Copasa e vereadores criam estratégia para agilizar demandas urgentes dos moradores de Contagem

A quantidade de reclamações em relação ao serviço prestado pela Copasa em Contagem resultou em uma reunião entre a empresa e os vereadores da cidade.

Com objetivo de manter um contato direto com a empresa, a fim de buscar soluções conjuntas mais rápidas para a população, os parlamentares se reuniram, nesta quarta-feira (30/06), de forma remota, com a nova gerente da Companhia em Contagem, Renata Mayrink. 

Durante a reunião, os vereadores e a Copasa estabeleceram rotinas para o contato direto entre a Câmara e a empresa.

H

averá contato direto com a empresa por telefone e e-mail para solicitações de urgência, e as mais amplas serão debatidas em reunião.

Alguns vereadores aproveitaram a oportunidade para reforçar algumas reivindicações das comunidades. Glória da Aposentadoria, por exemplo, pediu ligação de água no bairro Amendoeiras; implantação da rede de esgoto nos bairros Chácaras Planalto e Chácaras Novo Horizonte; providências em relação à adutora e a um terreno no bairro Estrela Dalva; e perguntou sobre projetos para acabar com as fossas no município, sobretudo no Nacional.

O vereador Bruno Barreiro mencionou que já vem acompanhando, há algum tempo, o trabalho de reversão de esgoto em algumas ruas do bairro Granja Vista Alegre, e pediu informações sobre o cronograma das intervenções. Léo da Academia, por sua vez, reclamou dos altos valores cobrados na taxa de esgoto, além da morosidade das intervenções e da má qualidade dos serviços prestados pelas terceirizadas nas ruas de Contagem.

Renata Mayrink destacou que já estabeleceu uma parceria com a Secretaria Municipal de Obras e Serviços Urbanos, para realizar a notificação dos imóveis que têm rede coletora na rua, para que façam a ligação de esgoto. Sobre os valores, esclareceu que é a agência reguladora que estabelece, e que haverá, nos próximos meses, a junção das taxas de coleta e de tratamento de esgoto, com possível redução. Por fim, prometeu intensificar a fiscalização dos serviços das terceirizadas, e pediu que as demais demandas sejam detalhadas em um documento e encaminhadas para avaliação de sua equipe.

Por fim, Alex Chiodi pediu atenção especial ao bairro Estâncias Imperiais, e destacou que a relação do Legislativo com a Companhia será de proximidade. “Vamos manter o contato constante com a gerência da Copasa; haverá o atendimento a cada vereador, que apresentará suas demandas, para que possa levar o retorno para a comunidade; e as demandas gerais da Câmara serão tratadas de forma coletiva em reuniões periódicas”, concluiu o vereador.

com informações CMC/LeandroPerché

Copasa vai indenizar moradores de Contagem por cobrança indevida na tarifa de esgotos

A Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) irá restituir moradores de Contagem que pagaram valores a mais nas tarifas de esgotos. O ressarcimento deve acontecer, inicialmente, a moradores dos bairros Industrial, Industrial Santa Rita, Tropical e Inconfidentes.

De acordo com o secretário de Desenvolvimento Urbano e Habitação (SMDUH), Isnard Monteiro Horta, as redes de esgotos dos bairros Industrial, Industrial Santa Rita, Tropical e Inconfidentes não são lançados nas tubulações (interceptores) que levam o esgoto para a Estação de Tratamento (ETE).

“O esgoto desses bairros estava sendo lançados na rede pluvial que leva aos córregos. A tarifa de esgoto quando tem tratamento é mais cara. Daí, o reembolso aos usuários”, explicou.

O ressarcimento vem após um processo administrativo realizado pela Agência Reguladora de Serviços de Abastecimento de Água e de Esgotamento Sanitário do Estado de Minas Gerais (Arsae), para investigar irregularidades no volume de esgoto tratado e faturado pela Copasa.

Segundo a Arsae, 5.605 moradores de Contagem foram prejudicados com as cobranças indevidas efetuadas durante o período de janeiro de 2012 a dezembro de 2019. A empresa deve ressarcir a estes moradores um total de 4 milhões de reais.

Orientações aos usuários

A Prefeitura de Contagem orienta a população a requerer o ressarcimento da tarifa de esgoto cobrada indevidamente procurando os canais de atendimento da Copasa.

Os usuários prejudicados, ainda conectados à rede da Copasa, terão direito a receber automaticamente, por meio de desconto integral das faturas, até completar o saldo a ser devolvido.

Já os usuários que não estão conectados à rede, a Arsae-MG determinou a Copasa que divulgue no site da empresa a lista daqueles que têm direito à devolução. Nesses casos, deverá ser feita por meio de depósito bancário identificado ou ordem de pagamento.

Agendamento de atendimento

Para os usuários serem atendidos na Copasa do município, devem acessar o site: www.copasa.com.br e clicar no link “agendamento”.

Quem preferir pode usar o aplicativo Copasa Digital ou agendar pelos telefones: 115 ou pelo 0800 0300 115, que, segundo a concessionária, atende gratuitamente 24 horas por dia. O cliente deve fazer um cadastro para prosseguir com a solicitação.

com informações: PMC/RobsonRodrigues

Copasa e Prefeitura iniciam obra para acabar com vazamento de esgoto na Praça da Vilma, na Cidade Industrial

Comerciantes da Praça Louis Ensch, mais conhecida como Praça da Vilma, na Cidade Industrial, entraram em contato com a #ColunaReclame dizendo que estavam sendo punidos por um problema na rede pública de esgoto que atravessa a praça.

A rede de esgoto estava vazando o tempo todo, provocando sujeira e mau cheiro no local. O Coluna1 fez contato com a Copasa e com a prefeitura pedindo esclarecimentos e soluções para o caso. Os comerciantes entraram em contato com a prefeitura e a Copasa, mas nenhuma ação foi tomada. Eles então resolveram entrar em contato com o Coluna1.

Nós fomos até o local, conferir a situação, e encaminhamos a demanda para a Prefeitura e para a Copasa. Hoje, uma semana após este contato, as obras no local já começaram. A prefeitura e a Copasa agiram para uma solução rápida aos comerciantes e frequentadores da praça. A população agradece.

A rede com problemas é antiga e recebe todo resíduo dos traillers e do banheiro público que ficam na praça. A rede entupiu e começou a retornar na caixa de captação de um dos estabelecimentos, que fica no final da rede.

Esse estabelecimento foi notificado e recebeu multa por causa de intervenções feitas para tentar solucionar a questão. O problema, dizem os comerciantes, se tornava ainda mais grave porque o vazamento fica em frente a uma das portarias da empresa Vilma e essa indústria, assim como vários dos traillers da praça, trabalham com a produção e venda de alimentos. O esgoto vazando poderia ser um risco sanitário e, por isso, exigiu ações rápidas.

A prefeitura notificou a Copasa e as duas instituições organizaram as intervenções para solucionar o caso.

E você? No seu bairro ou na sua rua, tem algum buraco, um esgoto vazando, uma praça abandonada que precise de soluções? Mande para o #ColunaReclame! A gente vai correr atrás das respostas e tentar uma solução!

Copasa informa que falta de água em bairros de Contagem é resultado do aumento de consumo no calor

Nos últimos dois meses, têm sido registradas ocorrências de falta de água em diferentes pontos de Contagem, em especial na região de Nova Contagem e em alguns bairros da região do Nacional e do Eldorado. As reclamações foram tantas que fizeram até a Câmara dos vereadores pedir esclarecimentos à empresa.

Em resposta a um questionamento da reportagem do Coluna1, a Copasa disse que as faltas de água na cidade são resultado de um aumento de consumo nesse período de muito calor e clima seco.

A companhia informou que “Contagem é uma das 21 cidades da Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) abastecida pelo sistema integrado metropolitano, composto pela captação a fio d’água no rio das Velhas e pelas represas do Rio Manso, Serra Azul e Várzea das Flores. Na sexta-feira (08/10), estava com 81,1% da sua capacidade de reservação”, disse em nota.

Portanto, não existe um risco de desabastecimento na cidade e os problemas que ocorrem são resultados de falhas na distribuição. Por isso a empresa diz que “para enfrentar essa intensa onda de calor, associada a uma massa de ar seco, que perdura já há alguns dias, provocando um aumento do consumo de água, a empresa intensificou suas estratégias para minimizar os efeitos do atual cenário”.

A empresa disse também que monitora todos os sistemas locais de distribuição e que em caso de necessidade, pode alimentar os reservatórios de bairros com o uso de caminhões-pipa para reforço do atendimento.

A Copasa diz que problemas de ligações clandestinas, chamados “gatos”, na rede de distribuição podem provocar instabilidades e desestabilizar o sistema de distribuição.

Por fim a empresa disse que investiu na rede de Contagem, em especial em Nova Contagem aumentando em 15% a capacidade de tratamento da Estação de Tratamento de Água – ETA de Várzea das Flores para tentar suprir a alta da demanda e pede a colaboração de todos na economia de água para evitar sobrecargas e desperdícios.

“Neste momento, a colaboração de todos é fundamental. Por isso, é muito importante o engajamento da população no uso consciente e responsável da água”.

BNDES pode iniciar processo de privatização da Copasa, mas referendo popular e dúvidas do Mercado são obstáculos

Em comunicação de fato relevante ao Mercado, feito nesta quarta-feira, a Copasa comunicou à Comissão de Valores Mobiliários – CVM, que foi assinado contrato com o BNDES para “prestação de serviços técnicos necessários a estruturação e implementação do processo de desestatização da Copasa”. Na prática, é mais um passo para realização da venda da empresa.

Hoje, o governo de Minas é dono de 50,04% das ações da Copasa. Vender estas ações restantes é uma das propostas do governador Zema desde a campanha eleitoral. Porém, o caminho para concluir esta ação é longo.

A legislação mineira exige que, para vender empresas públicas de gás, energia ou saneamento, é necessária autorização da Assembleia e um referendo popular.

A Assembleia informou ao Coluna1 que existe um projeto em tramitação para normatizar a realização do referendo. Contudo, mesmo que o governo consiga autorização da assembleia e o projeto seja tramitado de maneira satisfatória para o governo estadual, ainda restará convencer a população em um referendo.

Lucro da Copasa

O governo estadual é o maior acionista, dono de quase metade das ações da empresa, e recebe a maior parte dos lucros. Nos últimos três anos o governo recebeu 563 milhões de lucros pagos pela empresa.

Hoje a Copasa vale, aproximadamente, R$6,3 bilhões de reais. Se o governo conseguisse vender a empresa por este valor receberia a metade, cerca de R$3 bilhões.

Se manter o nível de lucro dos últimos anos, o valor de venda seria compensado em pouco mais de 5 anos. Portanto, a questão que se coloca é: para quê vender uma empresa altamente lucrativa como a Copasa?

A justificativa é que, sob gestão totalmente privada, a empresa poderia diminuir custos operacionais, aumentar sua lucratividade e a eficiência na prestação dos serviços.

Mas, do ponto de vista do Estado, ele abriria mão de uma fonte de renda permanente e perderia o controle do preço cobrado dos consumidores pela água e esgoto no Estado.

Problemas com o Mercado Financeiro

O fato da empresa ainda ser vinculada ao Estado dá preferência e privilégios na relação com os municípios. Condição que seria perdida caso a empresa seja totalmente privatizada.

A principal fonte de receita da Copasa é o município de Belo Horizonte. Segundo estimativas da PBH, a receita obtida na cidade equivale a 65% dos rendimentos da empresa. Porém, na capital, a legislação e o contrato com a Copasa garantem a realização de licitação caso a empresa seja privatizada. Portanto, se fosse vendida, a empresa perderia a concessão automática em Belo Horizonte.

Situação semelhante ocorre em muitos dos municípios onde a empresa atua. O entendimento do mercado é que o Novo Marco do Saneamento abre maior concorrência e que a empresa não conseguiria manter todas as concessões que têm hoje.

Em virtude desses entraves legais e da dificuldade de aprovação do projeto na Assembleia, a XP Investimentos, uma das maiores do mercado, recomendou a venda das ações da empresa.

Os analistas da corretora ainda dizem que, mantido o veto ao  Parágrafo 1 do Artigo 14 do novo marco do saneamento, que dispensava a anuência de municípios para a privatização de estatal de saneamento caso não houvesse alterações nos contratos da companhia, a privatização da Copasa se torna impossível.

Desperdício de água tratada em Contagem. Pelo menos desde a madrugada, a água corre solta na Praça Papa João XXIII, na Cidade Industrial. Copasa já foi comunicada

Vândalos quebraram encanamento e uma torneira na Praça Papa João XXIII, também conhecida como Praça da Aymoré. Desde a madrugada a água tratada é desperdiçada e vaza em grande quantidade. A Copasa já foi avisada e promete consertar o vazamento ainda hoje.

A empresa recomenda que todo cidadão deve comunicar a empresa sempre que perceber um vazamento. A comunicação de vazamentos pode ser feita através do SITE da empresa ou pelo telefone 115.