Em entrevista à TV PT, Marília fala de educação e obras na cidade. Petista será peça importante nas eleições de 2022

Nesta terça-feira, a prefeita Marília Campos participou de entrevista na TV PT, conduzida pela ex-ministra e ex-senadora Ideli Salvatti. A prefeita falou sobre as obras na cidade e sobre sua gestão durante a pandemia. Também mostrou força política. Foi o programa de estreia e, entre todos os prefeitos petistas do Brasil, a escolhida foi Marília Campos.

Segundo Marília, seu governo herdou a cidade transformada em um canteiro de obra. Muitas delas com problemas.

Marília disse que muitos dos contratos tiveram que ser revistos por causa da inflação na construção civil, que encareceu cimento, ferragens e outros materiais necessários para realização das obras. Mas que sua administração está trabalhando para sanar os problemas.

Segundo Marília, o processo de gestão municipal está sendo realizado com diálogo constante. Inclusive na gestão de obras e prioridades. Com diálogo e negociação, a prefeita disse que trabalha para concluir e entregar todas as obras inacabadas. Algumas, segundo elas, foram reavaliadas; alguns dos projetos eram inadequados, outros desnecessários, mas a prefeitura irá trabalhar para entregar o melhor para a cidade.

A prefeita disse se orgulhar do processo de escuta realizado com a população das administrações regionais. Segundo ela, “não dá para fazer tudo, a gente tem que escolher e a gente escolhe melhor quando a gente escuta a população”.

Nesse momento, a ex-ministra, Ideli Salvatti, disse que “a participação popular sempre foi uma marca muito forte das administrações do PT e seus relatos reafirma esse compromisso”.

RELAÇÃO COM BH E COM O GOVERNO ESTADUAL

“Defendo a articulação regional, mas eu tenho que ter uma reciprocidade”, disse a prefeita. Segundo Marília Campos, muitas vezes a capital quer ditar as regras para outras cidades e não é assim que funciona esse tipo de relação.

Segundo a prefeita de Contagem ela mantém uma relação republicana com o prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, e com o governador mineiro, Romeu Zema.

Foi graças a esta relação, disse a prefeita, que Contagem conseguiu R$98 milhões do governo estadual para concluir as obras da bacia do Córrego Ferrugem, iniciadas com recursos obtidos por Marília em seus mandatos anteriores, ainda com Dilma na presidência do país.

A prefeita também destacou que esta relação possibilitou a parceria que irá reabrir o Parque Fernão Dias para a população e outros projetos de parceria que estão trazendo desenvolvimento para Contagem.

EMPREGOS E DESENVOLVIMENTO

Marília disse que a pandemia afetou de forma diferente cada setor da economia. A indústria foi afetada de forma diferente que o comércio. Por isso a indústria de Contagem não foi tão afetada e a cidade conseguiu, mesmo com a pandemia, gerar novos empregos.

Mas a prefeita disse que isso não basta.

Ela disse que a desigualdade social é algo que precisa ser enfrentado pelo poder público brasileiro.

Marília disse que “precisamos lutar por um outro projeto de desenvolvimento econômico. Precisamos de um modelo que enfrente a desigualdade social”. Um outro mundo é possível, mas é preciso um novo modelo de desenvolvimento, disse a prefeita.

Marília questionou a restrições e o teto de gasto, que limita investimentos em áreas sociais do poder público.

Ela disse que o poder público e o governo federal precisam voltar a investir no futuro do país e destacou a necessidade de voltar a realizar programas e financiamento da habitação, como Minha Casa Minha Vida, realizado nos governo petistas, para combater o déficit habitacional.

MISTÉRIO

A prefeita de Contagem revelou que se orgulha de três coisas: da agilidade na vacinação; do diálogo na educação e de uma terceira coisa que ela fará amanhã! É relacionado à saúde. Mas a petista não disse o que será.

O Coluna1 procurou várias pessoas da administração municipal, mas ninguém revelou o que é.

Diante de tanto mistério, especulações surgem. O Coluna1 resolveu não especular, mas quer saber… o que vocês acham que a Marília vai fazer amanhã? Comente e deixe sua opinião

Congressistas dos EUA pedem explicações ao governo Biden sobre cooperação entre Lava Jato e americanos

Um grupo de congressistas dos EUA pediu que o governo do presidente Biden dê informações sobre a cooperação realizada entre as Agências de Inteligência dos Estados Unidos e o grupo de procuradores da operação Lava Jato. A informação foi publicada com exclusividade pela BBC Brasil, que teve acesso à carta assinada pelos congressistas solicitando informações do Departamento de Justiça norteamericano.

Vazamento de mensagens trocadas entre os procuradores da Lava Jato indicou que houve colaboração ilegal da operação com os EUA e com investigadores da Suiça. Se comprovada, isso pode ser utilizado para anular provas obtidas na operação.

Os congressistas lembram que a colaboração ocorreu nas vésperas das eleições presidenciais brasileiras, em 2018, e podem configurar intervenção ilegal dos Estados Unidos na política interna de outros países.

No texto do pedido de informações, os parlamentares americanos se dizem “preocupados” com “o envolvimento de agentes do Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DoJ) em procedimentos investigativos e judiciais recentes no Brasil, que geraram controvérsia substancial e são vistos por muitos no país como uma ameaça à democracia e ao Estado de Direito”, diz a BBC.

A reportagem da BBC informa que os parlamentares dos EUA temem que as ações de agentes investigativos americanos possam ser vistas como interferência na política nacional brasileira, já que a operação Lava Jato levou ao impedimento da candidatura presidencial de Lula em 2018 e alçou Sergio Moro a Ministro da Justiça do atual presidente, Jair Bolsonaro.

“Há muito tempo estou preocupada com a Lava Jato e suas consequências para a democracia brasileira – particularmente com o que parece ter sido um esforço politizado e falho para prender o ex-presidente Lula e mantê-lo fora das urnas em 2018. Se o Departamento de Justiça desempenhou algum papel na erosão da democracia brasileira, devemos agir e garantir a responsabilização para que isso nunca se repita”, afirmou à BBC News Brasil a deputada democrata Susan Wild, da Pensilvânia, uma das signatárias da carta.

Cabe destacar que o início da colaboração supostamente ilegal entre as Agências dos Estados Unidos e a força-tarefa da Lava Jato teve início ainda no governo Obama, quando Joe Biden, hoje presidente, era o vice e exercia papel fundamental na relação com a América Latina.

Um ponto que também recebeu destaque é o fato de que o Brasil está prestes a entrar em um novo período eleitoral, com nova troca de presidente, e o candidato com maior chances hoje seria justamente o ex-presidente Lula, um dos principais prejudicados pela espionagem ilegal e montagem de provas realizada pela Lava Jato.

Esse fato não passou despercebido pelos congressistas americanos, diz a BBC.  “À medida que o Brasil se aproxima da eleição presidencial de 2022, acredito ser crucial que os membros do Congresso dos EUA deixem claro que a era de interferência acabou – o povo brasileiro deve ser livre para escolher seus próprios governos”, resumiu a parlamentar democrata, Susan Wild.

Para ter acesso à reportagem completa publicada pela BBC Brasil, CLIQUE AQUI.

com informações da BBC Brasil/Mariana Sanches

Quando a farinha é pouca, meu pirão primeiro. Ricos se vacinam na clandestinidade

A Revista Piauí trouxe uma reportagem informando que um grupo de 50 empresários e políticos mineiros se vacinaram de forma clandestina em uma garagem da empresa Saritur. Entre eles estariam o ex-senador e ex-vice governador, Clésio Andrade, e o deputado estadual Alencar da Silveira. PARA LER A REPORTAGEM DA PIAUÍ, CLIQUE AQUI.

Além do surreal, o que chama a atenção é uma realidade da qual o povo se esquece facilmente: os ricos e poderosos só se submetem a lei quando é de interesse deles.

Existe sim um grupo de pessoas que se acham melhores que os outros. Existe um grupo que acredita que pobre só é importante como mão de obra ou como consumidor. Existe um grupo que por sorte ou herança ocupa um lugar privilegiado na pirâmide econômica e que só vê as pessoas de acordo com a sua utilidade.

Esse grupo ganha sempre na economia, porque eles mudam a regra do jogo de acordo com o interesse deles.

Eles cobrem seu egoísmo com um manto de hipocrisia e não tem a menor dificuldade ética ou moral de sacrificar o próximo para se favorecer.

São cristãos até onde interessa. Se afastam da ideia de Jesus assim que ele fala em dividir o pão.

Esse grupo de hipócritas são bandidos travestidos de políticos, porque isso não é política; política pressupõe objetivo comum, interesses comuns, sobrevivência mútua. Eles não querem isso. Eles não estão nem aí se morrem 200 ou 300 mil, eles só querem sobreviver sem esforço.

Esse grupo é comparável aos bandidos pés de chinelo que estão fazendo roubos de vacina em postos de saúde. Nos dois casos, são grupos de bandidos; são inúteis. Desprezíveis e desnecessários.

Eles passam o esforço para o outro, terceirizam o sofrimento que é a vida comum. Eles não se acham comuns e não querem aceitar o custo de viver como os comuns. Se acham melhores. Seus pais e seus avós se achavam melhores e passaram para eles a ideia de que são melhores que os outros. E eles vão passar essa ideia para seus filhos.

Fazem parte de um grupo que não assume, mas se acha casta. São políticos, juízes, empresários, membros do ministério público, meia dúzia de militares do alto escalão. Gente que ganha dinheiro a custas dos outros fazendo nada ou quase nada. Gente que não merece a consideração. Gente que não dá consideração para ninguém.

São um grupo de gente que acha que pobre é lixo, descartável. Morre um pobre, aparecem dois. Demite um pobre, aparecem dois. Nunca vai faltar um pobre para trabalhar e defender esse grupo, essa casta.

Esse bando que se acha melhor que os outros, prende os pobres e a classe média pobre com a esperança de um dia se tornarem ricos. É apenas esperança. Esperança não é nada, não serve para nada. A esperança serve apenas para manter as pessoas esperando por alguma coisa que não vai vir nunca.

Só existe um jeito de mudar essa infeliz realidade e fazer essa casta de parasitas trabalhar, Só existe um jeito de mostrar que privilégios são inaceitáveis. Só existe um jeito. O jeito é parar de esperar.

A bandeira da revolta tem que voltar para as mãos certas. A revolta tem que se aliar novamente à justiça. Caso contrário os injustos continuarão utilizando a revolta infértil dos pobres para jogar um pobre contra o outro. O único jeito é parar de esperar.

Bolsonaro mostrou fraqueza, cambaleou em rede nacional e os tubarões já sentiram o cheiro de sangue

Ontem Bolsonaro mostrou fraqueza. Para seu estilo de fazer política, mostrar fraqueza é um perigo. Bolsonaro é cria da nova estratégia política que utiliza a internet como espaço de mobilização da raiva popular para ganhar eleições. Neste modelo, não se vence com propostas, com representação de classes ou grupos; no modelo adotado pelo presidente, as eleições são vencidas tornando-se representante da maior quantidade de raiva possível.

O problema para Bolsonaro é que, nesse modelo, demonstrar medo é fatal. Ele se cercou de grupos raivosos, dispostos a agredir e destruir tudo. Esses grupos respeitam Bolsonaro, pois identificam nele o maior de todos os raivosos, o indestrutível. Não são grupos liderados pelo carisma, são grupos liderados pela força. Para esses grupos, o líder fraco é inaceitável, pois um líder fraco enfraquece o grupo todo.

É como se Bolsonaro começasse a sangrar no meio de um monte de tubarões famintos. Tudo que eles querem é sangue, não importa de quem seja. Animal ferido vira caça. Os grupos que deram base a Bolsonaro farejam sangue a quilômetros. Se Bolsonaro começar a sangrar no meio deles, se tornará o prato principal do almoço de amanhã.

Vejam o que houve com Sérgio Moro. Num dia ele era o herói bolsonarista. Ontem ele foi jantado no STF sem nenhuma reação de Bolsonaro e seus soldados. Basta sangrar e mostrar fraqueza que você vira o alvo da vez.

Maquiavel, pensador político muito útil para os dias atuais, em que a política se torna cada vez mais bruta e indecorosa, diz em seu livro que é melhor ser temido do que amado. Para Maquiavel, o excesso de piedade é uma das falhas que podem levar à derrota do governante. Para Bolsonaro isso também era uma verdade.

O governo Bolsonaro sempre observou esta regra à risca. No dia 24 de março do ano passado a população brasileira tinha aderido a um quase lockdown generalizado. Assustados com as imagens que vinha da Itália e da Espanha, os brasileiro tinha aceitado que era necessário parar a economia durante alguns dias. Mas existia, e ainda existe, muito medo em relação ao desemprego e muita raiva dos comerciantes que se viram obrigados a fechar seus negócios.

Bolsonaro, como cria de seu tempo e resultado de suas estratégias, sabia que não foi eleito pela prudência ou seriedade. Bolsonaro foi eleito pelo medo e pela raiva, logo, não poderia tomar outra atitude senão ficar ao lado da raiva.

Na noite infeliz de 24 de março de 2020, Bolsonaro foi à televisão e fez o mais dispensável discurso desta pandemia. Foi nessa noite triste que ele jogou brasileiros contra brasileiros, politizou a pandemia; politizou remédios como cloroquina e ivermectina, que poderiam ser úteis, mas se tornaram peça de campanha; politizou a cura através da vacina; enfim, politizou a vida e a morte.

Naquele discurso, há um ano atrás, Bolsonaro disse que “algumas poucas autoridades estaduais e municipais devem abandonar o conceito de terra arrasada, como proibição de transporte, fechamento de comércio e confinamento em massa. O que se passa no mundo tem mostrado que o grupo de risco é o das pessoas acima dos 60 anos. Então, por que fechar escolas? Raros são os casos fatais de pessoas sãs, com menos de 40 anos de idade. 90% de nós não teremos qualquer manifestação caso se contamine”, disse ele. Ali, naquele momento, nossa tragédia nacional se agravou.

Foi nesse discurso também que ele disse que tinha histórico de atleta e que não sentiria nada, que o Covid era uma gripezinha e chamou a cobertura da imprensa de “histeria”.

Foi naquela infeliz noite de 24 de março de 2020 que Bolsonaro mobilizou sua turba e colocou o Brasil no caminho das 300 mil mortes e rumo à liderança da catástrofe mundial. Hoje o Brasil é exemplo, como disse o presidente, exemplo do que não deve ser feito.

Em março do ano passado, as pessoas ouviram o chamado do presidente. No dia seguinte, as medidas restritivas adotadas em cidades de todo o Brasil começaram a cair por terra. Qualquer um que se colocasse a favor da restrição foi chamado de “covarde” ou acusado de defender fechamento “porque está com a vida ganha”. A medicina e a ciência se tornaram políticas.

Ontem, contudo, Bolsonaro mudou o tom. Um ano depois daquela fatídica noite de 24 de março o presidente Bolsonaro aceitou a gravidade da pandemia, enalteceu a vacina como salvação e não falou nem uma vez sequer em curas milagrosas fora da ciência.

Os grupos de apoio a Bolsonaro nas redes sociais estão silenciados. Os produtores de conteúdo dessas redes devem estar readequando os memes, os vídeos e posts. O trabalho deles agora será convencer que Bolsonaro nunca mudou, que ele sempre defendeu a vacina e nunca subestimou a doença. É provável que hoje a noite, posts neste sentido comecem a circular.

A razão para Bolsonaro mudar é simples. A população está com mais medo de morrer de Covid do que de ficar desempregada. Bolsonaro, como eu disse lá atrás, sempre fica do lado do medo. Logo, adotou o discurso da vacinação. Hoe ele tem medo do vírus. Ficar em casa e usar máscaras não é mais coisa de

Maquiavel também explica essa mudança do presidente. Segundo Maquiavel, o governante deve ser dotado da sabedoria do Leão para espantar lobos e da sabedoria da raposa para se proteger de armadilhas. Por isso, diz Maquiavel, “não pode e não deve um príncipe prudente manter a palavra empenhada quando tal observância se voltar contra ele e hajam desaparecido as razões que a motivaram.

Maquiavel completa dizendo que essa habilidade de mudar de opinião é a habilidade da raposa, mas ele diz que “é necessário saber disfarçar bem essa habilidade e ser grande simulador e dissimulador. E são tão simples os homens e tanto obedecem às necessidades presentes que aquele que engana sempre encontrará alguém que se deixe enganar”.

O problema é que Bolsonaro chegou a presidência como líder de um exército. E todo líder de exército tem a obrigação de não trair seus soldados. Bolsonaro traiu. Fez seus apoiadores se exporem a todos os ridículos possíveis. Agora, sem maiores explicações, o presidente simplesmente muda sua opinião.

Sempre haverá aqueles que se deixam enganar. É fato, como disse Maquiavel. Mas há erros que as pessoas não perdoam. Já que a base teórica aqui é Maquiavel, vamos buscar no escritor italiano a razão do risco que corre Bolsonaro. Segundo Maquiavel, o homem perdoa mais facilmente aquele que matou seu pai, do que aquele que tirou seus bens ou sua honra.

Se esta premissa for realidade, os tubarões que já perceberam a fragilidade do presidente podem estar prestes a atacar. Milhares de brasileiros perderam pais e mães como resultado da estratégia pífia do governo para combater a pandemia. Ainda que todos sejam capazes de esquecer isso, vários desses perderam também seus bens e recursos. O brasileiro está órfão e ainda mais pobre.

Mas se não bastassem a orfandade e a pobreza, o discurso de ontem atingiu em cheio a honra de muitos defensores que se sentiram feitos de bobos pelo presidente. Prejudicar pais e mães, fazer perder dinheiro e ter a honra atingida estão na raiz do fracasso de qualquer governante. Por isso Bolsonaro, abra o olho, os tubarões já sentiram o cheiro de sangue.

Fernando Haddad, indicado por Lula para disputa eleitoral em 2022, esteve hoje na prefeitura de Contagem

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Fernando Haddad, ex-prefeito de São Paulo e candidato à presidência da República pelo PT em 2018, visitou Contagem e foi recebido pela prefeita Marília Campos. Contagem é uma das maiores cidades governadas pelo PT e será importante nas articulações para as eleições de 2022.

Entre os assuntos que pautaram o encontro, a necessidade do fortalecimento da esquerda para o enfrentamento do desmonte de políticas públicas promovido pelo bolsonarismo. O petista já havia tratado do tema antes, em entrevista à Rádio Super FM. Ele visitou o prefeito de Belo Horizonte e disse que Kalil é uma liderança interessante e que pode contribuir na construção de um “campo progressista” para se contrapor a Jair Bolsonaro. Após Belo Horizonte, ele veio visitar Contagem.

A reunião em Contagem teve a participação de Fernando Haddad, da Prefeita Marília Campos e do presidente do PT em Contagem, Miguel Ângelo. Também acompanharam a visita o deputado federal Odair Cunha, o deputado estadual Cristiano Silveira, a presidente nacional do PT, deputada federal Gleisi Hoffman, a presidente do PT-MG, Cida de Jesus, a tesoureira nacional do PT, Gleide Andrade, a vereadora Moara Saboia e secretários municipais.

Após o encontro, Miguel Ângelo ressaltou a importância da visita: “Muito significativa a presença do Haddad em Minas, especialmente na cidade de Contagem. Como gostamos de dizer, Contagem não é uma ilha, e a falta de liderança dos governos federal e estadual afeta diretamente a vida dos contagense. Em Contagem, temos fortes lideranças, como Marília, que têm atacado de frente os problemas na cidade, em especial a pandemia, priorizando o diálogo e a construção de consensos. E no Brasil, como bem lembrou Haddad, temos o ex-presidente Lula, que quando presidente, em três meses, vacinou mais de 80 milhões de brasileiros contra o H1N1.

Durante a visita, Haddad criticou “a inoperância e a irresponsabilidade” do governo Bolsonaro no combate à crise econômica e à pandemia de Covid-19. Já a prefeita abordou as ações de seu governo, a exemplo do programa Pacto pela Vida, que tem apresentado resultados positivos no combate à doença.

A deputada federal Gleisi Hoffman, presidenta nacional do PT, destacou a importância do partido conhecer as realidades locais das cidades.

Grande quantidade de indicações marcam o início de trabalho dos novos vereadores em Contagem

A grande quantidade de indicações e pedidos dos vereadores chama a atenção de quem acompanha a política da cidade. Esse ano, em menos de dois meses, foram apresentadas 614 indicações para a prefeitura.

Em 2020, a Câmara encerrou o ano com aproximadamente 3000 indicações. Esse ano, seguindo o mesmo ritmo, os vereadores chegarão em quase 5000 indicações.

É normal que um início de mandato tenha mais ação dos vereadores, que acabaram de ser eleitos e trazem demandas urgentes de suas regiões. Mas mesmo quando comparamos períodos iguais, do início de mandato desta legislatura com a anterior, é possível identificar um aumento. Entre o dia 1 de janeiro e o dia 16 de fevereiro de 2017, foram 162 indicações, menos da metade do que foi apresentado até agora nesta legislatura.

As indicações são, geralmente, pedidos de capina, limpeza, operação tapa-buraco, uma obra específica ou um pedido de ação da prefeitura, como por exemplo, a inclusão dos funcionários de funerárias e cemitérios na lista dos grupos prioritários para vacinação contra Covid-19.

A grande quantidade de indicações mostra que existem várias demandas reprimidas na cidade, ou seja, a população de Contagem necessita de várias intervenções e ações urgentes da prefeitura. Mas, ao mesmo tempo, mostra a necessidade priorização e diálogos, inicialmente entre os vereadores e, depois, entre eles e a Prefeitura.

Dificilmente a administração municipal conseguirá realizar tapa-buraco e capina em todas as ruas e bairros já solicitados entre uma semana e outra. Muitos dessas solicitações são formas que os vereadores têm de mostrar para suas bases que eles estão trabalhando. Mas dificilmente serão atendidos no prazo que a população imagina, pois não existe pessoal, recursos ou tempo para conseguir atender a todos tão rapidamente. No fim, são os próprios vereadores que correm o risco de perder credibilidade diante da população.

Moara Saboia foi escolhida líder de governo na Câmara dos Vereadores, poder legislativo municipal

A vereadora Moara Sabóia (PT) foi indicada para ser a líder de governo na Câmara Municipal de Contagem junto ao o vereador Teteco (MDB), indicado a vice-líder de governo.

O anúncio foi feito pelo presidente da Casa, vereador Alex Chiod (PSD), durante a reunião plenária desta terça-feira (9/2). A prefeita Marília Campos recebeu hoje (10/2), em seu gabinente, a dupla de vereadores que serão responsáveis pela articulação dos projetos do Executivo na Câmara Municipal.

“Tenho confiança no compromisso da vereadora Moara e do vereador Teteco em somar esforços para fazer de Contagem uma cidade melhor e mais justa para todos e todas.

Eles representam a novidade, na figura da Moara, eleita vereadora pela primeira vez, e a experiência na, na pessoa do Teteco, que assume o seu sétimo mandato como vereador”, afirma a prefeita. Segundo a vereadora Moara, a indicação é um desafio que foi aceito por acreditar no projeto de governo que a prefeita defende. “Um projeto que vai gerar empregos, organizar as contas públicas e garantir o desenvolvimento da cidade”, disse.

O vereador Teteco reafirmou, junto à vereadora Moara, o compromisso em aprovar, com agilidade, os projetos de lei que propõem mudanças no IPTU residencial da cidade. Dentre as principais propostas do Executivo estão o desconto de 15% no imposto relativo ao ano de 2021 e o projeto “Regulariza Contagem”, que prevê a renegociação de dívidas da população e comerciantes, referente aos anos de 2017 até 2020, em até 48 parcelas.

Deputados federais visitam a Prefeita Marília. Encontros discutem parcerias políticas e investimentos na cidade

Nesta segunda-feira, Marília Campos se reuniu com os deputados Rogério Correia(PT) e Júlio Delgado(PSB). O encontro faz parte das articulações políticas da prefeita para obter apoios para o município em outras instâncias de poder.

Durante a reunião com Júlio Delgado, o parlamentar se colocou à disposição para discutir as pautas da cidade em Brasília, além de recursos para a implementação de políticas públicas em benefício da população.

Na oportunidade, a prefeita Marília Campos falou sobre a necessidade de recuperação dos equipamentos públicos nas áreas, ambiental e cultural, bem como parques e espaços culturais. “O Cine Teatro Municipal, por exemplo, está fechado e precisando de reforma. É um equipamento muito importante para a cidade”, reiterou a prefeita.

encontro com Júlio Delgado(PSB) – foto divulgação PMC

No encontro com Rogério Correia foram discutidos temas nacionais, como as reformas administrativa e tributária previstas para tramitar na Câmara Federal e o impacto disso no município. A reunião foi acompanhada pelo secretário de Governo, Pedro Amaral.

Além da atuação prioritária do governo na saúde, Marília também destacou como essenciais para o bem-estar da população os investimentos em equipamentos públicos, como parques e teatros. A prefeita citou dois exemplos importantes para a cidade, tais como, a revitalização do Parque Fernão Dias e a reforma e reabertura do Cine Teatro Municipal.

O deputado Rogério Correia se colocou à disposição para ajudar nessas demandas de interesse social, além de enviar recursos federais para melhorias em outras áreas, como educação, saúde e segurança pública.

Encontro com Rogério Correia (PT) – foto divulgação PMC

As prefeitura já se reuniu com o governador Zema e deputados estaduais e foi eleita para o cargo de vice-presidente da Granbel, associação que representa os municípios da região metropolitana de Belo Horizonte.

Leo Motta, deputado federal que tem base eleitoral em Contagem, comemora possível derrota de Rodrigo Maia na Câmara

O Deputado Federal Leo Motta, que tem base eleitoral em Contagem e é pai do vereador Abne Motta, comemorou nas redes sociais uma possível derrota do candidato Baleia Rossi, apoiado pelo atual presidente da Câmara, Rodrigo Maia, que é contrário ao presidente Jair Bolsonaro.

Numa estratégia de manter o discurso agressivo e violento que elegeu Jair Bolsonaro, o deputado de Contagem chamou Rodrigo Maia de “bebê chorão” e disse nas redes sociais que ele está agindo “como aqueles filhos mimados e pirracentos, quando não ganham o seu brinquedo favorito”.

A eleição na Câmara dos Deputados acontece hoje, às 19h. Até alguns dias atrás, a eleição indicava vitória de Rodrigo Maia e seus apoiadores. Mas o governo federal interviu com liberação de dinheiro à emendas de deputados e hoje a situação virou.

3 Bilhões de reais aos deputados para garantir votos

O presidente Jair Bolsonaro teme que uma vitória de Baleia Rossi facilite o trâmite de um processo de impeachment no Congresso. Por isso, o empenho para tirar votos do deputado.

Numa tacada só o governo liberou 3 bilhões de reais para emendas de deputados federais. Todo esse dinheiro visa garantir o apoio de 285 deputados, beneficiados com as emendas.

A eleição na Câmara indicava uma vitória dos deputados Baleia Rossi e Rodrigo Maia, porém o governo de Jair Bolsonaro resolveu entrar em campo com todo o dinheiro e recursos do governo federal para evitar essa situação.

Cargos e Ministérios também estão na mesa de negociação

O desespero para conseguir apoio e evitar uma derrota na Câmara fez o governo federal também colocar na mesa ministérios e cargos no alto escalão.

O ministério do Turismo foi um dos primeiros rifados. O antigo ocupante do cargo, deputado Marcelo Álvaro Antônio, que é do mesmo partido de Leo Motta, voltou para a Câmara para abrir vaga no ministério.

Na época, o ex-ministro chegou a chamar o General Ramos, articulador do governo, de “traíra”. Em troca de mensagens o deputado disse “Ministro Ramos, o Sr. entra na sala do presidente comemorando algumas aprovações insignificantes no Congresso, mas não diz o altíssimo preço que tem custado; conheço de Parlamento, o nosso governo paga um preço [nunca visto antes] por aprovações de matérias…”

Um dos candidatos à eleição, André Janones, do Avante de Minas Gerais, disse que o Ministério da Educação foi ofertado a partidos para convencer deputados a votar a favor do governo. Nas redes sociais Janones disse que a intervenção do governo transformou a Câmara dos Deputados em balcão de negócios.

Segundo André Janones “Clima tenso por aqui. Estão negociando a sua vida e o seu futuro em troca da presidência da câmara. Até o MEC já virou moeda de troca. Eu sigo só com Deus e o povo! NENHUM deputado até agora aceitou me apoiar sem receber nada em troca”, disse.

Segundo levantamento do Estadão, 140 deputados teriam mudado o voto e passado a apoiar Lira após o envio de recursos extras do Ministério do Desenvolvimento Regional para seus redutos eleitorais.

Por outro lado, ameaça de impeachment

Do outro lado da mesa de negócios, o atual presidente da Câmara, que durante seus dois anos de mandato segurou mais de 60 pedidos de impeachment, ameaça liberar hoje a tramitação de um desses pedidos.

Outras posições

Outro deputado que representa Contagem no parlamento, Newton Cardoso Junior não fez manifestações públicas a respeito da eleição na Câmara dos Deputados.

foto: AgênciaCâmara

Plenárias da Câmara dos vereadores retornam amanhã com requerimentos, indicações e moções

A primeira sessão legislativa da 19ª Legislatura da Câmara Municipal de Contagem começa na próxima terça-feira (02/02), quando os 21 vereadores eleitos no último pleito se reunirão, em plenário, para a realização da primeira reunião ordinária de 2021.

Em razão da pandemia da Covid-19 e, consequentemente, em cumprimento ao decreto nº 004/2021 da Prefeitura de Contagem, a reunião plenária será presencial para os vereadores, porém fechada para  público externo, que poderá acompanhar, de toda forma, a reunião na íntegra pelas redes sociais da Câmara – Canal do Youtube e página no Facebook – a partir das 9h.

A pauta da reunião – aquilo que deverá ser votado pelos vereadores – é livre, ou seja, embora muitos parlamentares já tenham elaborado projetos de lei, eles ainda não poderão ser apreciados em plenário. Sendo assim, as discussões devem ser baseadas nos requerimentos, indicações e moções que já foram apresentados, em grande número, pelos vereadores.

Isto porque a tramitação das matérias precisa seguir criteriosamente o regimento interno da Câmara, que determina que os projetos devem ser, a princípio, protocolados na diretoria legislativa, de onde seguem para serem lidos em plenário (sem votação).

Somente depois da leitura em reunião plenária os projetos apresentados seguirão para avaliação da Procuradoria-Geral da Casa e das comissões temáticas, responsáveis por emitir os pareceres sobre eles. Nos pareceres, os projetos são analisados quanto à legalidade e constitucionalidade do que foi proposto pelo parlamentar. Depois de todo este processo, enfim as matérias entram na pauta para serem votadas pelos vereadores.

O presidente da Casa, vereador Alex Chiodi (Solidariedade), destaca que a 19ª Legislatura tem como característica essencial a representatividade, uma vez que os vereadores, assim como a população, são diversos em ideias, regiões, posicionamentos políticos e, principalmente, em gênero. “Temos quatro vereadoras, o segundo maior número de mulheres na história do nosso legislativo”, comemora.

Ainda de acordo com o presidente, além da prevenção contra a Covid-19 e a vacinação, a Câmara está firme no propósito de discutir assuntos de grande interesse da população contagense, “especialmente a redução do IPTU residencial e comercial, e a revisão da taxa de publicidade” garante Chiodi. “E mesmo de forma remota, participem, mandem sugestões, acompanhem o nosso trabalho. Faremos de tudo para termos uma Câmara aberta e próxima das pessoas”, finaliza.

com informações: CMC/LorenaCarazza