Transformar a UPA Sede em unidade de saúde mental é primeiro erro político grave e evitável do governo municipal

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Fechar a UPA da Sede é procurar sarna pra se coçar. Ninguém nega que é importante ampliar a rede de atendimento psicossocial em Contagem; o erro é desativar a UPA Sede para fazer isso. A Unidade de Pronto Atendimento da Sede é um importante equipamento de saúde na regional e um símbolo de serviço público na região. Esse talvez seja o ponto que a prefeitura não observou direito, o simbolismo político da coisa toda.

Grande parte da população da Sede sequer chama o local de UPA, muitos chamam de “Unidade 16”, nome pelo qual era conhecido antes mesmo de alcançar o status de UPA. O local é uma das referências de presença do poder público na regional, desativar a UPA é, simbolicamente, afastar o poder público da população da Sede. Diminuir a presença da prefeitura no atendimento à população, sobretudo à população mais pobre.

É um erro político. Mesmo que todos os argumentos técnicos possam indicar a possibilidade de desativar a UPA da Sede, nada indica que a desativação seja necessária. É um erro e é evitável. Talvez o primeiro grande erro político da atual administração. É o típico exemplo de coisa que a prefeitura pode fazer, mas que não deve fazer.

O governo anterior, de Alex de Freitas, fez uma tentativa de fechar a unidade. Mas o barulho foi tão grande que o ex-prefeito desistiu.

Vereadores que hoje apoiam o governo na Câmara, como Alex Chiodi e Daniel do Irineu, fizeram protestos barulhentos contra o fechamento da unidade. Entidades que representam parte da base eleitoral do atual governo, como sindicatos e representantes de trabalhadores, também se posicionaram contrariamente e com bastante ênfase na época. Houve manifestação na porta da unidade, carro de som, candidatos a vereador fazendo discurso, população mobilizada e revoltada, todo um contexto que manteve a unidade com o status de UPA.

Resta saber se agora essas lideranças políticas, que foram contra o fechamento da Unidade no Governo Alex de Freitas, irão mudar de posição e apoiar a iniciativa da prefeitura. Amanhã é dia de reunião na Câmara, será dia dos políticos manifestarem suas opiniões e mostrar até que ponto estão dispostos a colocar a própria cara a tapa.

De forma geral, a decisão da prefeitura mostra disposição a assumir posições de risco. É desnecessária, não traz nenhum aspecto positivo à imagem da administração municipal e só serve para dar munição aos seus adversários que, aliás, já exploram a situação nas redes sociais.

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Governo desviou de várias cascas de banana, agora tropeça no próprio pé

Não faltaram cascas de banana para o governo Marília Campos. Na primeira semana a destruição do Iria Diniz e o cancelamento de um monte de consultas. O governo desviou com maestria.

Depois veio a necessidade de fechar o comércio por causa da Covid e a prefeitura criou um método próprio e participativo de gestão da pandemia, o “Pacto Pela Vida”, uma saída de gênio! O que era para ser um momento de embate entre a administração municipal e os comerciantes da cidade, serviu como gatilho para o envolvimento e a aproximação dos laços entre a prefeitura e os diversos setores econômicos de Contagem.

Depois disso tivemos outros momentos em que um governo qualquer poderia desabar e ter o fim decretado antes de concluir 180 dias. Teve a questão do IPTU, das Taxas, da volta às aulas, das obras paralisadas em toda a cidade, enfim… várias questões que o governo tem superado com bastante sucesso.

Agora, inexplicavelmente, a prefeitura fez aquilo que os antigos chamavam de “procurou sarna para se coçar” e tropeçou no próprio pé.

Atendimento na UPA Sede

O governo municipal informou que a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), apresentou em reunião com funcionários da Unidade, na última semana, a proposta de transformar a UPA Sede, que atualmente funciona como unidade de internação para pacientes pós covid-19, em uma estrutura da Rede de Atenção Psicossocial, com espaço totalmente reformado e adaptado.

O projeto tem como base os estudos e análises técnicas sobre a necessidade da criação de um serviço de saúde mental que atenda melhor à população da cidade. Foi constatado ainda que fluxo de usuários na UPA Sede está abaixo do que é estabelecido como meta pelo Ministério da Saúde.

No entanto, a própria prefeitura lembra que há dois anos a unidade foi destinada ao atendimento Covid, em Contagem. Portanto, para constatar o “baixo fluxo de usuários”, seria necessário utilizar informações anteriores à destinação da unidade ao atendimento da pandemia.

Na tentativa de fechar a UPA durante o governo Alex de Freitas, os vereadores lembraram que o atendimento ao Covid foi uma exceção, mas que o fechamento absoluto seria inaceitável.

No comunicado a prefeitura disse ainda que a população da Sede poderá procurar atendimento em outras UPAs, contudo, o atendimento na UPA JK, no Eldorado, é criticado frequentemente pela lotação e demora. O fechamento da UPA Sede deverá resultar em maior carga e superlotação em outras unidades.

A própria prefeitura reconhece a necessidade de mais unidades de atendimento e corre para inaugurar mais duas UPAs, uma no Nacional e outra na regional Industrial, a UPA Monte Cristo.

Nada justifica fechar a UPA Sede e abrir novas unidades. Essa estratégia coloca a prefeitura em rota de atrito direto com a população do Centro de Contagem e com as lideranças políticas da região. Algo que, neste momento, não é necessário.

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Vereadores colocam obstáculos para liberar mais R$35 milhões para a intervenção no IGH

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A prefeitura solicitou autorização à Câmara dos Vereadores para aplicar mais R$35 milhões de reais na intervenção do IGH. Esse valor será somado a outros R$15 milhões solicitados anteriormente; desta forma, a prefeitura irá investir aproximadamente R$50 milhões na quitação de dívidas do IGH para manutenção dos serviços de saúde em Contagem.

O projeto foi aprovado em primeiro turno. Mas para isso foi necessária a costura de um acordo que incluiu o compromisso de que o projeto só será colocado em votação para aprovação definitiva depois que o interventor, Eduardo Penna, compareça até à Câmara para prestar esclarecimentos aos vereadores.

Antes desse acordo, o vereador Carlin Moura chegou a pedir vistas para impedir o trâmite do projeto. Ele levantou dúvidas e indicou que estava faltando clareza da prefeitura na destinação que seria dada a esses recursos. Segundo Carlin, ele não é contra o projeto, mas os valores são vultuosos e em curto período, por isso a necessidade de mais esclarecimentos da prefeitura e dos interventores. “São R$50 milhões em três meses”, disse.

O vereador também questionou a situação ambígua que está sendo criada na relação entre a prefeitura e o IGH e os riscos dessa situação.

A líder do governo, Moara Saboia, e o presidente da Comissão de Saúde da Câmara, vereador Vinicius Faria, argumentaram favoravelmente ao projeto, informando que só após a intervenção é que a administração municipal pode constatar o caos criado pelo IGH e a necessidade urgente de ações da prefeitura para evitar prejuízos ainda maiores para a população.

A vereadora disse que o recurso não está sendo investido no IGH. Segundo ela, esses recursos são para manter a saúde funcionando em Contagem.

Segundo Mora, aprovar o projeto é um interesse da cidade e não do IGH.

Ainda durante a sessão, a líder do governo fez contato com Eduardo Penna, interventor no IGH, e agendou reunião para que a equipe de intervenção preste esclarecimentos ao poder legislativo. A reunião será realizada nesta sexta-feira.

Prefeitura anuncia negociação para a compra de 1,3 milhão de doses de vacina Sputinik V, da Rússia

Contagem anunciou hoje que iniciou as negociações para a compra de 1,3 milhão de doses da vacina russa Sputinik V. O anúncio da negociação individual segue a linha adotada por outras grandes prefeituras da região metropolitana, como Belo Horizonte e Betim, que também estão negociando vacinas.

O anúncio foi feito no site da prefeitura. Nas redes sociais, a prefeita anunciou que encaminhou para o consulado da Rússia o protocolo de intenção de compra. Segundo Marília Campos, “A meta é imunizar toda a população de Contagem contra a Covid-19”, disse.

As cidades partiram para negociação direta com as farmacêuticas após a demora do governo federal em dar andamento à aquisição de vacinas.

No primeiro dia de governo, a prefeita Marília Campos(PT) anunciou que já havia feito contato com o Butantan para compra de 1 milhão de doses da vacina Coronavac, caso o governo federal não optasse pela compra de vacinas. (RELEMBRE)

Na época o governo Bolsonaro ainda resistia em adquirir vacinas e não queria comprar a Coronavac chinesa, produzida com o apoio do governo de São Paulo. O presidente politizou a vacinação e não queria comprar vacinas, pois achava que isso iria fortalecer o governador paulista, João Doria.

A autorização para estados e municípios comprarem e distribuírem essas vacinas foi dada somente em fevereiro pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e na quarta feira (10/3) foi sancionada pelo governo federal uma lei que também permite essa aquisição.

A Sputinik V tem eficácia de 91,6% contra a covid-19 e também é 100% eficaz na prevenção de casos graves e mortes, conforme os estudos publicados no periódico “The Lancet” revista científica sobre medicina, uma das mais antigas e conhecidas revistas médicas do mundo publicada no Reino Unido.

Contagem opta por seguir regras mais rigorosas de controle da pandemia. Restrições começam na quarta-feira

A Prefeitura comunicou que irá adotar medidas mais restritivas em Contagem, semelhante ao previsto na Onda Roxa do projeto Minas Consciente. Está previsto, inclusive, toque de recolher.

A informação foi confirmada após reunião da Granbel que decidiu não adotar o nível máximo de restrições.

Para as cidades da região metropolitana, o governo estadual criou um novo nível de restrições, a Onda Lilás, no qual existem restrições de circulação e consumo de bebidas, mas ainda não é o nível máximo de controle.

Houve uma votação para que houvesse adoção da Onda Roxa em toda região, mas, segundo apurações preliminares, não foi possível encontrar um consenso entre os prefeitos. Apenas cinco dos prefeitos presentes votaram a favor das restrições mais rigorosas.

O prefeito de Belo Horizonte, que tem adotado medidas próprias e independentes do Estado, não participou da reunião.

Uma coletiva está prevista para mais esclarecimentos em relação às medidas adotadas em Contagem.

Contagem caminha para adesão a “Onda Roxa” e lockdown na cidade

A orientação de adesão a Onda Roxa do programa Minas consciente, do governo estadual, deve ser encaminhada pela Prefeita amanhã, de manhã, durante reunião da Granbel, associação que reúne as cidades da região metropolitana de Belo Horizonte.

Contagem vive um dos momentos mais graves da pandemia de Covid, com aumento no número de mortos, índice de transmissão da doença em ritmo acelerado e ocupação de UTI em 93%, perto do limite da capacidade.

“Nós temos que evitar um colapso. Não temos outra saída, se não propor, em primeiro lugar, uma ação, uma estratégia regional no processo de enfrentamento a pandemia”, disse a Prefeita ao justificar a defesa de que todos os municípios da região façam a adesão a Onda Roxa do governo estadual.

A “Onda Roxa” é o nível mais grave das ações contra a pandemia de Civid-19. Foi criada pelo governo estadual recentemente como forma de evitar um colapso do sistema hospitalar na região de Uberlândia e Uberaba, chamada de “Triângulo Norte”, pelo governo.

Outras regiões como Itabira e suas cidades vizinhas também optaram pela adesão a Onda Roxa para evitar a expansão da doença.

Neste nível de combate a doença, ficam permitidos apenas os serviços essenciais; reuniões e eventos, públicos ou privados ficam proibidos; proibição de circulação de pessoas sem máscaras e toque de recolher entre 20h e 5h.

Belo Horizonte já definiu pelo fechamento de atividades não essenciais neste sábado. Isso inclusive aumenta a pressão sobre Contagem e demais cidades da região, pois muitos belorizontinos vem utilizar shoppings, serviços e comércios nas cidades vizinhas à capital.

Desde janeiro, com a posse de Marília Campos, Contagem tem feito um esforço para manter a normalidade na cidade e continuar com comércios e serviços funcionando.

O Projeto Pacto Pela Vida controlou a expansão da doença e envolveu vários setores da economia municipal em um processo de diálogo para garantir o cumprimento das medidas preventivas.

Contudo, o agravamento da pandemia no Brasil e a demora do Governo federal em avançar na campanha de vacinação colocaram em risco a continuidade da rotina na cidade.

Impotência sexual provocada pela Covid-19. Professor da UFMG explica

Ainda que identificada inicialmente como uma enfermidade respiratória, sabe-se hoje que a covid-19 é uma doença sistêmica que compromete diversos órgãos. Além do pulmão, a infecção pelo Sars-CoV-2 pode afetar também os sistemas cardiovascular e neurológico, além de causar danos ao fígado, aos rins, ao trato gastrointestinal e até mesmo à pele. 

Pesquisadores em todo o mundo ainda investigam as implicações do novo coronavírus no organismo, e um desses estudos alerta para possível sequela na saúde sexual masculina. Cientistas italianos e norte-americanos publicaram, em meados do ano passado, um artigo que relaciona as condições implicadas na disfunção erétil e em alterações da saúde sexual e reprodutiva dos homens com o quadro de sintomas da covid-19, sobretudo em pacientes com desfecho grave da doença.

Vasos sanguíneos e endotélio
Em vídeo enviado à TV UFMG, o urologista e professor da Faculdade de Medicina da UFMG Augusto Barbosa Reis comenta as conclusões do artigo. A inflamação iniciada no pulmão pode comprometer os vasos sanguíneos, levar à sua obstrução e causar a formação de coágulos, provocando um quadro conhecido como coagulação intravascular disseminada, que dificulta a oxigenação no tecido pulmonar e no aparelho cardiovascular. 

O professor explica ainda que o comprometimento do endotélio, tecido responsável por regular a contração e o relaxamento dos vasos sanguíneos, também tem consequências diretas na função erétil, já que a disfunção ocorre quando o fluxo sanguíneo no pênis é afetado. O artigo também indica a baixa oxigenação sanguínea causada pelo desenvolvimento de fibroses pulmonares, o desequilíbrio dos níveis de testosterona e o estresse psicológico como fatores que associam o Sars-CoV-2 à impotência masculina.

Habemus decreto. Comércio aberto; clubes e casas de show fechados; bares e restaurantes com limite de horário

A prefeitura publicou o decreto com as novas restrições ao Covid-19. Casa de shows, cinemas, clubes , exposições, eventos com mais de 10 pessoas e uso da orla de várzea das flores estão proibidos.

Por outro lado, comércio e indústria funcionarão sem restrições. Bares e restaurantes poderão vender bebidas alcoólicas, mas terão limite de horário para funcionamento.

Estabelecimentos que servem refeições podem abrir nas segundas, terças e quartas-feiras até 15h. Entre as quintas-feiras e domingos, esses locais podem funcionar e vender bebida até às 22h. Mas terão limite de pessoas e regras de distanciamentos.

Confira as normas no Diário Oficial de Contagem, CLICANDO AQUI.

Contagem não fechou o comércio. Situação no atendimento de saúde é crítica, mas restrição só após diálogo com comércio e indústria da cidade

A prefeitura informou que não fechará o comércio na cidade. A administração municipal informou que pretende fazer restrições na circulação de pessoas, mas uma medida de interrupção geral do comércio, indústria e serviços da cidade não é a primeira alternativa.

Segundo a prefeita Marília Campos, amanhã, dia 09, será realizada uma reunião entre a prefeitura e os representantes dos diferentes setores econômicos da cidade para encontrar alternativas para conter o avanço da doença, sem ter que prejudicar os trabalhadores e as empresas da cidade.

Segundo ela, o fim do “auxílio emergencial”, pago durante os primeiros meses da pandemia, exige ações que considerem também a segurança e sobrevivência econômica das pessoas. Por isso, antes de medidas de tomar medidas mais radicais, a administração pretende dialogar com a cidade.

MEDIDAS DE RESTRIÇÃO

Entre as medidas propostas pela prefeitura estão a “lei seca”, que deve proibir o consumo de bebida alcoólica nos estabelecimentos. Também são estudadas alterações no transporte público, com limite de passageiros.

A princípio, não foi estabelecida mudança no horário de funcionamento do comércio e serviços. Caso ocorra esta restrição, ela deve ser apresentada apenas após reunião da prefeitura com representantes dos setores econômicos e prestadores de serviços da cidade.

Marília Campos informou que pretende chamar academias, salões de cabelereiro, igrejas e templos, comerciantes, shoppings, todos, através de seus sindicatos e associações, para estabelecer um diálogo com a administração municipal e criar regras mais melhores para a cidade.

Também foi informado que a prefeitura deve buscar uma maior prestação de serviços por meio eletrônico, como forma de evitar aglomeração na prefeitura.

Segundo a prefeitura, o decreto com as normas deve ser publicado e entrar em vigor a partir de terça-feira.

ALTO RISCO DE COLAPSO NA SAÚDE DA CIDADE

Apesar da disposição de esperar e dialogar com a cidade, os dados trazidos pelo Secretário Municipal de Saúde, Fabrício Simões geram um alerta. Em Contagem, a taxa de transmissão é elevada – hoje em 1,19 – o que significa que cada 100 contaminados passam a doença para mais 119 pessoas. É um ritmo de crescimento considerado alto.

Segundo o Secretário de Saúde, esse é o índice que será considerado como prioritário, “nós não temos ainda como impedir que a doença se espalhe, então é importante monitorar a velocidade em que isso acontece”, disse. Ele apresentou uma expectativa da prefeitura de que a cidade tenha mais 25 mil casos, em curto prazo, caso nenhuma ação seja tomada.

Ele explicou que desses novos casos, aproximadamente 2.500 casos devem necessitar de atendimento hospitalar e mostrou que a rede de atendimento no município está saturada.

Contagem tem hoje 60 leitos de UTI para Covid-19, no hospital de campanha do Santa Helena. Desses, 51 estão ocupados. A prefeitura diz que, se necessário, pode utilizar mais 40 leitos com suporte respiratório no Hospital Municipal.

Segundo o secretário, a principal demanda na cidade é por leitos de enfermaria, para casos menos graves, que hoje a cidade dispõe em número reduzido. A prefeitura quer buscar parcerias, mas a cidade tem um problema extra, pois não dispõe de hospitais particulares que poderiam ser utilizados para complementar a rede pública.

Imagem: PMC/Janine Moraes

Prontuários de pacientes e móveis se misturam com cimento e entulho no novo prédio do Iria Diniz

No novo Iria Diniz, a bagunça predomina. Móveis jogados em meio a entulho de construção, muita poeira, arquivos e prontuários de pacientes no chão, sem proteção, um verdadeiro caos.

Profissionais de saúde se misturam com os profissionais da construção que correm para tentar finalizar a obra. Uma situação de risco e desconforto para todos.

O Coluna1 conversou com alguns profissionais do Iria Diniz que estavam no local. Eles disseram que foram pegos de surpresa com a mudança e não sabem ainda o que irá acontecer daqui pra frente.

Aliás, não são só os profissionais que estão perdidos. Poucas pessoas sabem realmente o que irá acontecer agora.

O ex-prefeito Alex de Freitas divulgou nota hoje, dia 05, dizendo que o prédio para onde o Iria Diniz foi levado estará pronto em 20 dias e tem tudo de mais moderno e adequado ao atendimento de saúde. Porém, a situação encontrada no novo prédio do Iria Diniz contradiz a nota de defesa do ex-prefeito.

Alex de Freitas colocou a responsabilidade da demolição do Iria Diniz na empresa Compax, dona do terreno onde o centro de consultas especializadas funcionava.

Ele disse que não teve responsabilidade na derrubada e mudança do centro. Porém, pelo menos desde 2018 havia a previsão de que a prefeitura devolveria o terreno ao dono. Não houve planejamento para uma transição adequada.

Atual Governo

O atual Governo informou que aguarda a elabora de um laudo, que deve ficar pronto amanhã, para dizer onde o Iria Diniz irá funcionar realmente.

Pelo apurado, existe uma disposição da administração de mudar o Iria Diniz para outro endereço. Mas existe um contrato assinado pela gestão anterior, de Alex de Freitas, e a prefeitura está avaliando o contrato.

Foi questionado se a prefeitura irá pagar aluguel pelo prédio, mesmo ele sem ele estar totalmente pronto. Porém, a prefeitura informou que ainda está avaliando o contrato e aguarda o laudo técnico que indicará as condições de funcionamento do novo prédio.

Porém, mesmo em uma avaliação superficial, é possível perceber vários pontos inacabados que inviabilizariam o funcionamento, veja as fotos.

Anvisa quer mais informações para aprovar uso de vacina da Fiocruz e AstraZeneca

Em nova reunião com representantes da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) reforçou hoje (4) o pedido de mais informações para liberar a autorização emergencial do uso das doses da vacina contra a covid-19 que serão importadas do Serum Institute of India, que produz o imunizante da Oxford eAstraZeneca na Índia. Lá, o uso emergencial já foi aprovado.

No dia 31 de dezembro de 2020, a Anvisa autorizou a importação, em caráter excepcional, de 2 milhões de doses da vacina britânica da Oxford, produzida em parceria com a Fiocruz no Brasil. As doses importadas foram fabricadas. Em nota, a agência reguladora informa que fez, na manhã desta segunda-feira, uma reunião para tratar da submissão do protocolo do uso emergencial das doses da vacina.

Na reunião, representantes da Fiocruz apresentaram os dados já de posse da fundação. Na ocasião, a agência reguladora listou informações, ainda aguardadas pela Fiocruz, que são necessárias para que esta possa pedir autorização para uso emergencial da vacina no Brasil.

“Na reunião, a Fiocruz mostrou que está empenhada para que essas informações sejam reunidas e apresentadas à Anvisa com a maior brevidade”, diz a nota.

A Anvisa que saber se o produto do fabricante indiano é semelhante ao fabricado no Reino Unido, que teve os dados clínicos aprovados, e se o método de produção e os materiais utilizados são os mesmos.

A vacina com a importação aprovada foi a produzida na Índia pela Serum Institute of India. A empresa produz a vacina da AstraZeneca, na Índia. Lá, o uso emergencial já foi aprovado.

“Para a autorização, a agência precisa avaliar os estudos de comparabilidade entre a vacina do estudo clínico, que é fabricada no Reino Unido, com a vacina fabricada na Índia, bem como os dados de qualidade e condições de boas práticas de fabricação e controle”, acrescenta o texto.

Segundo a Anvisa, as informações servirão para avaliar a equivalência da vacina produzida na Índia quanto à resposta da imunogenicidade. O termo diz respeito à habilidade de a vacina ativar resposta ou reação imune contra o coronavírus, tais como o desenvolvimento de anticorpos específicos, respostas de células T, reações alérgicas ou anafiláticas. “Ou seja, é necessário entender se o produto do fabricante indiano é semelhante ao fabricado no Reino Unido e que teve os dados clínicos aprovados”, reforça a Anvisa.

A agência diz ainda que não fará nenhum retrabalho durante sua análise e que já tem trabalhado para aproveitar a análise de agências de referência e focar em questões que são específicas para o Brasil. “A Anvisa e a Fiocruz seguem em comunicação para otimizar as avaliações e a entrega dos documentos necessários par avaliação e decisão da agência”, informa a Anvisa.

imagem: Reuters / com informações da Agência Brasil