Casos de Covid-19 chegam ao menor patamar desde o início do ano e indicam avanços no controle da pandemia

Anúncios

Depois de alcançar um pico de 5992 casos em março desse ano, Contagem agora registra o menor índice do ano, com 334 casos até o dia 20. Os dados preliminares são da Secretaria Municipal de Saúde.

A prefeita da cidade, Marília Campos, comemorou a melhora nos números, mas lembrou que a pandemia ainda não acabou e o número de vítimas ainda é alto. “É uma redução espetacular. Isso não significa que a pandemia acabou ou que possamos relaxar nos cuidados. Esses resultados só foram possíveis graças ao avanço da vacinação, a utilização de máscara, a higienização das mãos e o respeito aos demais protocolos sanitários para conter o avanço da pandemia. Devemos perseverar neste caminho”, disse.

Anúncios
Imagem divulgada nas redes oficiais de Marília Campos

Vacinação chega a 60% em Contagem

Contagem está com 60% da população acima de 12 anos vacinada contra a Covid-19, segundo estimativa populacional do IBGE-2021. O município chegou a esse índice na última sexta-feira (22/10), com 319.328 doses 2 e 20.161 doses únicas aplicadas. Para a população geral do município, o índice é de 50% das pessoas com esquema vacinal completo.

Com a primeira dose, são 90% da população acima de 18 anos vacinada. Já são mais de 830 mil doses das vacinas contra a Covid-19 aplicadas no município. O avanço da vacinação tem garantido um alívio no sistema de saúde em relação ao número de internações pela doença, pois o município não precisou aumentar o número de leitos desde que houve a redução dos mesmos. Dessa forma, a Secretaria Municipal de Saúde recomenda a todos, que ainda não tomaram a primeira dose, a procurar um posto para se imunizar, bem como aqueles que estão atrasados com a segunda dose a completarem a imunização.   

Segundo o secretário municipal de Saúde, Fabrício Simões, já está comprovado o benefício da vacinação contra a Covid-19 e o resultado tem sido expressivo no enfrentamento à pandemia. “Alcançar esses marcos importantes na vacinação é muito satisfatório, mas precisamos nos esforçar para que todos completem o esquema vacinal, com a segunda dose, para avançarmos na próxima etapa que será a maioria da população com a dose de reforço se assim for definido pelo Ministério da Saúde”, afirmou.

Confira os públicos que estão sendo vacinados em Contagem:

Anúncios

– pessoas a partir de 12 anos que ainda não tomaram a primeira dose;

– pessoas que precisam tomar a segunda dose de acordo com a data agendada no cartão de vacinação, exceto para a vacina da Pfizer que foi adiantada para oito semanas.

– idosos a partir de 70 anos, pessoas imunossuprimidas e trabalhadores da saúde com a terceira dose.

Confira os requisitos gerais para a vacinação dos adultos: 

– Apresentar documento com foto e CPF;

– Apresentar comprovante de endereço;

– Não ter tido Covid-19 com início de sintomas nos últimos 30 dias;

Requisitos para a vacinação dos adolescentes:   

– Levar documento com foto e CPF;

– cartão de vacina da criança/adolescente;

– comprovante de endereço no nome do responsável;

– estar acompanhado do responsável.

Requisitos para a vacinação da terceira dose dos profissionais de saúde: 

– Apresentar documento de identificação com foto e CPF;

– apresentar o cartão de vacinação da Covid;

 – apresentar comprovante de vínculo empregatício em Contagem;

– ter tomado a segunda dose da vacina contra a Covid-19 há, no mínimo, 6 meses.

Requisitos para a vacinação da terceira dose dos idosos:   

– Apresentar documento de identificação com foto e CPF;

– apresentar o cartão de vacinação da Covid;

– apresentar comprovante de endereço;

– ter tomado a segunda dose da vacina contra a Covid-19 há, no mínimo, 6 meses.

Requisitos para a vacinação das pessoas com alto grau de imunossupressão acima de 18 anos:   

– Apresentar documento de identificação com foto e CPF;

– apresentar o cartão de vacinação da Covid;

– apresentar um relatório médico atualizado para vacinação ou utilizar o relatório médico apresentado na 2ª dose.

– apresentar comprovante de endereço;

– ter tomado a segunda dose da vacina contra a Covid-19 há, no mínimo, 28 dias.

São considerados para a vacinação pessoas com imunodeficiência primária grave, que fazem quimioterapia para câncer, transplantados em uso de drogas imunossupressoras, pessoas vivendo com HIV/Aids, em uso de corticóide em doses >20mg de prednisona ou equivalente por 14 dias ou mais, em uso de drogas modificadoras de resposta imune, pacientes em hemodiálise, pacientes com doenças imunomediadas inflamatórias crônicas (reumatológicas auto inflamatórias, doenças intestinais inflamatórias).

com informações PMC/VanessTrotta

Estudo da Fiocruz mostra o óbvio: vacinação protege contra o Covid. Instituto ainda mostrou a situação da doença nas principais cidades

Anúncios

O Boletim Observatório Covid-19, divulgado hoje (7) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), mostra que o sucesso da vacinação na prevenção de formas graves e fatais da doença é traduzido na redução no número de casos e óbitos, e, ainda, na estagnação na taxa de ocupação de leitos de UTI para adultos no Sistema Único de Saúde (SUS) em patamares baixos, na maioria dos estados. Os pesquisadores da Fiocruz consideram, no entanto, que a população deve ter prudência e continuar usando máscara e mantendo as demais medidas preventivas, como higienização das mãos, distanciamento social e uso de álcool gel, para bloquear a circulação do vírus.

O Índice de Permanência Domiciliar se encontra próximo de zero desde o mês de julho. Isso significa que a intensidade de circulação de pessoas nas ruas é similar à observada no período pré-pandemia. Os pesquisadores alertam, porém, que essa ausência de distanciamento físico reúne diversas formas de aglomeração, que vão desde o transporte público até atividades de comércio e lazer. 

“Em qualquer dessas situações, há uma exposição prolongada de pessoas em espaços confinados. E isso ocorre com pouco mais de 40% da população com esquema vacinal completo”, adverte a Fiocruz.

Apesar de muitas pessoas em circulação já terem sido imunizadas, as vacinas não previnem completamente a infecção ou a transmissão do vírus, alerta o documento. Por isso, a recomendação dos especialistas é que, até que o país alcance um patamar ideal de cobertura vacinal, estimado em torno de 80%, as medidas de distanciamento físico e prevenção, bem como a adoção do passaporte vacinal, devem ser mantidas. 

Os pesquisadores defendem também que atividades que representem maior concentração e aglomeração de pessoas só sejam realizadas com comprovante de vacinação. Os cientistas que integram o Observatório Covid-19 avaliam que não é prudente, nem oportuno, “falar em prazos concretos e datados para o fim da pandemia”, mas em garantir que sejam tomadas as medidas necessárias para que esse dia possa se aproximar com maior rapidez.

Mortalidade

A mortalidade por covid-19, atualmente, gira em torno de 500 casos por dia. O boletim sinaliza queda expressiva em comparação ao pico registrado em abril, quando foram notificados mais de 3 mil óbitos diários. Mas, apesar da retração, os números ainda demonstram que a transmissão permanece, bem como a incidência de casos graves que exigem cuidados intensivos. 

Ao longo da última semana, foi registrada média de 16.500 casos confirmados e 500 óbitos diários por covid-19. De acordo com o boletim da Fiocruz, isso mostra ligeira alta do número de casos (0,4 % ao dia) e queda no número de óbitos (0,7% ao dia). A circulação de pessoas nas ruas e a positividade de testes permanecem, contudo, elevadas.

Os pesquisadores salientam que o fluxo de notificação irregular pode levar a decisões por vezes inoportunas ou baseadas em dados atrasados e incompletos. Reforçam, porém, que a tendência de estabilidade ou redução desses indicadores, apesar das oscilações apuradas nas últimas semanas epidemiológicas, demonstra que a campanha de vacinação está atingindo um dos seus principais objetivos, que é a redução do impacto da doença, com menos óbitos e casos graves, embora sem o bloqueio da transmissão do vírus. A evolução dos óbitos e da cobertura vacinal chama atenção para o fato que as curvas têm direção oposta, indica o boletim.

Leitos de UTI

O boletim informa que na maioria dos estados, de acordo com dados coletados no dia 4 de outubro, as taxas de ocupação de leitos de UTI covid-19 para adultos no SUS apresentam relativa estabilidade, com índices inferiores a 50%. O Espírito Santo, entretanto, se mantém na zona de alerta intermediário desde 20 de setembro e constitui a exceção mais preocupante, porque, apesar da manutenção no número de leitos, a taxa de ocupação é de 75%. O Distrito Federal, por sua vez, voltou à zona de alerta crítico, com 83%, depois de semanas promovendo a retirada de leitos covid-19.

Ainda de acordo com o boletim da Fiocruz, foram registrados pequenos aumentos nas taxas em Mato Grosso do Sul e Goiás. Esses dois estados tiveram também diminuições na quantidade de leitos abertos, o mesmo ocorrendo em Rondônia, Amazonas, Tocantins, Maranhão, Piauí, Ceará, Pernambuco, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso.

Entre as capitais, o Distrito Federal (83%) está na zona de alerta crítico, segundo o boletim da Fiocruz, e quatro estão na zona de alerta intermediário: Porto Velho (65%), Vitória (73%), Rio de Janeiro (65%) e Porto Alegre (63%). Estão fora da zona de alerta 22 capitais: Rio Branco (2%), Manaus (52%), Boa Vista (45%), Belém (8%), Macapá (12%), Palmas (27%), São Luís (21%), Teresina (37%), Fortaleza (26%), Natal (25%), João Pessoa (14%), Recife (50%), Maceió (45%), Aracaju (16%), Salvador (24%), Belo Horizonte (50%), São Paulo (40%), Curitiba (57%), Florianópolis (44%), Campo Grande (31%), Cuiabá (33%) e Goiânia (42%).

Já entre as unidades da Federação, vinte e cinco aparecem fora da zona de alerta: Rondônia (34%), Acre (4%), Amazonas (27%), Roraima (45%), Pará (23%), Amapá (12%), Tocantins (33%), Maranhão (32%), Piauí (48%), Ceará (32%), Rio Grande do Norte (22%), Paraíba (17%), Pernambuco (50%), Alagoas (29%), Sergipe (16%), Bahia (27%), Minas Gerais (23%), Rio de Janeiro (46%), São Paulo (31%), Paraná (52%), Santa Catarina (39%), Rio Grande do Sul (54%), Mato Grosso do Sul (35%), Mato Grosso (35%) e Goiás (49%).

Anúncios
Fonte: AlanaGandra/Agência Brasil – Foto: Reuters/AgênciaBrasil

Fiocruz recebe bancos de células e vírus para produzir IFA. Assim, Brasil será independente na produção de vacinas

O Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos da Fundação Oswaldo Cruz (Bio-Manguinhos/Fiocruz) recebeu hoje (2), no Rio de Janeiro, um banco de células e outro de vírus para iniciar a produção do ingrediente farmacêutico ativo (IFA) da vacina contra a covid-19. A fabricação do insumo tornará o país autossuficiente na produção da vacina Oxford/AstraZeneca na Fiocruz, substituindo o IFA importado da China.

Ao receber os bancos, a presidente da fundação, Nísia Trindade, comemorou a produção do IFA como uma forma de dar autonomia à produção da vacina e fortalecer o complexo econômico e industrial da Fiocruz. 

“Esperamos dar, de uma forma significativa, mais essa contribuição ao nosso país e apoiar o esforço global de controle dessa pandemia e de superação desse grave quadro de crise”, disse.

Os bancos de células e vírus são a base para a produção do IFA e chegaram ao Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro às 8h03, vindos dos Estados Unidos. O banco de células foi enviado em nitrogênio líquido, mantido a uma temperatura de aproximadamente -150ºC, e o banco de vírus em gelo seco, a cerca de -80ºC.

Descongelamento

O descongelamento do material será a primeira etapa do trabalho, que passará por uma série de passos de produção e controle de qualidade que duram cerca de 45 dias. A vacina Oxford/AstraZeneca utiliza adenovírus de chimpanzé modificados geneticamente para carregar informações genéticas do coronavírus e despertar a resposta imune do corpo humano. 

Esses vírus precisam ser multiplicados em biorreatores, em ambiente controlado, e filtrados para a produção de um concentrado viral puro que é novamente congelado para aguardar a formulação da vacina, quando é diluído em outras substâncias como termoestabilizadores capazes de fazer com que a vacina resista em refrigeradores comuns.

Bio-Manguinhos produzirá dois lotes de pré-validação e três de validação do IFA, que precisarão ser verificados pela AstraZeneca em um teste de comparabilidade que será feito no exterior.

Além disso, a Fiocruz vai abrir um novo processo de submissão contínua para alterar o registro da vacina junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A agência reguladora precisa autorizar a mudança no local de fabricação do IFA para que as doses possam começar a ser entregues ao Programa Nacional de Imunizações (PNI), o que está previsto para outubro. 

Até o momento, Bio-Manguinhos já recebeu os certificados de Boas Práticas de Fabricação (cBPF) e de condições técnico-operacionais (CTO), que permitem o início da produção, mas não são o suficiente para autorizar a aplicação das doses na população.

O diretor de Bio-Manguinhos, Maurício Zuma, estima que a capacidade de produção de IFA na Fiocruz poderá permitir a fabricação de 15 milhões de doses por mês. O instituto vai iniciar a produção em grande escala antes da aprovação da Anvisa, para já ter um estoque de doses prontas quando a agência autorizar o uso. 

Plataforma revolucionária

O vice-presidente de produção e inovação da Fiocruz, Marco Krieger, ressaltou que o Brasil começará a produzir IFA nacional de uma plataforma tecnológica revolucionária.

“Estamos vendo uma revolução no mundo nesse campo das vacinas. A ciência deu uma resposta muito rápida e temos aqui a satisfação de, no primeiro ano em que essas tecnologias estão sendo utilizadas no enfrentamento da emergência sanitária, temos a oportunidade de fazer a produção 100% nacional”, disse ele. 

Acrescentou que “a gente precisa pensar em usar as novas tecnologias para os novos desafios, mas também para os velhos problemas. Receber a tecnologia tem um duplo significado para a gente usar essa tecnologia em vários cenários associados à saúde pública”.

fonte Agência Brasil

Contagem reduz fila de espera e demanda por leitos. No auge a espera era de 3 dias, hoje é de 24h

O secretário municipal de saúde, Fabrício Simões, a situação da cidade ainda é crítica e exige um alto nível de atenção, mas alguns dados indicam melhora da situação geral.

“Não podemos baixar a guarda, qualquer erro pode provocar o retorno a fase crítica”, disse o secretário, mas alguns dados melhoram, entre eles o número de pacientes que procuram internação nas UPAs. É esse número, segundo o secretário, que serve para monitorar o fluxo e a demanda por novos leitos.

“No período entre 20 de março e 10 de abril, a gente abria leito e no outro dia não tinha mais, porque a pressão assistencial nas UPAs estava muito elevada. Nesse período a gente estava com uma média de 3 dias para conseguir uma vaga em um leito Covid exclusivo. Hoje todos os pacientes já conseguem um leito com menos de 24h”, disse. “Nós chegamos a ter 90 pacientes esperando um leito, e hoje no final da tarde nós estamos com 12 pacientes aguardando”, destacou.

VACINAS

Contagem recebeu hoje mais 18.970 doses de vacinas, já direcionadas para grupos específicos, de primeira dose ou segunda dose.

Amanhã começa a vacinação de 65 e na quarta-feira um mutirão será realizado para vacinar a população com 64 e 63 anos.

Nesta semana continuam a vacinação de forças de segurança, dentistas e profissionais de saúde pré-cadastrados.

A prefeita Marília Campos e o secretário Fabrício Simões lembraram também que nesta semana começou a vacinação de crianças contra gripe H1N1. Os dois destacaram que na cidade, as estruturas de vacinação da gripe e da Covid são diferentes.

Os locais de vacinação, inclusive para o mutirão de vacinação dos grupos de pessoas com 63 e 64 anos será divulgado no site e nas redes sociais da prefeitura.

Contagem tem 9,03% da população já vacinada. 2,22% já receberam as duas doses

De acordo com os últimos dados divulgados pela prefeitura de Contagem, 9,03% da população da cidade já recebeu pelo menos uma dose da vacina. Outros 2,22% receberam as duas doses e estariam com o processo de imunização completo.

A população estimada para Contagem pelo IBGE, em 2020, era de 668.949 habitantes. No levantamento apresentado pela prefeitura na última semana, 60.388 receberam a 1ª dose e outras 14.897 já receberam a 2ª dose.

O processo de vacinação no município seguiu ritmo acelerado, mas estacionou no grupo de idosos com 67 anos ou mais. Essa diminuição na ampliação dos grupos vacinados ocorre pela falta de novas doses.

De acordo com a prefeitura, possui cerca de 37 mil vacinas em estoque. A grande maioria, cerca de 30 mil, são destinadas à aplicação da segunda dose. O restante está em aplicação para os grupos prioritários definidos pelo governo estadual e pelo Plano Nacional de Imunização.

Nesta segunda-feira (12/4) a vacinar também as Forças de Segurança, Salvamento e Forças Armadas, em Contagem, contra a Covid-19. O problema é que, neste primeiro momento, a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais enviou apenas 160 doses para imunizar esse grupo de forças de segurança, o que representava apenas 6% das 2.541 doses anunciadas para o município.

Diante desse número restrito de doses, a Prefeitura de Contagem optou pela estratégia de fazer a vacinação de modo proporcional entre as categorias.

As vacinas que são entregues já vêm direcionadas pelo Governo de Minas aos públicos e com a definição de dose a ser aplicada. Cabe à Prefeitura garantir a aplicação das doses nas unidades de saúde da rede pública. Por isso, qualquer ampliação depende da entrega pelo estado de número suficiente de doses para cada público alvo.Contagem tem mostrado eficiência e rapidez na aplicação das vacinas para que a população seja imunizada o mais rápido possível. E segue rigorosamente as regras que definem a quantidade de doses para cada grupo e faixa etária.

“Todos esses cálculos, essas estratégias de vacinação, têm que ser muito bem pactuados com a Secretaria de Estado de Saúde, principalmente, para que sempre a gente garanta as duas doses. Quanto mais rápido a gente conseguir avançar na vacinação, quanto mais rápido o Ministério da Saúde nos enviar mais doses, quanto mais rápido a secretaria de Estado nos enviar mais doses, mais rápido conseguimos superar esse momento tão complexo que estamos vivendo”, explica o secretário de Saúde de Contagem, Fabrício Simões.

SEGUNDA DOSE

Desde segunda-feira (12/4), a Prefeitura de Contagem está intensificando a aplicação da segunda dose da Coronavac para o público-alvo que já recebeu a primeira dose.

A antecipação foi possível porque a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais conseguiu entregar a remessa de segunda dose ao município antes do previsto.

De acordo com o secretário de Saúde, Fabrício Simões, a aplicação da segunda dose é essencial para garantir a eficácia da vacina. “Se a pessoa não tomar a segunda dose, é como se ela não tivesse tomado a vacina. Perde-se a proteção do imunizante”, afirmou.

Simões ainda explicou porque o município não pode ampliar a faixa etária da vacinação atualmente. “Não podemos avançar sem a pactuação com o Estado, pois seguimos as deliberações do mesmo. As últimas remessas recebidas por Contagem foram destinadas para a aplicação da segunda dose. Se não seguirmos esta recomendação, corremos o risco de ficar sem essa dose tão importante para completar a cobertura da vacinação contra a covid-19”, explicou.

O calendário e os postos de vacinação estão disponíveis no site da prefeitura.

com informações Secom/PMC

Prefeitura de Contagem define novo local para dar suporte às funerárias

A Prefeitura de Contagem realocou a estrutura montada no antigo prédio da UPA JK para dar suporte às funerárias durante o período de alta nos índices epidemiológicos e mortes provocadas pela Covid-19. O novo espaço cedido à Prefeitura está localizado na avenida Maria da Glória Rocha,  no bairro Beatriz, onde funcionava a Transcon.

A nova estrutura foi realocada para um local com espaço mais amplo e, também, distante de áreas residenciais. A estrutura provisória que estava montada no antigo prédio da UPA JK, seguindo todos os protocolos de segurança sanitária, sem oferecer risco de contaminação à população ou aos profissionais envolvidos. O mesmo foi feito neste novo local.

“A estratégia adotada para o acondicionamento de corpos foi chancelada pelo corpo técnico da Prefeitura de Contagem, seguindo protocolos internacionais. O objetivo é tratar de forma respeitosa e segura as vítimas da Covid-19”, observa o secretário de Administração, Carlos Frederico Pinto e Netto.

A Prefeitura de Contagem contratou uma empresa especializada para fazer a remoção e acondicionamento de corpos, para evitar que permaneçam nas unidades da Rede Pública de Saúde. O transporte das vítimas é realizado por veículos apropriados e com segurança sanitária.

O secretário explica que o procedimento é seguro e os profissionais também seguem todo o protocolo. Além disso, a empresa contratada possui expertise no tipo de serviço, que segue o protocolo internacional de armazenamento de corpos. A maior parte dos falecidos fica no máximo até 24 horas na câmara fria. Além disso, as famílias são acompanhadas por equipe médica e uma assistente social. Até o momento, passaram pelo local em torno de 50 vítimas do novo coronavírus. “A atitude da Prefeitura de Contagem foi pensada com o objetivo de evitar que o sistema funerário não chegue ao colapso, como tem acontecido com outros municípios que não conseguiram se planejar para dar o tratamento humanitário necessário às vítimas e famílias”, destacou.

A prefeita Marília Campos esclarece que a medida foi necessária devido ao aumento do número de mortes na cidade, que sobrecarregou a estrutura de necrotérios. “Cada unidade de saúde tem necrotérios que cabem duas ou três pessoas. A demanda está maior e não podemos deixar essas vítimas ao relento ou em qualquer lugar. São pessoas que têm histórias, famílias e merecem ser respeitadas. Este novo espaço respeita todas as medidas sanitárias, para abrigar caminhões com refrigeração que conservam os corpos até o enterro, enquanto os cartórios e funerárias estiverem sobrecarregados”, explicou.

Fonte: PMC/Rafael D’Oliveira foto: PMC/ JanineMoraes

Fase de conclusão da vacinação de idosos dá início a disputa para definir próximos grupos prioritários

Nesta semana, Minas Gerais inclui no grupo de prioridades idosos entre 65 e 69 anos. Seguindo este ritmo, na próxima semana, todas as pessoas com mais de 60 anos devem estar em condições de serem vacinadas e a vacinação prioritária dos idosos deve ser concluída.

Esse fato deu início a um debate para definir quem serão os próximos grupos prioritários. Em reunião do Comitê Gestor Nacional do Enfrentamento à Pandemia, o governador Romeu Zema defendeu a vacinação prioritária de professores e policiais.

Esses dois grupos aparecem entre os favoritos para se tornarem prioritários. Os policiais estão entre as categorias profissionais que não podem reduzir suas atividades públicas por causa da pandemia; são atividade essencial e ainda não foram incluídos entre os vacinados. Já a vacinação dos professores é considerada urgente para que as atividades escolares, suspensas há mais de uma ano na maior parte do país, possam ser retomadas.

A defesa de que professores e policiais fossem prioritários também foi feita pelo governador paulista João Doria, que ainda defendeu vacinação de policiais federais e rodoviários. Mas ainda não está definido se esse será o caminho definido.

Em Brasília, um projeto de lei da deputada Mara Rocha (PSDB-BA) pede prioridade para os profissionais da limpeza urbana, garis e lixeiros, e para os cuidadores de idosos.

Nas cidades também não há definição. Existem pressões para inclusão dos trabalhadores dos setores de funerárias, de funcionários da área de saúde que não atuam na linha de frente do combate ao Covid, como dentistas, fisioterapeutas e psicólogos, trabalhadores do transporte público, entre outros.

Nas próximas semanas, este deverá ser um dos assuntos em pauta. E você? Conte para nós sua opinião. Deixe seu comentário. Como você acha que a fila de vacinação deveria ser organizada após o grupo prioritário de idosos?

Bolsonaro mostrou fraqueza, cambaleou em rede nacional e os tubarões já sentiram o cheiro de sangue

Ontem Bolsonaro mostrou fraqueza. Para seu estilo de fazer política, mostrar fraqueza é um perigo. Bolsonaro é cria da nova estratégia política que utiliza a internet como espaço de mobilização da raiva popular para ganhar eleições. Neste modelo, não se vence com propostas, com representação de classes ou grupos; no modelo adotado pelo presidente, as eleições são vencidas tornando-se representante da maior quantidade de raiva possível.

O problema para Bolsonaro é que, nesse modelo, demonstrar medo é fatal. Ele se cercou de grupos raivosos, dispostos a agredir e destruir tudo. Esses grupos respeitam Bolsonaro, pois identificam nele o maior de todos os raivosos, o indestrutível. Não são grupos liderados pelo carisma, são grupos liderados pela força. Para esses grupos, o líder fraco é inaceitável, pois um líder fraco enfraquece o grupo todo.

É como se Bolsonaro começasse a sangrar no meio de um monte de tubarões famintos. Tudo que eles querem é sangue, não importa de quem seja. Animal ferido vira caça. Os grupos que deram base a Bolsonaro farejam sangue a quilômetros. Se Bolsonaro começar a sangrar no meio deles, se tornará o prato principal do almoço de amanhã.

Vejam o que houve com Sérgio Moro. Num dia ele era o herói bolsonarista. Ontem ele foi jantado no STF sem nenhuma reação de Bolsonaro e seus soldados. Basta sangrar e mostrar fraqueza que você vira o alvo da vez.

Maquiavel, pensador político muito útil para os dias atuais, em que a política se torna cada vez mais bruta e indecorosa, diz em seu livro que é melhor ser temido do que amado. Para Maquiavel, o excesso de piedade é uma das falhas que podem levar à derrota do governante. Para Bolsonaro isso também era uma verdade.

O governo Bolsonaro sempre observou esta regra à risca. No dia 24 de março do ano passado a população brasileira tinha aderido a um quase lockdown generalizado. Assustados com as imagens que vinha da Itália e da Espanha, os brasileiro tinha aceitado que era necessário parar a economia durante alguns dias. Mas existia, e ainda existe, muito medo em relação ao desemprego e muita raiva dos comerciantes que se viram obrigados a fechar seus negócios.

Bolsonaro, como cria de seu tempo e resultado de suas estratégias, sabia que não foi eleito pela prudência ou seriedade. Bolsonaro foi eleito pelo medo e pela raiva, logo, não poderia tomar outra atitude senão ficar ao lado da raiva.

Na noite infeliz de 24 de março de 2020, Bolsonaro foi à televisão e fez o mais dispensável discurso desta pandemia. Foi nessa noite triste que ele jogou brasileiros contra brasileiros, politizou a pandemia; politizou remédios como cloroquina e ivermectina, que poderiam ser úteis, mas se tornaram peça de campanha; politizou a cura através da vacina; enfim, politizou a vida e a morte.

Naquele discurso, há um ano atrás, Bolsonaro disse que “algumas poucas autoridades estaduais e municipais devem abandonar o conceito de terra arrasada, como proibição de transporte, fechamento de comércio e confinamento em massa. O que se passa no mundo tem mostrado que o grupo de risco é o das pessoas acima dos 60 anos. Então, por que fechar escolas? Raros são os casos fatais de pessoas sãs, com menos de 40 anos de idade. 90% de nós não teremos qualquer manifestação caso se contamine”, disse ele. Ali, naquele momento, nossa tragédia nacional se agravou.

Foi nesse discurso também que ele disse que tinha histórico de atleta e que não sentiria nada, que o Covid era uma gripezinha e chamou a cobertura da imprensa de “histeria”.

Foi naquela infeliz noite de 24 de março de 2020 que Bolsonaro mobilizou sua turba e colocou o Brasil no caminho das 300 mil mortes e rumo à liderança da catástrofe mundial. Hoje o Brasil é exemplo, como disse o presidente, exemplo do que não deve ser feito.

Em março do ano passado, as pessoas ouviram o chamado do presidente. No dia seguinte, as medidas restritivas adotadas em cidades de todo o Brasil começaram a cair por terra. Qualquer um que se colocasse a favor da restrição foi chamado de “covarde” ou acusado de defender fechamento “porque está com a vida ganha”. A medicina e a ciência se tornaram políticas.

Ontem, contudo, Bolsonaro mudou o tom. Um ano depois daquela fatídica noite de 24 de março o presidente Bolsonaro aceitou a gravidade da pandemia, enalteceu a vacina como salvação e não falou nem uma vez sequer em curas milagrosas fora da ciência.

Os grupos de apoio a Bolsonaro nas redes sociais estão silenciados. Os produtores de conteúdo dessas redes devem estar readequando os memes, os vídeos e posts. O trabalho deles agora será convencer que Bolsonaro nunca mudou, que ele sempre defendeu a vacina e nunca subestimou a doença. É provável que hoje a noite, posts neste sentido comecem a circular.

A razão para Bolsonaro mudar é simples. A população está com mais medo de morrer de Covid do que de ficar desempregada. Bolsonaro, como eu disse lá atrás, sempre fica do lado do medo. Logo, adotou o discurso da vacinação. Hoe ele tem medo do vírus. Ficar em casa e usar máscaras não é mais coisa de

Maquiavel também explica essa mudança do presidente. Segundo Maquiavel, o governante deve ser dotado da sabedoria do Leão para espantar lobos e da sabedoria da raposa para se proteger de armadilhas. Por isso, diz Maquiavel, “não pode e não deve um príncipe prudente manter a palavra empenhada quando tal observância se voltar contra ele e hajam desaparecido as razões que a motivaram.

Maquiavel completa dizendo que essa habilidade de mudar de opinião é a habilidade da raposa, mas ele diz que “é necessário saber disfarçar bem essa habilidade e ser grande simulador e dissimulador. E são tão simples os homens e tanto obedecem às necessidades presentes que aquele que engana sempre encontrará alguém que se deixe enganar”.

O problema é que Bolsonaro chegou a presidência como líder de um exército. E todo líder de exército tem a obrigação de não trair seus soldados. Bolsonaro traiu. Fez seus apoiadores se exporem a todos os ridículos possíveis. Agora, sem maiores explicações, o presidente simplesmente muda sua opinião.

Sempre haverá aqueles que se deixam enganar. É fato, como disse Maquiavel. Mas há erros que as pessoas não perdoam. Já que a base teórica aqui é Maquiavel, vamos buscar no escritor italiano a razão do risco que corre Bolsonaro. Segundo Maquiavel, o homem perdoa mais facilmente aquele que matou seu pai, do que aquele que tirou seus bens ou sua honra.

Se esta premissa for realidade, os tubarões que já perceberam a fragilidade do presidente podem estar prestes a atacar. Milhares de brasileiros perderam pais e mães como resultado da estratégia pífia do governo para combater a pandemia. Ainda que todos sejam capazes de esquecer isso, vários desses perderam também seus bens e recursos. O brasileiro está órfão e ainda mais pobre.

Mas se não bastassem a orfandade e a pobreza, o discurso de ontem atingiu em cheio a honra de muitos defensores que se sentiram feitos de bobos pelo presidente. Prejudicar pais e mães, fazer perder dinheiro e ter a honra atingida estão na raiz do fracasso de qualquer governante. Por isso Bolsonaro, abra o olho, os tubarões já sentiram o cheiro de sangue.

Comerciantes querem prazo menor de fechamento da cidade, mas apoiam iniciativas da prefeitura

Em encontro com a prefeita Marília Campos, as entidades que representam os comerciantes de Contagem e os soppings centers da cidade reafirmaram o apoio às medidas de combate ao Covid-19, mas pediram que o prazo de fechamento das atividades econômicas na cidade seja reduzido, de 21 para 15 dias.

Anúncios

A prefeita Marília Campos destacou que o prazo de 21 dias foi estabelecido em consulta com especialistas da área de saúde. Mas se comprometeu a realizar uma nova reunião daqui a 15 dias para reavaliar os dados de contágio e os indicadores da pandemia na cidade.

“Não é o que queríamos no momento, pois entendemos que os setores econômicos sofrem com a paralisação e são muito importantes para a cidade. No entanto, as medidas de restrição são necessárias para conter o avanço do novo coronavírus na cidade e, também, servem como uma esperança de que novos lotes de vacinas cheguem a Contagem para acelerarmos a vacinação, valorizando a vida e garantindo uma retomada econômica segura”, afirma a prefeita Marília Campos.

O presidente da CDL Frank Sinatra reafirmou o apoio do setor às medidas adotadas pela prefeitura e se comprometeu a trabalhar em conjunto com a gestão. “A CDL de Contagem, juntamente com as outras entidades, está trabalhando junto com a prefeita, seguindo o protocolo em vigor, com cautela e responsabilidade. Sabemos que temos que preocupar com a saúde e com a economia, pois eles se encaixam. Por isso, vamos trabalhar juntos e mantendo o diálogo com a prefeitura de Contagem”, garantiu.

O Pacto Pela Vida continua em Contagem. Por isso, utilize máscara, evite aglomerações, higienize as mãos com frequência, mantenha o distanciamento social e só saia de casa quando necessário. A cidade precisa de você para vencer essa luta pela vida.

foto: PMC/ Rafael D’Almeida

Pessoas com mais de 85 anos podem agendar vacinação contra COVID em Contagem

A Prefeitura de Contagem abre nesta quarta-feira (17/2) o cadastro dos idosos a partir de 85 anos para a vacinação contra a covid-19. O cadastro estará disponível pela internet, no site da prefeitura.

A partir deste cadastro, a Secretaria Municipal de Saúde entrará em contato com o idoso ou com a família, por telefone, para agendar o dia da imunização, que poderá ser em domicílio, com equipes volantes, ou em uma Unidade Básica da Saúde (UBS) indicada.

Para fazer o cadastro CLIQUE AQUI.

Devem fazer o cadastro, os idosos com 85 anos ou mais residentes no município. É necessário informar o CPF, documento de identidade, dados pessoais, endereço, Unidade Básica de Saúde (UBS) referência, e o contato. O agendamento para vacinação será realizado conforme a disponibilização da vacina pelo Governo Federal, obedecendo os critérios estabelecidos pelo Plano Municipal de Vacinação.

É essencial aguardar o contato da UBS para o agendamento. Os moradores devem ficar atentos para não receber nenhuma pessoa dizendo ser da Prefeitura de Contagem, sem o horário estar marcado e sem as devidas identificações.

informações: PMC/VanessaTrotta