo que “essa é mais uma importante vitória de nossa luta contra a pandemia que queria dividir com vocês. É mais uma vitória do nosso Pacto pela Vida”.

Calendário para vacinação contra Covid em Contagem

Na próxima semana a prefeitura avança na vacinação e deve ficar próxima de concluir a vacinação do público jovem, que tem mais de 18 anos. Na segunda-feira começa a vacinação de pessoas com 26 anos ou mais, na terça 25 anos e na quarta-feira a população com 24 anos.

Quando concluir esta etapa de vacinação restará apenas o grupo de adolescentes entre 12 e 18 anos. Até o momento, apenas a vacina fabricada pela Pfizer tem autorização da Anvisa para aplicação em crianças e adolescentes.

Portanto, para iniciar a vacinação desse grupo será necessário a inclusão no PNI – Programa Nacional de Imunizações – e também é necessário que existam doses suficientes de vacinas para esta faixa etária.

Faixas etárias e locais de vacinação estão disponíveis no site da prefeitura de Contagem.

Proteção com a primeira dose é alta e derruba número de mortes

Estudos realizados com as quatro marcas de vacinas aplicadas no Brasil trazem resultados muito positivos.

Mônica Levi, diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), afirmou em entrevista à Agência Brasil que

as quatro foram submetidas a rigorosos protocolos de testagem, com resultados checados por agências reguladoras de credibilidade reconhecida, como a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O processo de desenvolvimento de uma vacina inclui testes em laboratório e três etapas de testes em humanos, envolvendo milhares de voluntários, e os resultados são analisados pela comunidade científica e por órgãos reguladores de diferentes países.

Diante disso, a médica ressalta que recusar uma vacina específica ou atrasar a aplicação para esperar outra vacina são decisões que não fazem sentido e ameaçam a saúde individual e coletiva.

“Qualquer um de nós pode ter uma forma grave e pode ir a óbito. Não dá para negar uma vacina que vai te proteger principalmente desses desfechos. Todas as vacinas utilizadas no país estão mostrando efetividade para formas graves e para mortes, o que, nesse momento, é o que a gente mais se preocupa. Esse é o objetivo principal, e todas estão cumprindo o seu papel”, afirma a diretora da SBIm. “A escolha de recusar e adoecer não é só sua. Você vai fazer outros adoecerem também.”

Diminuição das mortes provocadas por Covid em Contagem

Junto com o aumento da população vacinada, houve uma redução do número de mortes provocadas pela Covid.

De acordo com um levantamento divulgado pelo economista José Prata, a média móvel de mortes em Contagem atingiu um pico em abril, com 18 mortes diárias. Atualmente esse número é de 1,4 mortes por dia na cidade.

Um número triste ainda, mas muito melhor do que estava há alguns meses.

40% das queimaduras graves neste ano foram provocadas por uso inadequado de álcool. Especialistas pedem cuidado

A pandemia de covid-19 contribuiu para o aumento do uso de álcool, tanto líquido quanto em gel, no ambiente doméstico. No entanto, a utilização exige precaução, especialmente durante o período de isolamento, já que algumas famílias têm passado a maior parte do tempo em casa e podem estar mais suscetíveis a acidentes envolvendo o produto.

A questão tem preocupado a equipe da Unidade de Tratamento de Queimados do Hospital João XXIII – um dos centros de referência no país para esse tipo de atendimento, integrado à rede da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig), em Belo Horizonte. Os dados de admissão em enfermaria e em terapia intensiva, em 2020 e 2021, demonstram a gravidade das queimaduras causadas por álcool.

Nos quatro primeiros meses deste ano, o Hospital João XXIII recebeu 138 pacientes, sendo 40 por queimaduras causadas por álcool – quase 30% das internações. Já na UTI de queimados, nesse mesmo intervalo de tempo, 17 das 41 admissões foram por acidentes envolvendo a substância. Ou seja, mais de 40% das internações graves, neste ano, ocorrem em razão da má utilização do produto.

Entre os quase 430 casos de internação em 2020, 93 tiveram o álcool como agente causador do acidente, o que representa pouco mais de 20%. No entanto, quando se considera as queimaduras ainda mais graves, o produto aparece com maior frequência: entre os 110 pacientes que passaram pela UTI específica para o tratamento de queimados da instituição, 39 foram devido ao uso de álcool – número equivalente a mais de 30% das ocorrências.

Uso correto

De acordo com a cirurgiã plástica e coordenadora do serviço, Kelly Danielle de Araújo, o risco de explosões é potencializado com o uso e o armazenamento de álcool em casa. “As queimaduras por fogo costumam ser as mais profundas e, por isso, as mais graves. Há ainda o perigo da inalação de fumaça e, por consequência, a queimadura de vias aéreas. Por isso, não recomendamos o uso de álcool para higienização da casa, tampouco para assepsia de mãos em ambiente doméstico”, ressalta Kelly.

A cirurgiã explica que o álcool deve ser utilizado apenas quando a pessoa está na rua, onde não há outra possibilidade de higienização das mãos. Outra opção é a espuma antisséptica com clorexidina, que dispensa o uso de água e não tem o risco de combustão. Em casa, deve-se dar preferência à água e sabão, friccionando palmas, dorso, dedos e unhas por pelo menos 20 segundos antes de enxaguar. 

Para fazer a limpeza comum da casa, o álcool pode ser substituído por outros produtos sanitizantes mais seguros, como o hipoclorito de sódio (água sanitária) na concentração de 2,0% a 2,5%.

A aplicação do álcool em gel nas mãos ainda exige outros cuidados. “É importante ter cautela para que o produto não espirre nos olhos, o que pode causar queimaduras oculares e, inclusive, sequelas. O fumante também deve redobrar a atenção para não acender o cigarro antes da secagem completa do álcool nas mãos”, enfatiza a médica. 

Vigilância com crianças em casa

Mais da metade das queimaduras atendidas no Hospital João XXIII, considerando tanto os casos graves quanto os que nem sempre exigem internação, são causadas por contato com líquidos muito quentes – as chamadas escaldaduras. Em 2020, dos 1.537 atendimentos a queimados na unidade, 922 foram em decorrência desse tipo de acidente. Desse total, 181 foram com crianças de 0 a 11 anos.

Com o isolamento social, a precaução deve ser aumentada. “Pedimos aos pais que tomem bastante cuidado com panelas quentes, não as deixando na beirada do fogão e sempre com os cabos virados para o fundo”, pontua a coordenadora da Unidade de Tratamento de Queimados, Kelly Araújo. Outro risco são as queimaduras elétricas. “Se possível, indicamos o uso de protetores de tomadas para evitar que as crianças coloquem o dedo e se queimem”, alerta.

O autônomo Fábio Lúcio Oliveira Costa vivenciou uma situação alarmante, em 2018, quando a filha, Luíza, na época com 1 ano e 8 meses, se envolveu em um acidente doméstico. “Eu estava me preparando para ir trabalhar e deixei o ferro de passar esquentando, na tomada, por alguns segundos. Nesse curto intervalo de tempo, ela acordou, saiu da cama e encostou a mão na parte quente. Foi um susto muito grande. Saímos desesperados para o posto de saúde. A queimadura foi tão grave que ela foi encaminhada com urgência para o João XXIII”, relata.

Luíza ficou 14 dias internada e precisou fazer enxerto para recuperar a palma da mão. “Durante o tempo em que estivemos no hospital com ela, fiquei impressionado com a quantidade de crianças que chegam, todos os dias, acidentadas com água quente, churrasqueira, álcool e outras coisas. Hoje ela está bem, sem sequelas, apenas com uma cicatriz”, revela. “Hoje em dia, se estou mexendo com panela na cozinha, coando um café ou o que quer que seja, peço sempre que ela saia de perto. São situações simples de se evitar, mas que a maioria das pessoas pensa que nunca acontecerão. E, infelizmente, acontecem”, conta o pai da criança, que também destaca a gratidão à equipe do hospital..

Junho laranja

Promovido pela Sociedade Brasileira de Queimaduras (SBQ), o Junho Laranja visa à conscientização da população e das autoridades quanto à prevenção de acidentes com queimaduras. Neste ano, o tema da campanha é “Álcool e fogo: mantenha distanciamento. Contra queimaduras, prevenção é a vacina”. 

De acordo com a organização, no Brasil, são cerca de 150 mil internações por ano em razão de queimaduras. Desse total, em média, 30% são crianças. Prédios públicos estão sendo iluminados com a cor laranja em razão da data, entre eles, o Hospital João XXIII, Hospital Infantil João Paulo II (HIJPII) e o Hospital Maria Amélia Lins (HMAL).

Dez toneladas de alimentos são arrecadados em ação da Câmara, Fórum e OAB Contagem

A “Doação Cidadã”, uma campanha encabelada pela Câmara dos vereadores de Contagem, conseguiu arrecadar dez toneladas de alimentos. A iniciativa teve o apoio do Fórum e da OAB Contagem e foi realizada para ajudar as famílias da cidade durante a pandemia.

As doações foram repassadas ao Banco de Alimentos da Prefeitura de Contagem.

A secretária de Desenvolvimento Social e Segurança Alimentar, Viviane França, acompanhou a entrega, ao lado do presidente da Câmara, vereador Alex Chiodi e demais representantes do legislativo e o presidente da OAB local, Sanders Alves Augusto e do administrador do Foro de Contagem, Herberth Neiva Sucupira.

Alex Chiodi ressaltou que pensando neste momento difícil que atinge muitas famílias, foi lançada no início do mês, durante a reunião ordinária virtual dos vereadores, uma grande campanha de arrecadação de donativos. “Com essas doações esperamos amenizar um pouco o sofrimento de tantas pessoas que sofrem as restrições impostas pela pandemia”, disse.

A secretária Viviane França agradeceu a doação em nome da prefeita Marília Campos. “Uma ajuda como essa faz toda a diferença para a população de Contagem. A doação recebida pelo Banco de Alimentos nesta manhã, permitirá atendermos mais de 700 famílias em situação de extrema vulnerabilidade social, já cadastradas pela assistência e, que vem sendo referenciadas a partir do cadastro realizado por nossa equipe”, ressaltou.

O presidente da OAB Contagem, Sanders Alves Augusto destacou a importância da parceria entre executivo, legislativo e judiciário para juntos levarem um pouco de solidariedade ao povo de Contagem, em especial aos mais vulneráveis.

Campanha Contagem Solidária

Durante a pandemia, os projetos “Contagem Solidária” e “Vacina Solidaria”, promovidos pela Prefeitura, continuam recebendo e arrecadando doações vindas de empresas, instituições e pelos cidadãos e cidadãs. Estão sendo recebidos alimentos não-perecíveis, destinados a famílias em condição de vulnerabilidade social, bem como materiais de higiene pessoal, limpeza, materiais de proteção individual, dentre outros insumos.

Para se tornar um parceiro doador do Banco de Alimentos, é preciso entrar em contato pelo telefone (31) 3353.1474 ou pelo e-mail  bancodealimentoscontagem@gmail.com  para agendar a retirada da doação, ou então entregar presencialmente no local. O endereço é rua São Lucas, 266, Água Branca, Contagem.  O Banco de Alimentos funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h.

com informações CMC e PMC. foto: PMC/SECOM/Elias Ramos

Faltam poucas horas para o toque de recolher em Minas. Polícia, Ministério Público e Defensoria ajudarão na fiscalização

Em uma semana, os índices da doença em Minas tiveram uma piora, o que reforça a necessidade de todas as regiões adotarem medidas mais rígidas e restritivas para restabelecer o sistema de saúde no estado. Houve aumento de 4,5% no número de casos e óbitos. Além disso, o aumento da incidência da covid-19 foi de 21%, com 42% de positividade nos testes realizados. Já o índice de ocupação de leitos Covid em Minas está em 92%, com localidades em que a ocupação já atingiu 100%.

“Estamos vivendo o momento mais crítico desde o início da pandemia. Em nenhuma outra reunião tivemos números tão graves como estes apresentados. As medidas muitas vezes desagradam e afetam a vida das pessoas, mas não há alternativas”, salientou o governador Romeu Zema.

Diálogo

O secretário de Estado de Governo, Igor Eto, ressalta que a secretaria está fazendo interlocução junto aos municípios, apresentando dados e demonstrando a importância das ações determinadas pelo Estado.

“Ressalto a importância do cumprimento das regras pelos 853 municípios de Minas, regras estas que têm o respaldo do MP, da AGE, da Defensoria, além de outros órgãos que nos ajudam no cumprimento da onda roxa, incluindo a Policia Militar. Agradeço muito aos municípios que cumprem a lei e ressalto que é fundamental que todos os municípios tenham a compreensão de que isso é passageiro. Peço encarecidamente àqueles que ainda têm dúvidas que entrem em contato conosco para esclarecer e entender a importância dessa fase que estamos vivendo no nosso estado”, afirmou.

Segundo o advogado-geral do Estado, Sérgio Pessoa, a AGE está em contato com o Ministério Público para dialogar com os municípios de forma conjunta para a imposição da onda roxa. “Tivemos conversa hoje e evoluímos para um ato conjunto entre Estado, via AGE, e MPMG em relação ao cumprimento da onda roxa pelo conjunto dos municípios. Temos uma realidade agora que não é mais uma recomendação, uma vez que a situação gera impacto em toda a rede estadual. É uma questão supramunicipal”, afirmou.

Representante do Ministério Público no Comitê, o promotor Luciano Oliveira esclareceu que a atuação do órgão será no mesmo sentido. “Estamos propondo que as notícias (de eventuais questões envolvendo os municípios) sejam encaminhadas à Advocacia-Geral do Estado. Com apoio do Ministério Público e da Secretaria de Governo, buscaremos o diálogo. Mas, havendo problema, o uso da via judicial não está desprezado”, reforçou.

A Defensoria Pública, representada no Comitê pela defensora Raquel Costa, também manifestou apoio à atuação conjunta nas cidades mineiras para que haja o cumprimento da deliberação estadual.

Restrições

A partir desta quarta-feira (17/3), a adesão à onda roxa passou a ser impositiva a todos os 853 municípios mineiros pelos próximos 15 dias. Nesta fase do plano Minas Consciente, as cidades devem seguir as medidas mais severas de restrição, sendo permitido o funcionamento apenas de serviços essenciais e a circulação de pessoas fica limitada aos funcionários e usuários desses estabelecimentos; com toque de recolher das 20h às 5h e aos finais de semana.

O deslocamento por qualquer outra razão, com exceção dos trabalhadores envolvidos com as atividades essenciais, deverá ser justificado.

com informações: Agência Minas

Manifestação na porta da Prefeitura pede reabertura do comércio não essencial

Aproximadamente 200 pessoas se reuniram na porta da Prefeitura para pedir a revogação do decreto que fechou o comércio na cidade.

Eles defendem que o comércio deve abrir com os protocolos criados pela prefeitura. Dizem que não são negacionistas e que reconhecem a gravidade da situação.

Eles exigiam a presença de representantes da prefeitura. Mas ninguém apareceu.

A manifestação foi organizada pelo Deputado federal Leo Motta e pelo seu filho, o vereador Abne Motta. As entidades que representam os comerciantes da cidade, CDL e ACIC, não  compareceram ao ato.

Em entrevista, o deputado disse que defende a abertura com protocolos. “É possível reabrir o comércio, mantendo os protocolos criados pela prefeitura com critérios técnicos e seguros. Não podemos penalizar os comerciantes”, disse.

Questionado sobre o risco de colapso no sistema hospitalar, ele disse não temer. Segundo ele, cabe à prefeitura “criar planos de contingência”, disse.

A maioria das pessoas estavam de máscara e os organizadores distribuíram álcool e pediam aos participantes para evitar aglomerações.

AUXÍLIO EMERGENCIAL

Na última semana foi aprovado na Câmara dos deputados, o auxílio emergencial com redução de valor.

Perguntamos ao deputado a opinião dele em relação ao tema, mas ele não quis comentar.

O auxílio proposto pelo governo federal e aprovado pelos deputados, teve o valor reduzido de R$600 para benefícios que podem variar entre R$175 e R$300 reais, aproximadamente, de acordo com a condição de cada beneficiário.

Contagem opta por seguir regras mais rigorosas de controle da pandemia. Restrições começam na quarta-feira

A Prefeitura comunicou que irá adotar medidas mais restritivas em Contagem, semelhante ao previsto na Onda Roxa do projeto Minas Consciente. Está previsto, inclusive, toque de recolher.

A informação foi confirmada após reunião da Granbel que decidiu não adotar o nível máximo de restrições.

Para as cidades da região metropolitana, o governo estadual criou um novo nível de restrições, a Onda Lilás, no qual existem restrições de circulação e consumo de bebidas, mas ainda não é o nível máximo de controle.

Houve uma votação para que houvesse adoção da Onda Roxa em toda região, mas, segundo apurações preliminares, não foi possível encontrar um consenso entre os prefeitos. Apenas cinco dos prefeitos presentes votaram a favor das restrições mais rigorosas.

O prefeito de Belo Horizonte, que tem adotado medidas próprias e independentes do Estado, não participou da reunião.

Uma coletiva está prevista para mais esclarecimentos em relação às medidas adotadas em Contagem.

Contagem caminha para adesão a “Onda Roxa” e lockdown na cidade

A orientação de adesão a Onda Roxa do programa Minas consciente, do governo estadual, deve ser encaminhada pela Prefeita amanhã, de manhã, durante reunião da Granbel, associação que reúne as cidades da região metropolitana de Belo Horizonte.

Contagem vive um dos momentos mais graves da pandemia de Covid, com aumento no número de mortos, índice de transmissão da doença em ritmo acelerado e ocupação de UTI em 93%, perto do limite da capacidade.

“Nós temos que evitar um colapso. Não temos outra saída, se não propor, em primeiro lugar, uma ação, uma estratégia regional no processo de enfrentamento a pandemia”, disse a Prefeita ao justificar a defesa de que todos os municípios da região façam a adesão a Onda Roxa do governo estadual.

A “Onda Roxa” é o nível mais grave das ações contra a pandemia de Civid-19. Foi criada pelo governo estadual recentemente como forma de evitar um colapso do sistema hospitalar na região de Uberlândia e Uberaba, chamada de “Triângulo Norte”, pelo governo.

Outras regiões como Itabira e suas cidades vizinhas também optaram pela adesão a Onda Roxa para evitar a expansão da doença.

Neste nível de combate a doença, ficam permitidos apenas os serviços essenciais; reuniões e eventos, públicos ou privados ficam proibidos; proibição de circulação de pessoas sem máscaras e toque de recolher entre 20h e 5h.

Belo Horizonte já definiu pelo fechamento de atividades não essenciais neste sábado. Isso inclusive aumenta a pressão sobre Contagem e demais cidades da região, pois muitos belorizontinos vem utilizar shoppings, serviços e comércios nas cidades vizinhas à capital.

Desde janeiro, com a posse de Marília Campos, Contagem tem feito um esforço para manter a normalidade na cidade e continuar com comércios e serviços funcionando.

O Projeto Pacto Pela Vida controlou a expansão da doença e envolveu vários setores da economia municipal em um processo de diálogo para garantir o cumprimento das medidas preventivas.

Contudo, o agravamento da pandemia no Brasil e a demora do Governo federal em avançar na campanha de vacinação colocaram em risco a continuidade da rotina na cidade.

Pesquisadores da UFMG registram primeiro caso de animal com coronavírus em MG

Um cão da raça boxer, que convive com uma família em que há casos confirmados de covid-19, testou positivo para o novo coronavírus durante uma pesquisa da qual participaram especialistas do Instituto de Ciências Biológicas (ICB) da UFMG.

É a primeira vez que um animal é diagnosticado com a doença em Minas Gerais. O coronavírus já foi detectado em outros dez animais, em diferentes estados brasileiros, no âmbito do Estudo multicêntrico para a vigilância de Sars-CoV-2 em animais de companhia com interface à Saúde Única (PetCovid-19 Study), financiado pelo CNPq e pelo Ministério da Saúde.

Segundo o professor David Soeiro, que coordena o Laboratório de Epidemiologia e Controle de Doenças Infecciosas e Parasitárias do ICB, os resultados da pesquisa comprovam que os animais de estimação estão sujeitos à contaminação por humanos, mas os pets não transmitem o vírus para o homem. “Por isso, é importante usar a máscara e manter distanciamento dos animais”, recomenda o professor.

Como destaca o docente, a pesquisa tem o objetivo de esclarecer aspectos da história natural da doença, como o possível ciclo zooantroponótico. “Conforme os preceitos do SUS, são indissociáveis a saúde humana, a animal e a ambiental”, observa Soeiro.

O estudo, que é realizado em Belo Horizonte, Campo Grande, Curitiba, Recife, São Paulo e Cuiabá, investiga animais de companhia cujo tutor seja portador do novo coronavírus e esteja em isolamento domiciliar.

Os laudos laboratoriais são emitidos pelo Laboratório Tecsa Saúde Animal, e, em Belo Horizonte, também colabora na testagem o Laboratório de Virologia Molecular, coordenado pelo professor Renato Santana, do Departamento de Genética, Ecologia e Evolução do ICB.

Busca por voluntários
O projeto segue em busca de voluntários. Interessados devem entrar em contato pelo e-mail covidufmg@gmail.com. Os participantes devem assinar um termo de consentimento e preencher um questionário de televigilância, a fim de informar as características ambientais e outros fatores associados à infecção nos animais.

Para análise da transmissão de Sars-CoV-2 entre humanos e seus animais, são coletadas amostras biológicas com intervalo médio de sete dias. Os resultados dos testes são informados por telefone e por e-mail ou aplicativo de comunicação (emissão de laudo eletrônico).

informações ICB/UFMG