Prefeitura muda postura e diz que fechar UPA da Sede é ideia embrionária. Outra proposta é transformar UPA em UBS e encerrar atendimento de urgência e emergência

A prefeitura realizou uma reunião com trabalhadores da UPA da Sede na semana passada e comunicou a todos os funcionários que a unidade seria transformada em centro de atendimento psicossocial e integrar a rede de apoio à saúde mental em Contagem. Pessoas que participaram da reunião chegaram a relatar que foi informado aos trabalhadores que eles teriam que escolher entre continuar ou deixar a unidade após a mudança de atendimento e que essa mudança era dada como certa.

A notícia correu a cidade e foi mau recebida pela população da Sede. Depois da reação, a prefeitura mudou as notícias que tinham sido divulgadas a respeito do assunto e informou que a ideia de transformar a UPA Sede em um Centro de Atenção Psicossocial – Caps, dentro da estrutura da Rede de Atenção Psicossocial, é apenas uma proposta “embrionária” e que outras propostas também estão colocadas para o debate.

A mudança de posição foi confirmada na noite desta segunda-feira. A prefeita Marília Campos chamou uma reunião com os membros do Conselho Municipal de Saúde,  a diretora do Distrito Sanitário Sede, Aparecida Santana, o administrador regional, Lindomar Diamantino, o vice-prefeito, Ricardo Faria, o secretário de saúde, Fabrício Simões, e o secretário de governo, Pedro Amaral e divulgou a mudança de proposta.

De acordo com a administração municipal, a reunião faz parte de um primeiro debate “para formatar uma proposta que aproveite a estrutura do prédio e a localização da unidade para melhorar a assistência à saúde pública na cidade”. 

Ainda de acordo com o governo municipal, uma nova reunião ampliada, desta vez com a participação da comunidade será realizada na próxima quarta-feira, 27/10, às 18h30, no hall principal da Prefeitura de Contagem.

Na reunião surgiu uma nova proposta, transformar a UPA em UBS – Unidade Básica de Saúde. A ideia agora é transferir a UBS Cad para o atual local da UPA Sede, com reforma e readaptação do local para receber o equipamento que já funciona na avenida Prefeito Gil Diniz, 401, bairro Arcadia.

Caso a UBS Cad passe a funcionar na estrutura da UPA, ela receberia uma carteira maior de serviços, inclusive com horário estendido de maneira permanente, com o objetivo de fortalecer o atendimento na Atenção Básica no município.

Essa mudança foi bem avaliada pelos conselheiros municipais presentes e também pelos representantes da Administração local, como o administrador da Regional Sede, Lindomar Diamantino, e a diretora do Distrito Sanitário Sede, Aparecida Santana.

“Ainda é uma proposta. Temos sugestões de um Caps, de uma UBS. Eu acredito que ter uma UBS com um horário estendido será um ganho para a população. Lá comporta a estrutura e vem ao encontro de nossa demanda. Vem também ao encontro da proposta da Prefeitura de fortalecer a Atenção Primária”, disse Diamantino.

Atualmente, a UBS Cad tem registradas 19 mil famílias em seu cadastro, funcionando com três Equipes de Estratégia Saúde da Família – ESF, e com duas Equipes de Atenção Básica – EAB, reunindo aproximadamente 30 servidores. A unidade atende aos bairros Três Barras, Funcionários, Sede, parte dos bairros Alvorada, Central e Camilo Alves.

“A UBS Cad tem um grande número de atendimento assistencial, tanto por parte da enfermagem, quanto por parte da assistência médica, e se essa mudança vier com o reforço da unidade e a ampliação de horário, a população da região Sede de Contagem só tem a ganhar”, avaliou Aparecida.

Diferença entre UPA e UBS

De acordo com o Ministério da Saúde, a UPA é unidade destinada ao atendimento de urgência e emergência. Local adequado para o primeiro atendimento em casos de cortes, fraturas, febre e pressão alta, infarto e derrames. A UPA é ligada diretamente ao SAMU e deveria evitar encaminhamento ao Pronto-Socorro.

As UBS, por sua vez, realizam o atendimento básico de saúde, como consultas de pré-natal, acompanhamento de hipertensos, diabéticos e pessoas acometidas por doenças como hanseníase e tuberculose, além da distribuição de medicamentos gratuitos e vacinação. A UBS é a porta de entrada do SUS e, de acordo com o ministério, deve suprir 80% da demanda por atendimentos dos usuários do sistema.

Justificativa para fechar a UPA da Sede

A Secretaria Municipal de Saúde – SMS detalhou dados técnicos que mostram que a UPA Sede registra fluxo de usuários abaixo do que é estabelecido como meta pelo Ministério da Saúde.

Segundo dados da SMS, o equipamento tem um custo médio mensal estimado para os cofres municipais de R$ 775. 435,19. No entanto, o município só recebe em contrapartida R$ 125 mil, sendo R$100 mil provenientes do Ministério da Saúde, e R$ 25 mil do governo estadual, cabendo a Prefeitura arcar sozinha com R$ 650.435,19. 

Mesmo diante do alto custeio, a unidade é a que registra a menor média de atendimento entre todas as UPAs da cidade sendo, a primeira a UPA JK, a segunda, Vargem das Flores, a terceira, UPA Ressaca, e a quarta, UPA Petrolândia. Os dados são do Sistema de Informação Ambulatorial – SIA/SUS, e se referem aos anos de 2017 a 2020.

A prefeitura não apresentou avaliação das razões para a pouca procura na unidade.

Mesmo com a decisão de fechar a UPA da Sede em razão de pouca procura, a prefeitura divulgou que pretende abrir outras duas UPAs na cidade, uma na regional Nacional e outra na regional Industrial.

Aprovado o projeto que permite a prefeitura criar uma entidade sem fins lucrativos para substituir o IGH na saúde municipal

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Em novembro deste ano, termina o contrato do Instituto de Gestão e Humanização (IGH), organização social que realizava a administração do Complexo Hospitalar Municipal e das cinco Unidades de Pronto Atendimento (UPA) da cidade, até a intervenção da Prefeitura de Contagem, em junho, para avaliar possíveis irregularidades e garantir a continuidade dos serviços.

Considerando a iminência de mudança na gestão desses equipamentos de saúde, e com objetivo de repetir experiências bem sucedidas de outras localidades, com a manutenção do controle governamental e social, a Câmara de Contagem aprovou, nesta terça-feira (05/10), o Projeto de Lei 21/2021, que autoriza o Executivo a instituir Serviço Social Autônomo (SSA) na saúde.

Trata-se de uma entidade paraestatal, sem fins lucrativos, de interesse coletivo e utilidade pública, com a finalidade de auxiliar o município, em regime de cooperação, a manter e prestar serviços de assistência à saúde, observadas as diretrizes e políticas do Sistema Único de Saúde (SUS).

“A Constituição de 1988, no art. 240, autoriza a instituição de entidades privadas para execução de serviço social. No âmbito da saúde, colhem-se experiências exitosas em outras municipalidades, como o Instituto Hospital de Base, no Distrito Federal, a rede Sarah de Hospitais de Reabilitação e o Hospital Metropolitano Doutor Célio de Castro, em que são mantidos os controles governamentais e da própria sociedade, agrega-se flexibilidade gerencial, celeridade e efetividade na prestação de imprescindíveis serviços de saúde”, explica a prefeita Marília Campos, na justificativa ao projeto.

Organização

O PL trata da organização do SSA – com o Conselho de Administração garantindo a representatividade da sociedade civil organizada; a Diretoria Executiva sendo eleita por esse grupo; e o Conselho Fiscal nomeado pela prefeita. Prevê, ainda, a elaboração de um estatuto e regimento interno da entidade, além de permitir a celebração de contratos e convênios. O Serviço deve prestar contas e será fiscalizado pela Secretaria Municipal de Saúde.

Os recursos para a execução dos serviços de saúde serão oriundos dos repasses previstos no contrato de gestão a ser assinado com o Município, entre outras transferências e repasses públicos ou privados, receitas de seus patrimônios e serviços, doações etc. O Executivo também está autorizado a remanejar e suplementar o orçamento. Além disso, o SSA poderá captar recursos para desenvolver atividade de ensino, pesquisa, extensão e avaliação de tecnologias, mediante convênios e contratos com outras instituições.

Em relação às contratações de pessoal e regime de trabalho, serão nos termos da CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas), com autonomia administrativa para a Diretoria Executiva e realização de processo seletivo. Além disso, o SSA poderá ter servidores cedidos pela Prefeitura; e, ainda, para ajudar na transição de gestão, aqueles até então contratados pela IGH no sistema de saúde, e também contratações temporárias para reposição do quadro transitório.

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Debate e emendas

O PL 21/2021 chegou à Câmara carregado de expectativas, diante dos problemas enfrentados na gestão realizada nos últimos anos pela IGH. Já na discussão em primeiro turno, na última semana, o vereador Carlin Moura (PDT) destacou a importância da legislação e a necessidade de alterações.

“O propósito deste projeto é criar um novo instrumento jurídico que vai substituir a organização social IGH na gestão da saúde pública. Ele é inspirado em experiências positivas com Serviço Social Autônomo em outros lugares, como Belo Horizonte. Em uma primeira leitura, parece positivo, e votarei favoravelmente, mas apresento emendas para aprimorá-lo”, explicou.

Aprovado por unanimidade na ocasião, ele voltou ao plenário nesta terça-feira (05/10), para votação em segundo turno, junto com os pareceres e as três emendas de Carlin Moura, que defendeu as modificações.

“A proposta da Prefeitura é aproveitar o pessoal que está trabalhando para a IGH, para não gerar descontinuidade, o que é correto. Mas não acho certo que seja permanente, por isso, uma emenda propõe um prazo para a transição, de 90 dias, podendo ser prorrogado por mais 90, para que seja realizado o processo seletivo. A segunda é para garantir que, aqueles que fazem o processo seletivo, mesmo não sendo servidores efetivos, tenham direito a um processo administrativo e não sejam demitidos sem justa causa”, explicou.

A líder de governo, vereadora Moara Saboia (PT), expressou discordância em relação às duas primeiras emendas, que, segundo ela, “descaracterizariam o projeto e os avanços que representa”, e orientou a base de governo a votar contrariamente. E ambas foram derrubadas por 16 votos a quatro – a favor, apenas Carlin Moura, Abne Motta (DC), Hugo Vilaça e José Carlos (Avante).

A terceira emenda, por outro lado, foi bem aceita pela liderança de governo. Ela autoriza o SSA a prestar também serviços de saúde animal, “para o caso de criarmos um hospital ou clínica veterinária pública”. Com isso, ela foi aprovada com 19 votos a favor, e abstenção apenas de Zé Antônio (PT).

Por fim, o projeto de lei foi aprovado em segundo turno por unanimidade, com acréscimo dessa última emenda de Carlin Moura. E segue para a Prefeitura, passando a valer a partir de sua publicação no Diário Oficial do Município. No entanto, há necessidade ainda de regulamentação e de normas complementares expedidas pelo Executivo e Secretaria de Saúde.

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Fonte: CMC/LeandroPerché – Foto: PMC/RonaldoLeandro

Recusa a doação passa de 30% para 50% na pandemia, mas Contagem traz histórias inspiradoras de vida e amor

Foram várias as consequências negativas das pandemia de Covid-19. Uma delas, pelo menos em Minas Gerais, foi a maior dificuldade de encontrar doadores de órgãos. Para que alguém doe seus órgãos, é necessário que os familiares autorizem. Mas as famílias estão resistindo mais em realizar esse ato de amor.

De acordo com o diretor do MG Transplantes, Omar Lopes Cançado, a taxa de recusa, atualmente, está próxima dos 50%. “É um número muito alto. Trabalhávamos anteriormente com um percentual de 30% de negativas em relação à doação. Por isso, é essencial avisar sobre o desejo de ser doador, pois a família tende a seguir a vontade manifestada pelo ente”, explica.

O momento da doação de órgãos é delicado; é triste. Os familiares precisam tomar a decisão ao mesmo tempo em que vivem a dor pela morte de um ente querido. Não é fácil. Mas é necessário.

Doar órgãos pode trazer vida em um momento em que o peso da morte inunda de tristeza a vida das pessoas. Doar órgãos é vida. É necessário e, por isso, é importante falarmos disso antes.

A psicóloga do MG Transplantes Eliane Gonçalves Silva ressalta que há um trabalho baseado no acolhimento familiar para a redução das recusas. “É uma situação bastante delicada. Temos a preocupação de dialogar com muita sensibilidade, respeito, empatia e, principalmente, disposição para esclarecer todas as dúvidas. Além disso, estamos sempre promovendo treinamentos para profissionais da área da saúde que irão lidar com os pacientes e seus familiares, desde a entrada no hospital”, afirma. 

Eliane acredita que os protocolos sanitários necessários neste momento de pandemia contribuem para o aumento das recusas. “Todo o processo acaba levando mais tempo porque temos que seguir o manejo estabelecido pelas autoridades de saúde. Isso também prolonga a angústia da família, que, muitas vezes, acaba desistindo”, pondera. 

Dez vidas transformadas pela doação em Contagem

Mas se a realidade da doação de órgãos desanima, Contagem conta histórias de alegria que nos inspiram a agir.

Nas duas últimas semanas o Hospital Municipal de Contagem foi cenário de histórias de amor e doação. Se para cinco famílias o momento foi de muita perda e dor, para outras dez o gesto significou uma nova chance de vida. A família de um paciente doou o fígado, outras cinco doaram córneas.

O Hospital Municipal de Contagem é uma das instituições responsáveis pela captação de órgãos em Minas Gerais. Segundo a Associação Brasileira de Transplante de Órgãos – ABTO existe, no Brasil, cerca de 400 equipes médicas cadastradas para realizar transplantes de órgãos e tecidos, como rim, rim/pâncreas, fígado, coração, pulmão, medula óssea e córnea, entre outros.

 Renata Graziela Soares, médica da Comissão Intra-hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes – CIHDOTT do Hospital Municipal, não economiza elogios para a equipe da instituição envolvida com todas as etapas do processo de captação. “São cerca de 100 pessoas. Médicos, enfermeiros, auxiliares de enfermagem, nutricionistas, psicólogos, assistentes sociais e fisioterapeutas, entre outros profissionais igualmente importante para o sucesso do procedimento”, destaca.

Tipos de doador e fila de espera da doação de órgãos

Há três tipos de doadores, o doador em Morte Encefálica, o doador vivo e o doador de coração parado. É importante comunicar à família o desejo de ser doador, não é necessário deixar nada por escrito. Podem ser doados os seguintes órgãos e tecidos: córneas, coração, pulmões, rins, fígado, pâncreas, intestinos, pele e tecidos musculoesqueléticos. O doador vivo é qualquer pessoa saudável que concorde com a doação, sem comprometimento de sua saúde e aptidões vitais. Por lei, podem ser cônjuges e parentes até o quarto grau.

Os doadores vivos podem doar um dos rins, a medula óssea, uma parte do fígado e uma parte do pulmão. O potencial doador vivo também deve ser encaminhado a um Centro Transplantador, para que se verifique as possibilidades do transplante. A retirada de tecidos e órgãos de doador falecido para transplantes depende da autorização do cônjuge ou parentes até o segundo grau, que são consultados após o diagnóstico de morte encefálica (parada total e irreversível do cérebro, atestado por diversos exames).

Quando o paciente está em quadro de morte encefálica, podem ser retirados todos os órgãos passíveis de doação. Com o coração parado é possível doar apenas as córneas, que podem ser retiradas num prazo de até seis horas. Para entrar na lista de receptores de órgãos e transplante é preciso ser encaminhado por um médico para um dos Centros Transplantadores. O paciente é submetido a vários exames, que variam conforme o caso clínico, para que seja comprovada a necessidade do transplante.

Para a realização do transplante, há uma lista única do Estado de Minas Gerais, sob a responsabilidade do MG Transplantes, em que são observados vários critérios: urgência, compatibilidade de grupo sanguíneo, compatibilidade anatômica (tamanho do órgão e do paciente), compatibilidade genética, idade do paciente, tempo de espera, dentre outros critérios.

com informações PMC e Agência Minas

Prefeitura deve destinar mais R$34 milhões para garantir funcionamento da saúde. Recursos devem quitar dívidas do IGH

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A prefeitura solicitou à Câmara dos Vereadores que autorize o uso de mais R$34 milhões para subsidiar o IGH e garantir o funcionamento dos serviços de saúde em Contagem, no âmbito da intervenção que está sendo realizada no instituto.

No mês passado, em julho, a prefeitura já tinha recebido autorização para investir R$15 milhões. A nova solicitação acontece após os responsáveis pela intervenção concluírem apurações e constatar a necessidade de um aporte ainda maior.

De acordo com a mensagem encaminhada pela prefeitura ao legislativo, os recursos devem “subvencionar recursos imprescindíveis à garantia da continuidade da prestação de serviços de assistência à saúde e do regular funcionamento dos equipamentos de saúde sob responsabilidade contratual da organização social (IGH)”.

Segundo a administração municipal, esse recurso será utilizado para custeio, aquisição de insumos, pagamento de pessoal e de prestadores de serviços.

A prefeitura diz ainda que a liberação dos recursos se justifica “pelo elevado interesse social” e, entre linhas, avisa aos vereadores que sem o recurso a saúde pode parar e que isso sairia muito mais caro para a população da cidade.

O projeto com o pedido de mais recursos será avaliado pelos vereadores na terça-feira, dia 24, durante a reunião plenária.

Entenda a intervenção no IGH e a crise na saúde da cidade

Desde o dia 9 de junho, a gestão da rede hospitalar de urgência e emergência, incluindo a maternidade municipal está sob o comando de uma equipe designada pelo executivo, coordenada pelo ex-secretário de Saúde, Eduardo Penna.  

Entre os motivos que levaram a Prefeitura de Contagem a tomar a decisão estão a falta de insumos, dívida com fornecedores, atraso no pagamento dos servidores, irregularidades diversas e prestações de conta questionáveis.  

O município também contou com o acompanhamento do legislativo, além das apurações feitas pelas controladorias Geral do Município (CGM) e da União (CGU).  

Na época, a prefeita Marília Campos justificou a medida como sendo necessária para evitar um possível colapso na Rede Municipal de Saúde. “Infelizmente não tivemos uma relação transparente com o IGH, que foi responsável por gerir parte da saúde do município nos últimos dois anos e meio. Diante de tantos fatos que surgiram, como atrasos de salários, estruturas quase abandonadas, insumos em falta e sem clareza nas prestações de conta ao município, vimos que a situação estava se agravando”, justificou.

O IGH sofreu a intervenção da prefeitura após acumular dívidas milionárias com funcionários e prestadores de serviços.

Para saber mais sobre essas dívidas, CLIQUE AQUI e veja a matéria postada no Coluna1 na época da decretação da intervenção.

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70% da população adulta de Contagem já recebeu pelo menos uma dose contra Covid e ocupação de leitos apresenta queda

Contagem ultrapassou a marca de 500 mil pessoas com pelo menos uma dose das vacinas contra Covid. Isso significa que mais de 70% da população adulta já começou a se imunizar.

Esse número elevado de vacinados é acompanhado de outro número positivo: a redução da ocupação de leitos por pacientes contaminados com Covid.

O número de pessoas com covid internadas em enfermarias já chegou a 113 em abril desse ano; hoje está em 51. A ocupação de UTIs por pacientes com Covid também diminuiu, passando de 79 em abril para 30 nesta semana.

Essa diminuição de demanda permitiu, inclusive, que a prefeitura reduzisse a quantidade de leitos reservados para o tratamento da doença. Os leitos que estavam reservados ao tratamento de Covid agora foram liberados para atender outras demandas do serviço de saúde municipal.

Nas redes sociais, a Prefeita Marília Campos comemorou dizendo que “essa é mais uma importante vitória de nossa luta contra a pandemia que queria dividir com vocês. É mais uma vitória do nosso Pacto pela Vida”.

Calendário para vacinação contra Covid em Contagem

Na próxima semana a prefeitura avança na vacinação e deve ficar próxima de concluir a vacinação do público jovem, que tem mais de 18 anos. Na segunda-feira começa a vacinação de pessoas com 26 anos ou mais, na terça 25 anos e na quarta-feira a população com 24 anos.

Quando concluir esta etapa de vacinação restará apenas o grupo de adolescentes entre 12 e 18 anos. Até o momento, apenas a vacina fabricada pela Pfizer tem autorização da Anvisa para aplicação em crianças e adolescentes.

Portanto, para iniciar a vacinação desse grupo será necessário a inclusão no PNI – Programa Nacional de Imunizações – e também é necessário que existam doses suficientes de vacinas para esta faixa etária.

Faixas etárias e locais de vacinação estão disponíveis no site da prefeitura de Contagem.

Proteção com a primeira dose é alta e derruba número de mortes

Estudos realizados com as quatro marcas de vacinas aplicadas no Brasil trazem resultados muito positivos.

Mônica Levi, diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), afirmou em entrevista à Agência Brasil que

as quatro foram submetidas a rigorosos protocolos de testagem, com resultados checados por agências reguladoras de credibilidade reconhecida, como a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O processo de desenvolvimento de uma vacina inclui testes em laboratório e três etapas de testes em humanos, envolvendo milhares de voluntários, e os resultados são analisados pela comunidade científica e por órgãos reguladores de diferentes países.

Diante disso, a médica ressalta que recusar uma vacina específica ou atrasar a aplicação para esperar outra vacina são decisões que não fazem sentido e ameaçam a saúde individual e coletiva.

“Qualquer um de nós pode ter uma forma grave e pode ir a óbito. Não dá para negar uma vacina que vai te proteger principalmente desses desfechos. Todas as vacinas utilizadas no país estão mostrando efetividade para formas graves e para mortes, o que, nesse momento, é o que a gente mais se preocupa. Esse é o objetivo principal, e todas estão cumprindo o seu papel”, afirma a diretora da SBIm. “A escolha de recusar e adoecer não é só sua. Você vai fazer outros adoecerem também.”

Diminuição das mortes provocadas por Covid em Contagem

Junto com o aumento da população vacinada, houve uma redução do número de mortes provocadas pela Covid.

De acordo com um levantamento divulgado pelo economista José Prata, a média móvel de mortes em Contagem atingiu um pico em abril, com 18 mortes diárias. Atualmente esse número é de 1,4 mortes por dia na cidade.

Um número triste ainda, mas muito melhor do que estava há alguns meses.

Prefeitura já pode usar recursos municipais para pagar funcionários da saúde e credores do IGH

A Câmara dos vereadores avaliou e aprovou o projeto de lei 018/2021 que autoriza o Poder Executivo Municipal a subvencionar, mediante convênio, recursos ao Instituto de Gestão e Humanização (IGH) no âmbito da intervenção municipal.

A aprovação do projeto é importante para que a Administração Municipal possa concluir o pagamento atrasado de fornecedores e prestadores de serviços diretos e indiretos, o que já vinha refletindo diretamente no atendimento ao público contagense nessas unidades de saúde.

Em sua live de segunda-feira, espectadores cobraram da Prefeita Marília que fizesse o pagamento dos salários atrasados de funcionários. Em resposta a prefeita disse que aguardava que os vereadores aprovassem o projeto de lei. Na reunião plenária de terça-feira, o projeto foi aprovado. Agora os pagamento podem ser realizados.

Os vereadores liberaram R$15 milhões para que a prefeitura mantenha a saúde funcionando em Contagem.

De acordo com a Câmara dos Vereadores, os valores liberados servirão para suplementar os recursos necessários à garantia da continuidade na prestação de serviços na área da saúde, especialmente nas cinco Unidades de Pronto Atendimento (Upas), no Hospital Municipal e no Centro Materno-Infantil de Contagem, unidades antes gerenciadas pelo IGH, enquanto durar a intervenção.]

O texto do projeto de lei deixa claro, também, que este valor não se trata de nenhum tipo de aditivo ou repactuação ao contrato pactuado com o IGH, que termina em novembro deste ano. Da mesma forma, o aporte de recursos não isenta o Instituto da apuração de eventuais irregularidades na sua gestão.

INTERVENÇÃO NO IGH

Desde o começo, a forma como o Governo Alex de Freitas realizou a concessão do serviço de saúde de Contagem para o IGH sofre críticas e alvo de várias denúncias de má gestão.

Para apurar as denúncias e fiscalizar a gestão, a Câmara dos Vereadores realizou várias audiências com a participação do IGH.

Em uma das mais recentes audiências públicas, realizada pela Câmara no dia 30 de março, os vereadores pressionaram e constataram as dívidas milionárias do IGH com funcionários e fornecedores.

Naquela ocasião, os debates seguiam no sentido de indicar uma intervenção da Prefeitura no IGH e o cancelamento do contrato em virtude das inúmeras falhas percebidas. Porém, o Ministério Público interviu para que esta intervenção não ocorresse.

A promotora de justiça que acompanha os casos da saúde em Contagem, Giovanna Caronne Nucci Ferreira, participou da Audiência Pública, reforçou que o é feita a fiscalização do contrato e mostrou preocupação com as repercussões que a audiência pública poderia ter na população, causando pânico e descrença dos usuários em relação aos equipamentos de saúde do município. “E é importante dizer que estamos numa crise sanitária muito grave, em colapso”, alertou.  

Mesmo com todas as falhas evidentes na gestão realizada pelo IGH, a promotora questionou o momento em que a audiência estava sendo realizado e chegou a afirmar que “o meu tempo, o tempo do secretário de saúde, o tempo do IGH, é precioso”, em referência ao momento de crise sanitária.

Por fim a promotora afirmou que, se houvesse a intenção de suspender o contrato, “quem não vai permitir sou eu. Eu entro com ação se for o caso. A gente tem que tentar equalizar isso”, disse a promotora para os vereadores. Desta forma, o debate em relação à intervenção foi postergado.

Contudo, ao contrário do previsto na audiência, a gestão do IGH continuou a se deteriorar. Os salários continuaram atrasados e os credores continuaram sem receber, colocando em risco a gestão da saúde no município em um momento tão delicado, de pandemia grave.

Por isso, em 9 de junho, a Prefeitura decidiu pela intervenção no IGH e assumiu a responsabilidade de colocar em dia os pagamentos e reorganizar a gestão da saúde no município.

Com isso, a gestão das unidades será de uma equipe designada pelo Executivo, liderada pelo ex-secretário de Saúde, Eduardo Penna, por um período de até seis meses. 

Contagem recebe mais 26 mil vacinas contra Covid para aplicar a segunda dose nos moradores da cidade

Contagem terá mais 26 mil doses de vacinas contra covid. A nova remessa é exclusiva para segunda dose e visa concluir a vacinação de moradores que já iniciaram a imunização.

A informação foi passada pelo Secretário municipal de Saúde, Fabrício Simões, durante live realizada nesta segunda-feira com a prefeita Marília Campos.

O secretário aproveitou a oportunidade para lembrar a importância de tomar as duas doses da vacina e destacou que, sem as duas doses, a imunização não está completa e aumenta o risco de contrair a doença.

Os números da pandemia em Contagem tem melhorado, segundo o secretário, por causa disso houve a permissão para o retorno das aulas presenciais, a partir de agosto, e a prefeitura agora se prepara para desativar alguns leitos que foram abertos exclusivamente para o tratamento de Covid. No entanto, o secretário tranquilizou a população e disse que, hoje, a cidade de Contagem tem condições de abrir e fechar leitos com maior agilidade e que, segundo ele, o fechamento desses leitos servirão para garantir um tratamento mais adequado àqueles que ainda precisam de internação.

VACINA CONTRA GRIPE

O secretário também anunciou que Contagem irá ampliar a vacinação contra gripe para toda a população a partir de sexta-feira.

Antes, a vacina contra a influenza, que protege contra diferentes vírus de gripe, estava restrita a alguns grupos específicos de pessoas. Com a alteração anunciada hoje, qualquer pessoa com mais de seis meses de idade poderá se vacinar contra gripe em um dos postos de saúde da cidade.

SITUAÇÃO DO IGH

A prefeita Marília Campos também falou sobre a intervenção promovida pela prefeitura sobre o IGH, instituto que era responsável pela gestão da saúde em Contagem até o mês passado.

Ela informou que a prefeitura irá realizar está quitando os salários atrasados dos funcionários da saúde municipal e que esta é uma das prioridades da intervenção.

A prefeita também informou que irá apresentar uma prestação de contas com os resultados obtidos até agora pela intervenção no IGH.

Segundo Marília Campos, esta prestação de contas visa dar mais transparência e tranquilidade aos credores, funcionários e população de Contagem, como um todo. De acordo com a prefeitura, essa prestação de contas será apresentada através na próxima semana.

Prefeitura reassume a gestão do Hospital Municipal e UPAs de Contagem. Contrato com a IGH passa por intervenção

A prefeitura de Contagem reassume, a partir desta quarta-feira, a gestão do Hospital Municipal, da Maternidade e das cinco UPAs de Contagem que estavam sob responsabilidade da IGH – Instituto de Gestão Humanizada. Serão seis meses para reavaliar o modelo de gestão. Durante o anúncio a prefeitura garantiu que irá honrar o pagamento dos trabalhadores e chamar todos os credores para negociação.

A decisão da prefeitura de intervir na gestão da saúde segue a legislação municipal e é resultado de denúncias feitas por profissionais da saúde. Houve diversos relatos de falta de medicamentos e insumos básicos, atrasos nos pagamentos de funcionários e fornecedores. Segundo a prefeita Marília, “essa medida visa garantir o atendimento que a população merece e precisa”.

A prefeitura informou que nos próximos seis meses irá reavaliar a saúde no município para construir o modelo definitivo de gestão que será adotado na cidade. Segundo o secretário de Saúde, Fabrício Simões, “não se trata de uma demonização do modelo OS para gestão da saúde. É uma avaliação desse contrato especificamente para construção de um modelo melhor para a população de Contagem”, disse.

A administração municipal ainda garantiu que os trabalhadores receberão os salários atrasados. Também salientaram que os fornecedores com pagamentos atrasados serão todos convidados para negociar e quitar débitos, dentro do possível.

Desde o início do ano, a Prefeitura, por intermédio da Secretaria Municipal de Saúde, fez reiteradas solicitações ao IGH para que os problemas fossem sanados e o contrato cumprido. No entanto, sem solução para o problema, a intervenção se fez necessária para garantir qualidade na prestação dos serviços à população e a regularidade dos pagamentos dos funcionários e fornecedores.

HISTÓRICO

O contrato foi assinado na gestão do ex-prefeito Alex de Freitas e passou a gestão dos equipamentos municipais de saúde para a iniciativa privada. Pelo contrato, a prefeitura iria repassar os recursos e a IGH faria o pagamento de profissionais, bem como a contratação de fornecedores e gestão dos equipamentos.

Desde o início houve críticas ao modelo, forma de contratação dos profissionais e qualidade da gestão realizada pelo IGH.

A partir do final do ano passado, em 2020, ainda na gestão de Alex de Freitas, as reclamações relativas ao atraso de pagamentos dos trabalhadores aumentaram e os profissionais chegaram a ameaçar greve e suspensão de serviços.

Em audiência realizada na Câmara dos Vereadores, foi levantado o atraso de 4 meses no pagamento das folhas de pagamento e um débito milionário com fornecedores. Só com o laboratório que presta serviços ao hospital havia um débito de R$ 1,98 milhões, outros R$3,9 milhões com a empresa que fornece refeições ao hospital, R$ 1,2 milhão com exames de imagem, entre outras.

Segundo a administração municipal, os débitos e pagamentos atrasados da IGH são estimados em torno de R$30 milhões de reais.

Havia uma recomendação da CGU – Controladoria Geral da União para a suspensão do contrato, considerado inadequado em relatório do órgão. Mas a administração municipal, em respeito ao contrato vigente e para evitar mudanças bruscas na saúde durante a pandemia, houve um processo de negociação prévia para manutenção do contrato. Porém, a empresa IGH não conseguiu arcar com os compromissos firmados.

DEFESA

Desde 2020, a empresa IGH passou a alegar que os valores do contrato, que é de aproximadamente R$400 milhões de reais, precisavam ser reajustados.

O contrato recebeu 17 aditivos para aumento do valor repassado à IGH e hoje está por volta de R$450 milhões, informou a prefeitura.

A empresa solicitou novos reajustes no contrato. Mas, segundo a prefeitura, a empresa IGH não demonstrou a razão e necessidade para novos reajustes.

De acordo com o secretário municipal de saúde, o poder público precisa de argumentos e informações concretas para fazer esses aditivos, “é preciso estar justificado”, disse. No entanto, a empresa não conseguiu demonstrar a razão para novos aditivos e a prefeitura não autorizou os reajustes.

O decreto que oficializa a intervenção foi publicado no Diário Oficial de Contagem (DOC), também nesta quarta-feira (9/6). O contrato de gestão com o IGH foi firmado pela administração anterior, com validade de três anos, e vence em novembro deste ano.

A Prefeitura informa que tem repassado os valores contratuais para IGH rigorosamente em dia e, mesmo assim, a organização social tem enorme passivo de dívidas com fornecedores.

40% das queimaduras graves neste ano foram provocadas por uso inadequado de álcool. Especialistas pedem cuidado

A pandemia de covid-19 contribuiu para o aumento do uso de álcool, tanto líquido quanto em gel, no ambiente doméstico. No entanto, a utilização exige precaução, especialmente durante o período de isolamento, já que algumas famílias têm passado a maior parte do tempo em casa e podem estar mais suscetíveis a acidentes envolvendo o produto.

A questão tem preocupado a equipe da Unidade de Tratamento de Queimados do Hospital João XXIII – um dos centros de referência no país para esse tipo de atendimento, integrado à rede da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig), em Belo Horizonte. Os dados de admissão em enfermaria e em terapia intensiva, em 2020 e 2021, demonstram a gravidade das queimaduras causadas por álcool.

Nos quatro primeiros meses deste ano, o Hospital João XXIII recebeu 138 pacientes, sendo 40 por queimaduras causadas por álcool – quase 30% das internações. Já na UTI de queimados, nesse mesmo intervalo de tempo, 17 das 41 admissões foram por acidentes envolvendo a substância. Ou seja, mais de 40% das internações graves, neste ano, ocorrem em razão da má utilização do produto.

Entre os quase 430 casos de internação em 2020, 93 tiveram o álcool como agente causador do acidente, o que representa pouco mais de 20%. No entanto, quando se considera as queimaduras ainda mais graves, o produto aparece com maior frequência: entre os 110 pacientes que passaram pela UTI específica para o tratamento de queimados da instituição, 39 foram devido ao uso de álcool – número equivalente a mais de 30% das ocorrências.

Uso correto

De acordo com a cirurgiã plástica e coordenadora do serviço, Kelly Danielle de Araújo, o risco de explosões é potencializado com o uso e o armazenamento de álcool em casa. “As queimaduras por fogo costumam ser as mais profundas e, por isso, as mais graves. Há ainda o perigo da inalação de fumaça e, por consequência, a queimadura de vias aéreas. Por isso, não recomendamos o uso de álcool para higienização da casa, tampouco para assepsia de mãos em ambiente doméstico”, ressalta Kelly.

A cirurgiã explica que o álcool deve ser utilizado apenas quando a pessoa está na rua, onde não há outra possibilidade de higienização das mãos. Outra opção é a espuma antisséptica com clorexidina, que dispensa o uso de água e não tem o risco de combustão. Em casa, deve-se dar preferência à água e sabão, friccionando palmas, dorso, dedos e unhas por pelo menos 20 segundos antes de enxaguar. 

Para fazer a limpeza comum da casa, o álcool pode ser substituído por outros produtos sanitizantes mais seguros, como o hipoclorito de sódio (água sanitária) na concentração de 2,0% a 2,5%.

A aplicação do álcool em gel nas mãos ainda exige outros cuidados. “É importante ter cautela para que o produto não espirre nos olhos, o que pode causar queimaduras oculares e, inclusive, sequelas. O fumante também deve redobrar a atenção para não acender o cigarro antes da secagem completa do álcool nas mãos”, enfatiza a médica. 

Vigilância com crianças em casa

Mais da metade das queimaduras atendidas no Hospital João XXIII, considerando tanto os casos graves quanto os que nem sempre exigem internação, são causadas por contato com líquidos muito quentes – as chamadas escaldaduras. Em 2020, dos 1.537 atendimentos a queimados na unidade, 922 foram em decorrência desse tipo de acidente. Desse total, 181 foram com crianças de 0 a 11 anos.

Com o isolamento social, a precaução deve ser aumentada. “Pedimos aos pais que tomem bastante cuidado com panelas quentes, não as deixando na beirada do fogão e sempre com os cabos virados para o fundo”, pontua a coordenadora da Unidade de Tratamento de Queimados, Kelly Araújo. Outro risco são as queimaduras elétricas. “Se possível, indicamos o uso de protetores de tomadas para evitar que as crianças coloquem o dedo e se queimem”, alerta.

O autônomo Fábio Lúcio Oliveira Costa vivenciou uma situação alarmante, em 2018, quando a filha, Luíza, na época com 1 ano e 8 meses, se envolveu em um acidente doméstico. “Eu estava me preparando para ir trabalhar e deixei o ferro de passar esquentando, na tomada, por alguns segundos. Nesse curto intervalo de tempo, ela acordou, saiu da cama e encostou a mão na parte quente. Foi um susto muito grande. Saímos desesperados para o posto de saúde. A queimadura foi tão grave que ela foi encaminhada com urgência para o João XXIII”, relata.

Luíza ficou 14 dias internada e precisou fazer enxerto para recuperar a palma da mão. “Durante o tempo em que estivemos no hospital com ela, fiquei impressionado com a quantidade de crianças que chegam, todos os dias, acidentadas com água quente, churrasqueira, álcool e outras coisas. Hoje ela está bem, sem sequelas, apenas com uma cicatriz”, revela. “Hoje em dia, se estou mexendo com panela na cozinha, coando um café ou o que quer que seja, peço sempre que ela saia de perto. São situações simples de se evitar, mas que a maioria das pessoas pensa que nunca acontecerão. E, infelizmente, acontecem”, conta o pai da criança, que também destaca a gratidão à equipe do hospital..

Junho laranja

Promovido pela Sociedade Brasileira de Queimaduras (SBQ), o Junho Laranja visa à conscientização da população e das autoridades quanto à prevenção de acidentes com queimaduras. Neste ano, o tema da campanha é “Álcool e fogo: mantenha distanciamento. Contra queimaduras, prevenção é a vacina”. 

De acordo com a organização, no Brasil, são cerca de 150 mil internações por ano em razão de queimaduras. Desse total, em média, 30% são crianças. Prédios públicos estão sendo iluminados com a cor laranja em razão da data, entre eles, o Hospital João XXIII, Hospital Infantil João Paulo II (HIJPII) e o Hospital Maria Amélia Lins (HMAL).

Grávidas que tomaram vacina contra Covid devem receber segunda dose só depois do nascimento e puerpério

O Ministério da Saúde divulgou a orientação para as gestantes e puérperas que tomaram uma dose da vacina contra a covid-19 da Oxford/AstraZeneca. Elas deverão aguardar até o fim do puerpério para tomar a segunda dose.

A orientação foi divulgada após o ministério alterar as diretrizes para a vacinação de gestantes e puérperas diante de dois casos de mulheres desses grupos que morreram após receber o imunizante Oxford/AstraZeneca.

De acordo com a pasta, até 10 de maio, 15 mil gestantes foram imunizadas com a vacina. Estas deverão seguir a recomendação de aguardar o fim do puerpério.

Conforme o comunicado de orientação do Ministério da Saúde, as gestantes que receberam uma dose da Oxford/AstraZeneca e que apresentarem sintomas entre quatro e 28 dias após a aplicação deverão procurar um médico.

Entre os sintomas que devem ensejar a busca por atendimento médico estão falta de ar; dor no peito; inchaço na perna; dor abdominal persistente; sintomas neurológicos, como dor de cabeça persistente e de forte intensidade, borrada, dificuldade na fala ou sonolência; ou pequenas manchas avermelhadas na pele além do local em que foi aplicada a vacina.

Desde a mudança de posição do ministério, a vacinação de gestantes e puérperas passou a ser recomendada apenas para as mulheres que fazem parte desses grupos e que apresentem comorbidades, podendo receber outros tipos de imunizantes, como as vacinas CoronaVac e a da Pfizer.

fonte e imagem: Agência Brasil