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Vizinhos da estação ferrugem vivem entre expectativas e medos em relação a chegada do metrô

Sem conhecer o projeto e sem saber as consequências da obra de ampliação, os moradores que vivem e trabalham na margem da linha de trem vivem a incerteza. De um lado a expectativa das facilidades que a instalação da estação do metrô poderia trazer. Do outro o medo de desapropriações para a obra e o fluxo de pessoas desconhecidas no local.

O senhor Luís Henrique, morador e comerciante no local há mais de 30 anos é um desses que tem receio das consequências. “Para dizer se é bom ou ruim, a gente tem que conhecer o projeto. Saber o que vai acontecer de verdade. Por enquanto ninguém aqui sabe”, conta.

Para ele, pode ser bom, “mas tem que saber se vai ter que tirar as pessoas que moram próximas; saber se vai atrapalhar a ligação entre um lado e o outro da linha; tem que saber melhor as coisas”, diz.

Já para Edmilson Ferreira, há 20 anos morando no local, diz que “para o transporte seria ótimo; chegar no centro em 20 minutos. Pro pessoal que mora aqui seria ótimo”. Mas ele também destaca que fica inseguro sem saber quais as intervenções que seriam feitas na região.

A estação Ferrugem, na Vila São Paulo, foi construída na década de 1940 para receber trens urbanos. Foi demolida e hoje resta apenas a plataforma.

Estação Amazonas encontra-se em situação de abandono

Na Estação Amazonas, que fica no bairro Nova Suíça, a situação não é diferente. A senhora Saionara Duarte, que mantém um comércio e mora no local há mais de 50 anos, diz que o local virou refúgio para bandidos e abrigo para quem quer usar drogas. “Já tentamos transformar isso em um espaço de lazer, uma praça para a comunidade, mas não adianta. Depois de muita reclamação, eles fecharam e de vez em quando vem alguém vigiar. Mas traz é problema para nós”, conta.

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